Tendinite não tratada pode causar afastamento do trabalho
Após um longo e pesado dia de trabalho é possível chegar em casa com alguma dor específica, no punho, nas costas ou nas pernas. Na maioria das vezes, a pessoa relaciona a dor ao dia estafante e não toma nenhuma providência. Mas o problema pode ser maior que uma dor passageira…“Essas dores podem ser uma consequência de inflação dos tensões, a famosa tendinite. É preciso consultar um especialista, para tratar do problema, evitando o agravamento do caso”, afirma Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo o médico do CREB, podem ser várias as causas da: postura de trabalho, mobiliário (cadeira, monitor, teclado e mouse), tensão emocional e rotina estressante, entre outros motivos. Ele garante que a tendinite pode ser evitada se tomados alguns cuidados no nosso dia-a-dia.
“Procure sempre sentar com as costas apoiadas no encosto da cadeira ou do sofá e os pés no chão. É muito importante alternar 50 minutos de trabalho com 10 minutos para uma pausa, onde a pessoa deve levantar, fazer uma pequena caminhada, no próprio escritório. Exercícios de alongamento e relaxamento ao longo da jornada de trabalho também ajudam muito. Praticar atividade física ao menos três vezes por semana é fundamental para a qualidade de vida”, explica ele.
– Essas dicas precisam ser incorporadas no nosso dia-a-dia, se transformando em um hábito. Ainda assim, se a pessoa sentir dores deve procurar um especialista o quanto antes, para que o tratamento seja mais fácil, rápido e para evitar o agravamento do quadro. Muitas vezes, a tendinite causa até o afastamento do trabalhador de suas atividades profissionais. É preciso estar atento – finaliza ele.
É preciso ter cuidado com andadores e bengalas
Bengalas e andadores muitas vezes são indicados para pessoas da terceira idade e ajudam muito na locomoção, devolvendo a eles parte da qualidade de vida perdida.
Mas é preciso ter muito cuidado. Uma pesquisa realizada pelo Centro de Controle de Doenças, de Atlanta, EUA, revelou que mais de 40 mil lesões ocorrem por ano, por conta desses dispositivos que deveriam ajudar as pessoas no dia-a-dia.
Esse número foi comprovado em uma amostra representativa de 66 serviços de emergência dos Estados Unidos e, segundo os pesquisadores, embora as quedas associadas à bengalas e andadores sejam uma pequena fração do número de acidentes, tendem a ser mais graves.
Segundo a pesquisa, das vítimas de quedas com bengalas e andadores, 33% precisaram ficar internadas. Também ficou comprovado que as mulheres têm uma chance quase duas vezes maior de sofrer esse tipo de acidente.
O fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – Haim Maleh, concorda com a pesquisa e diz que essa é uma das preocupações dos médicos que atendem pacientes da terceira idade.
“É preciso ensinar o paciente como utilizar corretamente a bengala e o andador. E há um período de adaptação. De fato há quadros de lesões e as mais frequentes atingem o tórax, a coluna dorsal e lombar, seguidas das lesões na cabeça. O idoso precisa tomar mais cuidado e seguir algumas dicas, como evitar colocar tapetes em casa , não utilizar sapatos escorregadios, ter cuidado com fios soltos e ter sempre uma iluminação noturna, por exemplo”, explica o médico.
Australiano volta a andar após tratamento com Toxina Botulínica Tipo A
Um australiano de 46 anos, que há duas décadas se locomovia apenas em cadeira de rodas devido a um derrame, conseguiu voltar a andar graças a um tratamento com injeções de Toxina Butolínica Tipo A (conhecida no mercado com o nome comercial de Botox). Russel McPhee foi notícia no mundo inteiro devido ao resultado do seu tratamento de aplicação da Toxina Botulínica nos últimos 18 meses: ele conseguiu andar por cem metros, sem a ajuda de andadores.
Segundo o Dr. Flávio Costa, médico responsável pelo setor de reabilitação neurológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – a aplicação da Toxina Botulínica Tipo A é o que há de mais moderno para tratar, por exemplo, da espasticidade, grau de contração anormal de grupos musculares comuns entre aqueles que sofrem um ACV – Acidente Cerebral Vascular. Centro de referência em reumatologia e ortopedia, o CREB utiliza essa técnica e tem muita experiência com esse tratamento. “A notícia é muito boa, mas é preciso reforçar sempre a necessidade da avaliação médica e da correta indicação para o uso do Botox”, alerta o médico.
O Botox é associado ao tratamento estético, mas é muito utilizado para tratar da espasticidade, por exemplo, e seu uso é aprovado há vários anos no mundo inteiro. O médico que atende o australiano, o Dr. Nathan Johns, conta que optou pelo tratamento com a Toxina Botulínica Tipo A para reduzir a rigidez dos músculos do seu paciente. “Mas o que torna o caso de Russell tão único é que sua melhora foi tão dramática. Ele estabeleceu para si um objetivo de voltar a andar e estava determinado a fazer isso acontecer”, disse o médico para a BBC, de Londres.
– O tratamento com a Toxina consiste na administração periódica de pequenas injeções nos músculos acometidos pelo AVC, feitas em consultório, por médico especialista, e pode ser repetido até quatro vezes ao ano. A resposta é excelente. Em duas ou três semanas o paciente e seus familiares já notam a diferença. Imagine para uma pessoa que não consegue escovar os dentes, segurar um copo ou trocar de roupa. Muitas dessas pessoas podem ser beneficiadas com um tratamento simples e ter sua qualidade de vida e a de seus cuidadores muito melhorada. O caso do australiano certamente será acompanhado de perto pela comunidade científica do mundo inteiro – finaliza o médico do CREB.
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