Artrose: é possível ter uma melhor qualidade de vida, sem dor
Um estudo científico, realizado com mais de 3 mil adultos, na faixa etária entre 50 e 79 anos, demonstrou que as diferenças de comprimento dos membros inferiores acima de um centímetro podem ser causas de artrose dos joelhos, com o membro mais curto sendo afetado. O grupo foi observado por 30 meses. “É difícil diagnosticar essa condição de dismetria dos membros e a maioria das pessoas é assintomática. Pequenas diferenças, menores de um cm, podem ser corrigidas com uso de palmilhas dentro dos calçados. A pessoa precisa procurar um especialista”, explica Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas, que acomete tanto homens quanto mulheres, principalmente na terceira idade. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. “Mais de 70% das pessoas, acima de 70 anos, tem evidência radiográfica desta doença, mas nem todas desenvolvem os sintomas”, afirma o Dr. Haim Maleh. “A artrose pode não apresentar sintomas no início, sendo diagnosticada através de exame radiográfico. O principal sintoma é a dor, que começa apenas com a movimentação da articulação afetada, melhorando com descanso, mas que pode progredir para dores até mesmo durante o repouso. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos”, acrescenta ele.
– O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, por isso ao menor sinal de dor constante um especialista deve ser consultado. O tratamento traz o alívio para a dor e melhora na qualidade de vida e pode ser medicamentoso e com fisioterapia, além de protocolos que incluem hidroterapia e acupuntura. A atividade física regular é essencial, bem como uma alimentação regrada. O reumatologista irá propor um tratamento individualizado para cada paciente – finaliza o médico do CREB.
Pés chatos devem ser observados até os 10 anos
Popularmente conhecido como pé chato, o pé plano flexível ocorre quando a sola e o arco do pé estão achatados anormalmente. Isso pode trazer dores, pois o pé chato altera o alinhamento das cadeias musculares do pé, do tornozelo, da perna, da pélvis e até da região lombar. “O pé chato pode causar fadiga e tensão, que chamados de pés cansados. Como conseqüência, o pé chato pode ocasionar artrite, joanete, joelho valgo, esporão de calcâneo e outras deformidades da coluna vertebral”, indica Antônio d’Almeida Neto, fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o médico do CREB, o pé chato deve ser apontado logo cedo. “A causa deve ser indicada quando a criança começa a andar e os pais percebem que o pé dela não tem cava. A principal característica do pé chato é o desabamento do arco plantar, conhecido como a planta do pé. Ao pisar no chão, a criança deixa uma pegada de todo o seu pé, sem vestígios de cava. Durante a inspeção do pé observa-se que o arco longitudinal do pé (cava do pé) encontra-se excessivamente elevado”, explica ele, lembrando que o arca plantar só irá se constituir em torno dos dois ou três anos de idade. “Mas é prematuro falar em pé plano antes dos nove ou dez anos. As crianças devem ser observadas até essa idade”, completa ele.
O pé chato é uma deformidade complexa, que deve ser avaliada por um especialista. Muitos profissionais já não recomendam mais a tradicional (e em desuso) bota ortopédica. “A palmilha ortopédica alivia o estresse das articulações, ligamentos e músculos e diminui as ações das forças deformadores do pé. Mas também tempos exercícios terapêuticos na planta do pé. Uma dica muito comum, que ajuda no tratamento do pé chato, é levar a criança para caminhar em terrenos irregulares. A criança deve ser estimulada a caminhar com a borda lateral do pé, subir escadas com as pontas dos pés e pular com ambos os pés. O especialista saberá a melhor indicação para o tratamento mais eficaz”, afirma ele.
O médico do CREB pontua que um adulto não pode desenvolver pé chato, mas os sintomas podem aparecer em qualquer idade ou mesmo jamais gerar algum problema. Ele alerta, no entanto, que o uso constante do salto alto pode trazer malefícios para o pé. “Ao usar o salto alto, a pressão vai toda para o primeiro dedo do pé. Isso pode trazer cansaço nas pernas, dores nos membros inferiores (pernas e pés) e calosidades. Também podem ocorrer deformidades ósseas, como joanete ou problemas na musculatura da coxa e na curvatura lombar. E se não bastasse, é preciso falar nos riscos de queda devido à instabilidade do pé, com possíveis lesões dos ligamentos e luxações no tornozelo, provocados pelo desequilíbrio ao andar”, enumera ele.
CREB oferece programa de qualidade de vida para as empresas
Já foi o tempo em que salário era o único motivo para se escolher entre uma ou outra empresa para se trabalhar. Atualmente, as melhores empresas para se trabalhar no país tem algo em comum: valorizam o ser humano e apostam na sua qualidade de vida. E nesta aposta estão inclusos programas de prevenção de saúde. O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – oferece às empresas todo o suporte para a realização de programas de prevenção, avaliações posturais e todo o atendimento médico em reumatologia, ortopedia e fisiatria. Tudo para que os colaboradores da empresa tenham mais saúde, para produzirem mais e, principalmente, viverem mais felizes.
O fisiatra e reumatologista do CREB, Haim Maleh, diz que a realização de programas de prevenção em saúde é cada vez mais comum nas empresas, que se preocupam com a saúde de seus colaboradores. Não se trata de gastos, mas sim de investimentos: as estatísticas apontam que nestas empresas os índices de falta ao trabalho por motivo de doença são bem menores do que onde não há este tipo de ação.
O Dr. Haim Maleh diz que todo o trabalho de prevenção deve ser feito durante todo o ano, acompanhando o dia-a-dia do colaborador. E aproveita para dar algumas dicas que considera fundamentais para o início deste trabalho. “O colaborador não deve jamais ultrapassar seus limites físicos com muitas horas de trabalho sem pausas regulares. A cada duas horas sentado, deve dar uma parada, se levantar e caminhar um pouco. Alongamentos ajudam muito e muitas empresas oferecem ginástica laboral para seus funcionários”, explica o médico.
Outra dica é realizar atividade física regular. “Pode ser caminhada, futebol, bicicleta, ginástica, natação, o que for melhor para a pessoa. O exercício regular ajuda a perder peso, diminui o colesterol e a pressão arterial e motiva a pessoa para o trabalho e atividades de lazer”, ensina. A hora do almoço também merece uma atenção especial. “Muitas pessoas optam por fast-food, o que é um erro. É preciso almoçar bem e com calma. Mas muita gente aproveita o sistema de comida a quilo para comer de tudo. É preciso fazer um prato balanceado, com todos os grupos alimentares, mas evitando alimentos gordurosos e preferindo legumes e verduras. É importante evitar o refrigerante, optando por sucos naturais. Uma boa alimentação sempre faz toda a diferença”, avisa o Dr. Haim Maleh.
Ele garante também que um bom dia de trabalho começa na noite anterior, na hora do sono. “Uma boa noite de sono é fundamental. É preciso utilizar colchão, travesseiro e posição corretos. Programas de prevenção de dor na coluna ensinam a melhor postura e dicas como a melhor posição para dormir, sempre de lado, com um travesseiro entre as pernas e abaixo da cabeça, sem forçar o pescoço para cima”. Por último, uma dica que considera fundamental: “não espere ser convocado para fazer exames periódicos. Procure um médico regularmente em busca de uma saúde boa e maior qualidade de vida”.
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