Dores do Home Office
Quem trabalha em casa, precisa se adequar para não sofrer problemas da coluna, esse foi o tema da matéria do RJ TV, exibida no dia 15 de fevereiro de 2021.
Quem trabalha em casa, precisa se adequar para não sofrer problemas da coluna, esse foi o mote da matéria do RJ TV, exibida no dia 15 de fevereiro de 2021. Dr. Haim Malleh, reumalotogista e coordenador do médico do CREB, relata um aumento de 60%, desde março de 2020, no atendimento de pacientes alegando dores nas costas, pela inadequação do home office. O médico dá dicas de postura, ergonomia e exercícios profiláticos, e em caso de dor, orienta procurar um especialista.
Alzheimer: CREB conta com setor especializado para reabilitação
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia. “O envelhecimento normal do cérebro é acompanhado de atrofi...
A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do córtex cerebral. O processo geralmente é difuso, mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. O grau de atrofia varia. “O envelhecimento normal do cérebro é acompanhado de atrofia. Há uma superposição no grau de atrofia do cérebro de pacientes idosos com Alzheimer e pessoas afetadas pela doença. Ao exame microscópico, há perda tanto de neurônio como de neurópilo no córtex e, ocasionalmente, se observa uma desmielinização secundária na substância branca subcortical. Com o uso da morfometria quantitativa, a maior perda é a de grandes neurônios corticais. Os achados mais característicos são placas senis e emaranhadas neurofibrilares argentofílicos”, relata Liliane Regina Meurer Colla, fisioterapeuta do setor de reabilitação neurológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória
Segundo ela, a demência senil do tipo Alzheimer pode ainda ser subdividida de acordo com o estágio clínico, mas existe grande variabilidade e a evolução dos estágios frequentemente não é tão ordenada como se poderia deduzir. “No estágio Inicial há perda da memória recente, incapacidade de aprender e reter informações novas, problemas de linguagem, labilidade de humor e, possivelmente, alterações de personalidade. Os pacientes podem apresentar dificuldade progressiva para desempenhar as atividades de vida diária. Irritabilidade, hostilidade e agitação podem ocorrer como resposta à perda de controle e de memória. O estágio inicial, no entanto, pode não comprometer a sociabilidade”, diz.
No estágio intermediário, explica a fisioterapeuta, o paciente é completamente incapaz de aprender e lembrar de informações novas. “Os pacientes se perdem constantemente, a ponto de não conseguirem encontrar o seu próprio quarto ou banheiro. Embora continuem a deambular, estão em risco significativo de quedas ou acidentes secundários à confusão. O paciente pode precisar de assistência nas AVDs (atividades da vida diária). A desorganização comportamental ocorre na forma de perambulação, agitação, hostilidade, falta de cooperação ou agressividade física. Neste estágio, o paciente já perdeu todo o senso de tempo e lugar”, complementa.
O estágio final da doença é coma e morte
No estágio grave ou terminal, o paciente é incapaz de andar, totalmente incontinente e incapaz de desempenhar qualquer AVD. “Podem ser incapazes de deglutir e podem necessitar de alimentação por sonda nasogastrica. Estão em risco de pneumonia, desnutrição e necrose da pele por pressão. A duração da doença é de 8 a 10 anos, mas a evolução varia de 1 a 25 anos. Por motivos desconhecidos, alguns pacientes com Alzheimer evidenciam um declínio gradual e lento da função, enquanto outros têm platôs prolongados sem deterioração importante. O estágio final da doença de Alzheimer é coma e morte”, afirma a fisioterapeuta do CREB.
O CREB conta com um setor equipado com diversos aparelhos e profissionais especializados para o tratamento do Alzheimer. “As condutas fisioterápicas incluem retardar a progressão e efeitos dos sintomas da doença, evitar ou diminuir complicações e deformidades, manter as capacidades funcionais do paciente, manter ou devolver a atividade funcional das articulações, evitar contraturas e encurtamentos musculares, evitar a atrofia por desuso e fraqueza muscular. Além disso é desenvolvido também um trabalho de posturas corretas, treino do padrão da marcha e equilíbrio”, relata o Coordenador da Fisioterapia do CREB, Handerson Meurer.
Lesões de Esforço Repetitivo podem provocar Síndrome do Túnel do Carpo
A Síndrome do Túnel do Carpo acontece a partir da compressão do nervo mediano no canal do carpo.
Se você está sentindo dores nos membros superiores, nos dedos, na mão ou nos punhos, com possível sensação de dormência e formigamento, talvez você esteja cometido pela Síndrome do Túnel do Carpo. Trata-se de uma neuropatia causada principalmente por lesões causadas por esforço repetitivo.
“A Síndrome do Túnel do Carpo acontece a partir da compressão do nervo mediano no canal do carpo. Trata-se de uma estrutura anatômica localizada entre a nossa mão e o antebraço. Por este túnel passam o nervo mediano e tendões flexores. Quando a pressão neste canal aumenta em demasia, o nervo mediano é comprimido e acontece a Síndrome do Túnel do Carpo”, explica o ortopedista especialista em mãos Francisco Werneck, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
L.E.R., a causa principal da Síndrome do Túnel do Carpo
O ortopedista do CREB conta que é absolutamente comum receber em seu consultório pacientes com muitas dores nas mãos e punhos, associadas a sensação de dormência e formigamento, principalmente causadas pelo uso excessivo de celular. Muitos são jovens que, em comum, passam horas com um smartphone nas mãos, navegando nas redes sociais ou se divertindo com joguinhos digitais.
A principal causa da Síndrome do Túnel do Carpo é, segundo o Dr. Francisco, a L.E.R. (Lesão do Esforço Repetitivo). “São aqueles movimentos repetitivos, em excesso, como digitar, navegar no celular ou tocar um instrumento musical sem parar. Mas a Síndrome do Túnel do Carpo também pode ser causada por quedas e fraturas, por inflamações, como a provocada pela artrite reumatoide, e por causas hormonais e medicamentosas”, ilustra ele.
Sintomas e tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo
O sintoma mais comum, além da dor, é o que a medicina chama de parestesia, ou seja, a sensação de formigamento e de dormência que, segundo o ortopedista do CREB, costuma ser mais comum à noite. Muitas vezes, a dor pode ser tanta que o paciente não consegue segurar um copo.
Para diagnosticar a doença, além do exame físico, o ortopedista poderá solicitar um exame chamado eletroneuromiografia, disponível no CREB. Já o tratamento é medicamentoso e fisioterápico. “No CREB, utilizamos protocolos que incluem a acupuntura, que é excelente para aliviar a dor do paciente”, destaca o Dr. Francisco. Ele finaliza lembrando que ao menor sinal de dor, um especialista deve ser consultado o quanto antes.
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