TOC é utilizada com sucesso nas Olimpíadas de Inverno
Mais uma vez, a Terapia de Ondas de Choque (TOC) foi utilizada em competições esportivas de alto nível. A Olimpíada Mundial de Inverno, realizada em fevereiro, em Sochi, na Rússia, também ofereceu aos seus atletas de alto rendimento a possibilidade de se tratarem com a TOC, em caso de contusão. A aplicação de TOC pode ser feita até mesmo no dia da competição, pois não é considerada doping. “A TOC, que são na realidade ondas acústicas que ajudam na melhora do processo de inflamação e na regeneração da área lesada, já está sendo utilizada no dia-a-dia de vários clubes, para esportes como futebol, entre outros, principalmente na Europa. A TOC promove um retorno rápido do atleta às suas atividades, não utiliza medicação, não é invasivo e é aplicado no consultório. Nas Olimpíadas, a satisfação foi muito grande porque na maioria das vezes o tratamento apresentou melhora considerável , liberando o atleta para suas atividades”, explica o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e especialista em medicina do esporte, Dr. João Marcelo Amorim.
A TOC já havia sido utilizada nas Olimpíadas de Beijing e Atenas, além dos jogos panamericanos do Rio de Janeiro, também com muito sucesso. Grandes clubes de futebol europeu já contam com a terapia em seus departamentos médicos, utilizando-a com frequência. A TOC é hoje o que há de mais moderno no combate a tendinite de ombro, quadril, cotovelo e joelho, bursites, fascite plantar e esporão de calcâneo, tendo inclusive aprovação da exigente agência norte-americana FDA – Food Drug Administration. Muito indicado pelos médicos nos Estados Unidos e na Europa, está conquistando seu espaço no Brasil, pela sua eficácia e os ótimos índices de sucesso em todo mundo.
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – é um dos pioneiros do uso da TOC no Brasil. Seu fisiatra, Antônio D’Almeida, foi um dos apenas cinco médicos brasileiros que foram à Berlim, na Alemanha, para receber a certificação internacional da ATRAD, Associação Internacional de Terapia por Ondas de Choque. Ele também recebeu recentemente novo título, ampliando sua atuação com o TOC: instrutor internacional para médicos de TOC. Ele foi convidado para ser um dos poucos instrutores médicos internacionais de TOC junto a Academia Swiss Dolorclast.
– Além de indicação para casos de tendinites, esporão de calcâneo e bursites, esta técnica também pode ser utilizada nos tratamentos de dor crônica refratária e outros procedimentos, tais como lombalgias crônicas (dor lombar), dor miofascial (dor muscular, sem uma origem definida, de moderada a intensa intensidade álgica) e cervicalgias (dores na região cervical), dentre outras. E os resultados têm sido muito positivos. O tratamento com TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição a vários tipos de cirurgia. Não há internação, não é invasivo, tem ótima tolerância e também minimiza o uso crônico de medicações, reduzindo efeitos colaterais e os gastos com medicamentos – afirma o fisiatra do CREB, Antônio Rodrigues d’Almeida Neto.
Lombalgia tem tratamento, que inclui acupuntura, RPG e pilates terapêutico
Pelas estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS), dá para perceber a importância do assunto: em cada dez pessoas em todo o mundo, oito sentiram, sentem ou sentirão dor nas costas.
Uma das principais queixas de quem sente dor nas costas é na região lombar, a lombalgia é, que por sua vez, é uma das campeãs do afastamento do trabalho no Brasil, segundo o INSS.
O que é a Lombalgia
“A lombalgia provoca dor na região da lombar, na parte de baixo da coluna, acima da bacia. Mas quem é acometido pela doença também pode ter a sensação de queimação, localizada ou que se irradia pela perna, bem como dormência e formigamento, além de fraqueza nas pernas”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia. Ele diz que ao menor sinal destes sintomas, um especialista deve ser procurado, pois quanto mais cedo começa a tratar, mais fácil se alcança o sucesso no tratamento.
O que fazer na Lombalgia
“O exercício físico é contraindicado no auge da doença. Nesse momento, o paciente deve buscar o repouso. Deitar de lado, na posição fetal, é o ideal. A lombalgia tem tratamento. Além de medicamentos, utilizamos no CREB protocolos que incluem, com muito sucesso, acupuntura, eletroterapia, RPG, pilates terapêutico e hidroterapia. Mas o tratamento é individualizado. A reabilitação física é fundamental. Se o paciente estiver acima do peso, emagrecer ajuda no tratamento. E exercício físico, dirigido, também é fundamental. O importante é que no CREB, onde temos protocolos de tratamento rápido, vemos caso a caso, tratamos as pessoas de forma individualizada”, pontua o ortopedista.
Lembrando que a correção postural, a prática regular de exercício físico, a melhora da mobilidade que obtemos por meio da hidroterapia em nossas piscinas, o fortalecimento e o alongamento muscular da musculatura envolvida, trabalhada por meio do Pilates terapêutico e o RPG, associados a algumas técnicas que utilizamos, ajudam a evitar a doença.
Fascite plantar: reumatologista do CREB dá dicas contra a doença
A dor no calcanhar é um dos sintomas da fascite plantar.
Trata-se de uma lesão inflamatória que ocorre na fáscia plantar, que é uma faixa de tecido fibroso que reveste a planta do pé, estendendo-se do calcanhar até os dedos dos pés. “A fascite plantar causa dor no pé, ao pisar, principalmente após longos períodos em repouso. É causada por microtrauma repetitivo na região, ocorrendo em pessoas que ficam longos períodos de pé, sobrecarregando a fáscia plantar”, explica o Dr Sebastião Carlos Ferreira da Silva, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
Segundo ele, a doença é comum entre praticantes de corrida por conta do impacto repetitivo causado à região. Uma das causas é o uso de calçado inadequado, o que promove alterações na pisada, como uma pisada pronada ou supinada. “Para o diagnóstico da doença, é importante a avaliação do médico especialista, a partir de exames de imagem, como a ultrassonografia. Também é importante fazer a avaliação da pisada por meio da baropodometria, exame que dispomos no CREB e que também auxiliará na indicação de palmilhas, em caso de alterações da pisada. Para o tratamento, técnicas fisioterápicas de termoterapia, como ultrassom, auxiliam na recuperação do processo. E em casos refratários a TOC – Terapia por Ondas de Choque, também disponível na clínica, tem sido utilizada com muito sucesso”, afirma o médico do CREB.
O Dr. Sebastião dá duas dicas para evitar o fascite plantar. “Descanse e alongue o pé. Se o uso excessivo é a causa provável da sua dor, o descanso é uma chave para a recuperação. E é uma boa ideia combinar isso com exercícios diários de alongamento. Além disso, use um calçado adequado. Não deixe de consultar um especialista para orientação correta sobre o tipo de calçados e necessidade de uso de palmilhas”, finaliza ele.
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