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É preciso ter cuidado ao praticar atividade física no inverno

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Nesta época do ano, o maior inimigo da atividade física é o frio. É muito comum que pessoas interrompam sua atividade física regular até que o tempo aqueça novamente, principalmente entre aqueles que praticam natação ou esportes ao ar livre, como corrida e ciclismo. “É preciso persistir, porque do contrário o corpo desacostuma, a pessoa ganha quilos extras e depois fica muito mais difícil voltar”, afirma o especialista em medicina do esporte e ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, João Marcelo Amorim.

O médico do CREB alerta, no entanto, que não é só a vontade de interromper a prática regular de esportes que acontece no inverno. “Os esportistas precisam estar atentos pois é muito comum no inverno acontecer uma lesão por falta de um aquecimento adequado antes de iniciar a atividade física. É preciso se aquecer bem antes de começar a correr ou andar de bicicleta ou entrar na piscina, por exemplo”.

– Quando a pessoa segue um programa de condicionamento físico, a atividade vira hábito e faz parte de sua rotina. O frio do inverno não pode servir de desculpas para se interromper esse programa. O esportista precisa apenas saber que o aquecimento é muito importante e seguir alguns cuidados, como não se descuidar da hidratação, usar roupas que o aqueçam mas que sejam confortáveis e buscar horários mais adequados para a prática da atividade física – finaliza o Dr. João Marcelo.


Sobrepeso é um dos fatores de risco de artrose no joelho

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A artrose de joelho tem como consequência o comprometimento da cartilagem, o que pode provocar dor crônica, inchaço, sensação de rigidez e limitação do movimento, alterando, bastante, a qualidade de vida do paciente. Não se sabe a causa exata da doença, mas os fatores de risco são conhecidos. Ao menor sinal de dor no local, é preciso procurar um especialista, para que seja diagnosticado o problema e proposto o tratamento.

Os principais fatores de risco da doença são a idade avançada e o sobrepeso. A possibilidade de ser acometido pela artrose de joelho é bem maior a partir dos 45 anos. E essa possibilidade aumenta com o passar dos anos, já que as articulações do joelho sofrem um desgaste natural com e a dilatação da cartilagem e se tornam menos flexíveis, ficando mais propensos à doença.

Estatísticas apontam que duas em três pessoas com sobrepeso podem desenvolver a artrose de joelho

Segundo ele, as estatísticas apontam que praticamente duas em três pessoas com sobrepeso possivelmente desenvolverão a artrose de joelho. Quem está acima do peso precisa emagrecer, o que reduz significativamente o risco de ser acometido pela doença. Um estudo comprovou que perder menos de 11 quilos reduziu o risco de desenvolver artrose do joelho entre as mulheres em 50%”, acrescenta o médico do CREB.

Outro fator de risco é a incidência de trauma comum. Um osso quebrado, uma lesão grave ou uma cirurgia pode causar danos à articulação do joelho. “7O histórico familiar também deve ser considerado. A probabilidade de uma pessoa desenvolver a artrose do joelho também é influenciada pela genética. Estima-se que entre 20 a 35% das incidências de artrose do joelho podem ser herdadas. Episódios de gota, distúrbios metabólicos, alinhamento ósseo fraco e outras condições congênitas também podem aumentar o risco de desenvolvimento da artrose de joelho, diz o ortopedista, lembrando que as mulheres são mais propensas do que os homens a desenvolverem a doença.


Salto alto e samba: problemas pós-carnaval

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Não é apenas a ausência de blocos e foliões nas ruas que indica o fim do carnaval. Um outro sinal de que o reinado de Momo chegou ao fim é o alto índice de mulheres que procuram os consultórios de ortopedistas.

É alto o índice de mulheres que procuram os consultórios de ortopedistas, com dores nos pés, nas pernas, nos joelhos e na coluna. Em comum, o mesmo motivo: samba no pé com sapato de salto alto.

O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – tem recebido neste período pós-carnaval inúmeras pacientes com as mesmas queixas. Segundo o ortopedista, especialista em medicina do esporte e médico do CREB e do Clube de Regatas Flamengo, Dr. João Marcelo Amorim, isso é muito comum nessa época do ano.

– Definitivamente, samba no pé e salto alto é uma combinação perigosa. E nada recomendada. As mulheres ficam mais elegantes, é verdade, mas muitas vezes acabam vítimas de lesões. Sambar exige muito do corpo, exige equilíbrio, muita coordenação e rebolado. Temos um eixo central, que nos oferece equilíbrio. O uso do salto alto no samba altera significativamente esse eixo, porque o pé é forçado para frente. Muitas mulheres não têm a experiência necessária para sambar com salto alto, o fazem mais nessa época de carnaval, e acabam expostas aos problemas que podem surgir. Não é coincidência que as bailarinas dançam com sapatilhas baixas – explica o médico.

Segundo ele, uma das principais queixas é dor no ante-pé (cabeça dos metatarsos), porque o pé inclinado acaba por forçar muito essa região. Além da dor, diz o ortopedista, uma lesão na cabeça do metatarso provoca calosidade. Também são muito comuns dores nas panturrilhas, o que pode sugerir uma tendinite. “Também temos muitos casos de lordose, com dores na região lombar e nos joelhos também”, relata o Dr. João Marcelo.



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