Exames são fundamentais para diagnosticar dores de longa evolução na coluna
Entre tantos outros motivos que leva uma pessoa a procurar um médico, 80% estão relacionados à sensação de dor.
E a maior parte destas queixas se referem à dores de longa evolução, isto é, dores que não cessam ou, ao menos, se repetem com frequência. As principais queixas apresentadas aos médicos são enxaquecas, lombalgias, artrose, lesões por esforço repetitivo (LER) e algumas doenças neurológicas, como por exemplo o Mal de Parkinson, além de dores provenientes de algum tipo de acidente.
A dor é um sintoma, é preciso investigar
“A situação mais comum que encontramos no consultório é paciente se consultando por conta de uma dor na coluna. O importante é entender que aquela dor é um sintoma, e é preciso investigar o que a ocasionou, para que possamos tratar da doença, e não dos sintomas. É preciso focar na causa, não na consequência. O médico fará um exame clínico e poderá solicitar uma série de exames, de imagem ou não, para descobrir o que acomete aquele paciente”, explica o fisiatra e Reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e professor de reumatologia da UFF.
Segundo o Dr. Haim, as dores podem ter inúmeras causas e origens. Além de exames de imagem, o médico pode solicitar, por exemplo, a eletroneuromiografia, utilizada no diagnóstico de alterações nos nervos periféricos dos membros superiores e inferiores decorrentes de lesões provocadas por doenças ocupacionais (LER), traumáticas e metabólicas.
“A experiência do médico, o exame clínico e os exames de imagens e complementares oferecem os elementos para o diagnóstico”, explica o Dr. Haim
Salto alto e samba no pé não combinam
Verão e carnaval combinam com samba, mas sambar de salto alto é uma combinação nada recomendada pelos ortopedistas.
É verdade que a mulher fica mais elegante, e o samba mais bonito, mas o prazer pode se transformar em problema. E em muita dor. “Sambar calçando salto alto pode trazer problemas generalizados para a mulher, que vão dos dedos dos pés à coluna lombar”, garante o ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, especialista em medicina do esporte e médico do Clube de Regatas Flamengo, Dr. João Marcelo Amorim.
“O uso de salto alto para sambar aumenta, e muito, o risco de lesões. Sambar exige muito do corpo, equilíbrio, coordenação e rebolado. Todos nós temos um eixo central, que nos permite o equilíbrio. A utilização do salto alto para sambar vai alterar esse eixo, porque o pé está forçado para frente. Se a mulher não tiver muita experiência em dançar com salto alto, pode sofrer uma lesão. A posição do pé com salto alto não é confortável nem indicada para dançar. Não à toa, as bailarinas dançam com sapatilhas”, explica o médico.
Segundo o Dr. João Marcelo, a situação se agrava se o sapato combinar salto alto e bico fino, o que acontece na maioria das vezes. “Esse tipo de sapato aperta os dedos dos pés. Os problemas podem começar a acontecer no ante-pé (cabeça dos metatarsos), porque o pé inclinado acaba por forçar essa região. Uma lesão na cabeça do metatarso provoca dor e calosidade. Também é muito comum o salto alto no samba forçar a panturrilha, ocasionando uma tendinite. Isso sem falar que o salto alto força a lordose, pode causar lesão na região lombar e problemas no joelho. Um simples escorregão ou desequilíbrio pode transformar o prazer do samba em dor”, relata.
Para o ortopedista, é preciso ter consciência de que a elegância do salto alto não combina com o samba e o melhor, nesse caso, é utilizar um sapato de salto baixo.
Mortalidade, morbidade e perda de independência após fratura no quadril é maior nos homens
As estatísticas oficias indicam que em torno de 30% das fraturas de quadril acontecem em homens. Quando comparadas com as mulheres, a mortalidade, a morbidade e a perda de independência após uma fratura no quadril são maiores no sexo masculino. Um re...
As estatísticas oficias indicam que em torno de 30% das fraturas de quadril acontecem em homens. Quando comparadas com as mulheres, a mortalidade, a morbidade e a perda de independência após uma fratura no quadril são maiores no sexo masculino. Um recente estudo publicado no renomado Journal of Bone and Mineral Research avaliou os fatores associados a fratura de quadril em nada menos do que 5.994 homens com 65 anos ou mais, durante o período de 8,6 anos. Esse estudo conclui que homens com baixa massa óssea no colo do fêmur, múltiplos fatores de risco e comorbidades têm um alto risco de fraturas de quadril.
O risco aumenta quanto maior for o número de comorbidades do paciente
Foram avaliados dados demográficos, estilo de vida, histórico pessoal e familiar, estado funcional, avaliação antropométrica e cognitiva, visual e função neuromuscular. Assim como consumo de álcool, tabagismo, alimentação e histórico de uso de medicamentos. Na primeira visita, os participantes da pesquisa tiveram sua densidade mineral óssea da coluna e do fêmur mensuradas. “Idade avançada (mais de 75 anos), baixa densidade óssea no colo do fêmur, tabagismo, maior perda de altura e peso desde os 25 anos de idade, histórico de fraturas, uso de antidepressivos tricíclicos, história de infarto agudo do miocárdio ou angina, hipertireoidismo e Parkinson foram associados a um aumento do risco de fratura no quadril e preditores para tal evento. Outra constatação da pesquisa é que o risco de fratura do quadril aumenta quanto maior for o número de comorbidades do paciente, assim como baixa ingestão de proteínas”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo e coordenador do Prevrefrat CREB (Programa de Prevenção à Refratura).
Segundo ele, é importante observar que em homens mais velhos, as fraturas de quadril têm um imenso impacto na vida pessoal e, também, na saúde pública. “É essencial que se identifique homens em alto risco, para que se toma atitudes antes do fato em si. É bom lembrar que muitos desses fatores indicativos são facilmente avaliados em uma consulta clínica e isso pode trazer uma melhora na estratificação do risco”, conclui o médico.
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