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Medicação e reabilitação física no tratamento da fibromialgia

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A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes ao consultório do Reumatologista. Os números são preocupantes: de 3 a 5% da população mundial são acometidos por essa doença, que ainda é pouco conhecida. Há toda uma dificuldad...

A fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes ao consultório do Reumatologista. Os números são preocupantes: de 3 a 5% da população mundial são acometidos por essa doença, que ainda é pouco conhecida. Há toda uma dificuldade de se estabelecer o diagnóstico porque não há como fazer exames objetivos radiológicos e laboratoriais, o que torna o problema ainda maior. O paciente deve procurar um Reumatologista realmente experiente na doença para ser diagnosticado e iniciar seu tratamento.

A boa notícia é que a fibromialgia tem tratamento e os resultados podem ser excelentes, eliminando os principais sintomas, como dores generalizadas pelo corpo, nas articulações, na coluna vertebral, nos músculos e nos tendões, dor de cabeça, sensibilidade maior ao frio, formigamento nos pés e ou nas mãos, tonteiras, desânimo, fadiga, dificuldades para dormir, sono não reparador e, ainda, falta de motivação e tristeza. Medicamentos, atividade física orientada, acompanhamento psicológico e fisioterapia fazem parte do tratamento, que pode contar com protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, pilates terapêutico e RPG.

O desafio é combater os sintomas e devolver a qualidade de vida

Segundo o reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Sérgio Rosenfeld, especialista em fibromialgia, o maior conhecimento e experiência na doença tem evoluído muito ajudando no tratamento. “A fibromialgia tem múltiplos sintomas, como dor, fadiga, dificuldade ao dormir, problemas de memória e tristeza, alterações intestinais e principalmente a dor pelo corpo, especialmente em braços e coxas, além da coluna vertebral. O desafio é combater todos esses sintomas e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, explica o Dr. Sergio.

Há tratamento, mas obviamente que os bons resultados dependem de ajuste de medicação e tipo de reabilitação física (hidroterapia, RPG, acupuntura, eletroterapia e pilates terapêutico) sempre individualizados. “O tratamento da fibromialgia é totalmente individualizado. Cada caso deve ser analisado unicamente. Um bom remédio para um paciente não será necessariamente bom para outro. É muito importante que o paciente se trate com um Reumatologista realmente experiente em fibromialgia”, finaliza ele.


Jovens também são acometidos pela artrite reumatoide

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Engana-se quem pensa que a artrite reumatoide é uma doença exclusiva da terceira idade.

Há muito que essa ideia já não é divulgada, mesmo porque é cada vez mais comum encontrar jovens nos consultórios de reumatologistas para se tratar. A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que não tem cura, que provoca dores, rigidez, vermelhidão e inchaço das articulações, especialmente dos joelhos, quadris, dedos, tornozelos, cotovelos e ombros.

É possível diminuir os sintomas da Artrite

“É verdade que a artrite reumatoide afeta duas vezes mais mulheres na faixa entre 50 e 70 anos do que os homens. Mas a doença também acomete jovens, adolescentes e até crianças. Não sabemos, ainda, a causa dessa doença, mas é possível diminuir os sintomas, preservar a capacidade funcional do paciente e devolvê-lo sua qualidade de vida perdida. Podemos tratar da artrite reumatoide e o ideal é que o paciente procure um médico Reumatologista ou Fisiatra o quanto antes, porque o tratamento sempre tem mais chances de alcançar o sucesso quando iniciado nos primórdios da doença”, explica o dr. Camilo Tubino, Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

O objetivo do médico é acabar com as dores e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. Ou seja, é possível controlar os sintomas da artrite reumatoide. Além de remédios, o médico optará por fisioterapia e protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura, pilates, RPG e outros. Portadores de artrite reumatoide que estão acima do peso também devem controlar a alimentação.

A prática de exercício físico controlada e orientada pelo médico também é fundamental. “A artrite reumatoide atinge o tecido conjuntivo das articulações. Mas também pode afetar o coração, o pulmão e os rins. O paciente pode ter a doença em uma ou várias articulações. É possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. A fisioterapia é muito importante. No CREB contamos com reabilitação específica em nossas piscinas aquecidas, por exemplo. A prática de pilates também é excelente, pois é uma atividade física que pode ser feita por qualquer pessoa, já que respeita as limitações individuais. A melhora da função muscular e articular e o aumento da força e da flexibilidade são fundamentais para o paciente com artrite reumatoide”, finaliza ele.


Idosos podem recuperar parte da qualidade de vida perdida

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Praticamente metade da população de idosos do Brasil sofre de doenças crônicas, tais como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 48,9% da população de idosos são acometi...

Praticamente metade da população de idosos do Brasil sofre de doenças crônicas, tais como problemas cardiovasculares, diabetes e câncer. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 48,9% da população de idosos são acometidos por uma ou mais destas doenças. Dores na coluna e artrite ou reumatismo também são frequentes e atingem 35,1% e 24,2% dos idosos acima de 60 anos, respectivamente.

Praticar exercícios regulares com orientação é fundamental

A boa notícia é a possibilidade de recuperar um pouco da qualidade de vida perdida. Sim, isso é possível a partir de um tratamento amplo e personalizado, que prevê medicamentos, alimentação regrada, atividade física regular e protocolos que incluem hidroterapia, acupuntura e RPG, entre outros, como é prescrito no CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

– É preciso deixar o sedentarismo de vez. Praticar exercícios regulares, com orientação do médico, é absolutamente fundamental. O sedentarismo deixa as articulações ainda mais rígidas. É sabido que o exercício contínuo e moderado, ao longo da vida, ajuda a adiar essa degeneração, que é natural. O exercício regular fortalece os músculos, realinha a postura, promove o alongamento e dá consciência corporal. É o caso do pilates terapêutico, por exemplo. Adotar uma dieta balanceada, rica em cálcio, também é importantíssimo, bem como pegar sol, sempre que possível, até às 10h ou após as 16h – explica o Dr. Antônio D’Almeida, fisiatra e reumatologista do CREB

O Dr. Antônio lembra que a idade avançada é um fator natural que contribui para o quadro de doenças crônicas. Mas levar uma vida saudável pode atenuar os efeitos das doenças.

– Anos de má postura trazem efeitos cumulativos que alteram o nosso funcionamento musculoesquelético. As doenças degenerativas também têm impacto na postura, mesmo que seus efeitos não sejam sobre o esqueleto ou grupos musculares, porque podem desencadear um mecanismo de compensação. O paciente sente dor ou desconforto ao realizar um movimento, por exemplo, e altera o alinhamento postural para compensar a sensação ruim. Isso muda todo o equilíbrio físico e compromete as demais articulações. Um joelho afetado pela artrite, por exemplo, pode alterar o padrão da caminhada, o alinhamento do quadril, da coluna e até o movimento dos braços – explica o médico.

O médico do CREB explica que a pessoa da terceira idade sofre com a perda natural da elasticidade e do tônus muscular do corpo. A falta de exercício físico e uma alimentação desregrada e não saudável intensifica esse processo. Assim, muitas vezes, atividades simples, como segurar pelo cabo uma panela de feijão, torna-se um suplício.

– É preciso procurar um especialista do aparelho locomotor, para um acompanhamento constante e de perto. Certamente é possível recuperar parte da qualidade de vida perdida – finaliza ele.



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