Osteoporose: pacientes da terceira idade precisam de cuidados especiais em casa
Caracterizada pela diminuição da massa óssea, a osteoporose atinge uma em cada quatro mulheres após a menopausa. O enfraquecimento e fragilidade dos ossos geram uma maior possibilidade de fratura, mesmo após pequenas quedas e traumas. Segundo as estatísticas, uma em cada cinco mulheres que têm a doença já tiveram fratura e sofrerão outra em um período inferior a um ano.
Muito comum na terceira idade, a doença deve ser tratada por um amplo programa orientado pelo médico reumatologista. Praticar exercício físico, explica o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi, é fundamental. “É fundamental que a pessoa tenha uma boa qualidade muscular para sua coluna”, diz o médico, que indica a hidroterapia e exercícios corretivos como o exercício ideal.
O Dr. Eduardo alerta que é preciso tomar alguns cuidados, para eliminar riscos de acidentes em casa, principalmente para pacientes de osteoporose da terceira idade. “É preciso ter uma atenção especial para evitar acidentes, pois até pequenas quedas podem causar fraturas. É preciso, por exemplo, remover fios, cordas e tapetes soltos. Os tapetes precisam estar fixos no chão e os móveis devem estar em seus locais habituais. Uma casa sem bagunça é certamente um local mais seguro”, afirma ele.
A iluminação também deve ser reforçada. O Dr. Eduardo recomenda que seja instalada uma luz noturna no banheiro e corredores. “Se a pessoa costuma levantar de noite, para ir ao banheiro ou beber água, deve acender as luzes. Também é necessário colocar piso de borracha não escorregadio perto da pia, da geladeira e do fogão, pois estes são lugares que molham com freqüência e, dependendo do piso, tornam-se perigosos”. O reumatologista lembra, ainda, que escadas devem ter corrimão e devem estar sempre limpas.
– No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm a doença e, no mundo, esse número chega a 200 milhões. A osteoporose é uma doença séria, mas a boa notícia é que pode ser prevenida e tratada – finaliza o médico do CREB.
Você sabe o que é entesite?
Você sabe o que é entesite?
A entesite é uma inflamação da êntese, podendo ocorrer em doenças autoimunes, tais como a psoríase,artrite psoriásica, e doenças inflamatórias intestinais (Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa). “Os músculos do nosso corpo se fixam nos ossos por meio dos tendões, e a parte final desse tendão, que se fixa no osso, se chama êntese”, explica a reumatologista Liseth Acochiri Gutierrez, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo.
Segundo a reumatologista, “nessas doenças autoimunes ocorre uma entesite principalmente dos membros inferiores, mais predominante no tendão de aquiles e fáscia plantar, resultando em dor em pés e tornozelos, ao esforço”. Ela pontua que geralmente não ocorre inchaço nas articulações e muitas vezes é difícil diferenciar de uma simples tendinite, causa por esforço físico.
Avaliação com reumatologista
“Pacientes com psoríase ou doença inflamatória intestinal que apresentam quadros recorrentes de inflamação dos tendões dos membros inferiores devem procurar uma avaliação com reumatologista, pois pode se tratar de uma entesite e nesse caso uma investigação e tratamento específicos devem ser realizados”, alerta a médica do CREB. Um dos exames diagnósticos que auxiliam na investigação, de acordo com a dra. Liseth, é a ultrassonografia com doppler, pois permite a visualização da êntese inflamada.
Saiba como identificar se você tem escoliose
Saiba como identificar se você tem escoliose
Para ser saudável e forte, uma coluna vertebral deve ser reta. Mas nem sempre isso acontece. A coluna pode apresentar desvios dos troncos para os lados, tanto em forma de “s” como de “c”. Esses desvios são conhecidos como escoliose e podem deixar os ombros e braços desnivelados.
“A escoliose pode trazer dor e desconforto na coluna e deve ser avaliada o quanto antes pelo médico para o tratamento adequado. A escoliose é o desvio lateral da coluna vertebral, frequentemente encontrada em adolescentes. Para se ter uma ideia do quanto é comum, aproximadamente 3 milhões de casos da doença são diagnosticados nos Estados Unidos a cada ano”, afirma a ortopedista Lúcia Yoko Fujita, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ela, é fácil e simples identificar a escoliose, e nem é preciso ser uma especialista para fazer isso. “Fique de pé, com os pés descalços e de costa e com ajuda de alguém, observe se os ombros estão alinhados na mesma altura. Os desvios laterais (escolioses) geralmente deixam os ombros desalinhados. Observe também a bacia, pois a escoliose pode estar associada ao desalinhamento da bacia”, explica ela. Mas a Dra. Lúcia é enfática: “ partir da menor suspeita de escoliose, uma avaliação médica é obrigatória”.
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