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Osteoporose: o melhor caminho é a prevenção

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Mais dez milhões de pessoas no Brasil têm osteoporose, o que justifica a grande preocupação com o tema. “A osteoporose é uma doença metabólica que acontece quando deixamos de produzir material ósseo novo suficientemente e, a partir daí, os nossos oss...

Mais dez milhões de pessoas no Brasil têm osteoporose, o que justifica a grande preocupação com o tema. “A osteoporose é uma doença metabólica que acontece quando deixamos de produzir material ósseo novo suficientemente e, a partir daí, os nossos ossos se tornam frágeis, aumentando muito a possibilidade de faturas. A osteoporose é uma doença silenciosa, que pode vir a ser descoberta apenas quando há episódio de uma fratura. E esse é o grande perigo da doença. Uma fratura pode prejudicar muito a qualidade de vida de uma pessoa, inclusive incapacitando determinados movimentos. Na terceira idade, então, o risco de refratura é muito maior”, explica o ortopedista Bernardo Stolnick, Presidente Comitê de Doenças Osteometabólicas da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e Coordenador de Doenças Osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

De acordo com o Dr. Bernardo, a osteoporose é mais comum em mulheres do que em homens, e isso se explica pela perda significativa de cálcio e vitaminas durante a menopausa. Além do processo natural de envelhecimento, são fatores de risco deficiência hormonal, fumo, álcool, dieta pobre em cálcio e vitamina D, sedentarismo e hereditariedade. “A osteoporose normalmente não apresenta sintomas, na maior parte das vezes é identificada quando ocorre a fratura. Mas é possível reverter essa situação, com a realização de um exame chamado Densitometria Óssea, que avalia a densidade dos ossos. É muito importante que pessoas da terceira idade façam esse exame”, explica o médico.

A osteoporose tem tratamento. Além de medicamentos, o médico poderá indicar a prática regular de exercício e uma dieta balançeada, rica em cálcio e vitamina D. Os exercícios, assim como o tipo de atividade física, devem ser orientados caso a caso. No CREB, temos protocolos de reabilitação que contemplam com bastante sucesso o tratamento e a reabilitação de pacientes com osteoporose. Segundo Bernardo, essa dieta deve ser rica em derivados de leite, sardinha, salmão, soja e vegetais verdes, além de nozes e castanhas. “Não podemos apenas esperar pela fratura, para iniciar o tratamento. A prevenção é o melhor caminho. É preciso fazer o exame e adotar práticas saudáveis, como atividade física regular e uma alimentação controlada, rica em cálcio”, finaliza ele.


Uso de antidepressivos pode aumentar o risco de fraturas

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Um estudo científico demonstrou que há relação entre o uso de antidepressivos e o risco de fraturas. Segundo esta pesquisa, que identificou e analisou 1.217.464 indivíduos, os antidepressivos teriam uma ação direta no metabolismo ósseo e estariam associados com risco aumentado de fratura, porque inibidores da recaptação da serotonina (SSRI – citalopram, fluoxetina, sertralina e outros) e antidepressivos tricíclicos (TCA – amitriptilina, clomipramina e outros) são associados com um moderado e clinicamente significativo aumento do risco de fraturas de todos os tipos. Comparados a não usuários, pacientes que utilizam anidepressivo tiveram um aumento de 42% no risco de fratura não vertebral, 47% no risco de fatura de quadril e, finalmente, 38% no risco de fratura vertebral. Outro estudo que associa o antidepressivo ao maior risco de fraturas também levou em consideração a idade dos pacientes.

– Um risco maior de fraturas foi associado com um aumento da dose de ansiolíticos e sedativos; o mais alto risco estava presente nos indivíduos abaixo de 40 anos de idade. Daí em diante, o risco de fraturas diminuiu com a idade. Para SSRI, um crescente risco de fraturas foi visto com dose e idade crescente. A respeito de TCA, nenhuma tendência específica com a idade estava presente. No entanto, um aumento do risco de fraturas foi associado com aumento da dose TCA na faixa etária acima de 60 anos. Finalmente, para outros antidepressivos, nenhuma tendência específica com observou-se a idade ou a dose. Cuidados devem ser tomados na prescrição de ISRS para indivíduos mais velhos – comenta a pesquisa o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.


Descoberto remédio que trata artrose e elimina as dores

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Pesquisa britânica revelou um novo tratamento para a osteoartrite (artrose), doença que afeta mais de 50% dos adultos brasileiros. Medicamento disponível no mercado para osteoporose, o Ranelato de Estroncio mostrou-se eficaz contra a artrose e as dores que ela causa. O estudo comprovou redução de 27% nos danos à cartilagem dos doentes.

A artrose provoca dores nas articulações, principalmente mãos, joelhos e coluna, e ataca especialmente mulheres entre 40 e 50 anos. “Durante a menopausa, os sintomas aparecem com mais força”, explica o reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Arnaldo Libman.

Ainda segundo Libman, a enfermidade é uma das causas mais frequentes de incapacidade no trabalho após os 50 anos. A dificuldade de iniciar o movimento e o incômodo nas regiões afetadas podem impedir o indivíduo de trabalhar e até mesmo ter prazer na sua vida pessoal.

Até então, não havia tratamento eficaz contra a artrose, apenas paliativos. “Com esta descoberta, vamos dar maior qualidade de vida aos pacientes”, conclui Libman. O gasto mensal com o remédio fica em torno de R$ 100,00.

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