Dano causado pela osteoartrite pode ser reparado com novas microcápsulas
Foi desenvolvido pela Queen Mary University of London (QMUL) um novo método de administração de um tratamento em microcápsulas que poderá reduzir a inflamação na cartilagem afetada pela osteoartrite, compensando o dado aos tecidos. Experimentos reali...
Foi desenvolvido pela Queen Mary University of London (QMUL) um novo método de administração de um tratamento em microcápsulas que poderá reduzir a inflamação na cartilagem afetada pela osteoartrite, compensando o dado aos tecidos. Experimentos realizados demonstraram que as microcápsulas podiam liberar o anti-inflamatório CNP de uma maneira muito eficaz. Assim, acreditamos que as injeções de microcápsulas em um futuro poderão ser utilizadas para curar a cartilagem lesada em pessoas com osteoartrite.
A molécula de proteína chamada peptídeo natriurético de tipo C (CNP), que forma naturalmente o organismo, reduz a inflamação e ajuda a reparar o tecido lesado. Mas não é possível utilizar CNP para tratar a osteostrite em pacientes porque não se pode dirigir-se à zona lesada mesmo que a proteína seja injetada no tecido cartilaginoso. Isto porque CNP é facilmente dividido e não pode chegar à zona da lesão. Sendo assim, os cientistas da Queen Mary University of London produziram microcápsulas cuja vantagem é poder liberar a proteína com lentidão e administrar o tratamento na forma mais eficaz.
Se este método puder se transferir para os pacientes poderia desacelerar drasticamente o avanço da artrose e inclusive começar a reparar o tecido lesado, porém alguns estudos em humanos ainda serão necessários. O fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Arnaldo Libman, acha esses estudos muito promissores, já que poderão ajudar, em muito, a evitar eventos cirúrgicos no joelho, quadril e, mesmo, nas mãos de pacientes com artrose. “Vale lembrar que atualmente, juntamente com a reabilitação física, existe possibilidade de tratamento para melhorar as condições das cartilagens das articulações com artrose, com muito bons resultados”, ressalta o fisiatra.
Ossos enfraquecidos cada vez mais cedo
A osteopenia, estágio inicial da osteoporose, costuma ser diagnosticada nas mulheres a partir dos 50 anos de idade.
Com a chegada da menopausa, os médicos solicitam exames de suas pacientes para verificar se há o problema, relacionado a alterações hormonais. Mas a redução da densidade dos ossos tem surpreendido mulheres cada vez mais jovens, por volta dos 40, aumentando o risco de fratura, alertam os especialistas.
Em 2010, quando tinha 38 anos, a atriz americana Gwyneth Paltrow quebrou uma perna, e foi diagnosticada com a doença. Segundo o presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas do Sociedade Brasileira de Ortopedia, Bernardo Stolnikci, uma das razões para a chegada precoce do mal é a má alimentação na infância e na adolescência. Nos dias d ehoje, jovens têm deixado de lado pratos balanceados e atividade física de impacto, o que resulta em problemas de saúde na vida adulta. “Muitos são sedentários e com pouco controle da parte nutricional”, observa.
Entre 7 e 14 anos há o ‘pico de massa óssea’. A partir do final da adolescência, não há mais ganho de densidade. “Nutrientes como cálcio ajudam a formar os ossos. Correr e pular corda garantem o bom funcionamento das células”.
Segundo Bernardo, a maioria dos pacientes procura ajuda só depois de fratura. O tratamento é com suplementação de vitamina D e cálcio. Há ainda remédios que inibem a perda de massa óssea. “Hoje há fórmulas manipuláveis em forma de ‘shake’ para tornar o tratamento mais agradável e fácil”, explica a farmacêutica Cláudia Souza, da Rede de Farmácia de Manipulação Officilab. A ‘papinha’ é feita, basicamente, de vitamina D3, cálcio, magnésio e licopeno.
Com a chegada do frio, dor aumenta
A temperatura começa a cair nessa época do ano em boa parte do país. Mas não são apenas os casacos que começam a aparecer no dia a dia das cidades. Estatísticas apontam que as clínicas de reumatologia e ortopedia têm uma demanda até 20% maior de pacientes que reclamam de dores no frio: são dores no pescoço, na perna, no joelho e na coluna, que levam os pacientes em busca de ajuda profissional.
“No inverno, com o frio intenso, as pessoas ficam mais retraídas e contraídas. Isso acaba gerando uma tensão muscular que pode significar dor. Muitas vezes, as pessoas acabam se exercitando menos, o tecido se contrai involuntariamente e as pessoas não percebem mas também andam mais curvadas para se protegerem do frio”, explica o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, Eduardo Sadigurschi.
Segundo ele, pacientes que têm algum tipo de artrose e artrite sofrem mais no frio. De acordo com um estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que ouviu mais de 12 mil brasileiros, 36% afirmaram sentir dores nas costas, incômodo que costuma se intensificar no inverno. “As pessoas acham que a dor é resultado apenas do frio, mas quando esfria há um aumento significativo do diagnóstico de doenças que podem parecer assintomáticas nos dias quentes, como a artrose e as artrites, por exemplo”. Para evitar maiores problemas, o médico do CREB orienta as pessoas a se alongarem mais durante o frio. Segundo ele, o alongamento ativa a circulação. “Também podemos fazer movimentos fáceis durante o nosso dia a dia, como por exemplo aquecer as mãos. Basta vira a palma da mão para cima e massageá-la lenta e firmemente com o polegar da outra mão”, ensina ele.
Outra dica é com o sono. Além de devidamente aquecido com cobertores, a pessoa deve se preocupar com a posição ao dormir. “No frio a tendência é permanecer um maior tempo na mesma posição. O ideal é dormir de lado, com um travesseiro entre as pernas, outro entre os braços e com a coluna reta. O travesseiro deve se encaixar na altura do ombro. Dormir com conforto e adequadamente é fundamental para a saúde da nossa coluna”, avisa ele.
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