Crochetagem é associada a RPG, acupuntura, hidroterapia e pilates, contra a dor localizada
A crochetagem é um método fisioterapêutico para tratamento de dores do aparelho locomotor. O fisioterapeuta utiliza manobras com um gancho, e elimina as aderências sobre a pele. A técnica é muito utilizada, com sucesso, para eliminar dores localizada...
A crochetagem é um método fisioterapêutico para tratamento de dores do aparelho locomotor. O fisioterapeuta utiliza manobras com um gancho, e elimina as aderências sobre a pele.
A técnica é muito utilizada, com sucesso, para eliminar dores localizadas.
“A crochetagem é um método que busca a a liberação tecidual através da utilização do gancho realizando movimentos curtos de tração em um eixo paralelo à cicatriz por todo seu trajeto longitudinal, movimentos em um eixo perpendicular a cicatriz e também movimentos com início imediatamente após o bordo mais externo da cicatriz. Na verdade, ocorre um aumento da circulação sanguínea e circulação linfática. Isso traz alívio e atua diretamente sobre a dor, eliminando-a”, explica Handerson R. Neurer, coordenador do serviço de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A técnica é muito utilizada para eliminar dores localizadas; aderências fibrosas que limitam o movimento entre os planos de deslizamento tissulares; nos corpúsculos fibrosos (depósitos úricos ou de cálcio); e nas cicatrizes e hematomas, que geram progressivamente aderências entre os planos de deslizamento. “A técnica realizada nos trigger points (pontos de gatilho, de inibição) sugere um efeito reflexo, tendo indicações para aderências consecutivas a um traumatismo levando a um derrame tecidual, a aderências consecutivas a uma fibrose cicatricial cirúrgica, epicondilites, pubalgia, lombalgia. É indicado também para nevralgias”, diz ele.
O fisioterapeuta ressalta que no CREB essa técnica é associada a outros protocolos, como acupuntura, RPG, pilates terapêutico e hidroterapia, realizada em piscinas apropriadas para tal, o que oferece mais efetividade ao tratamento. “Na presença de uma dor localizada num local específico, o terapeuta inicia sua busca palpatória manual nas regiões afastadas do foco doloroso. Esta busca segue cadeias lesionais que estão em relação anatômica com a lesão. Esta concepção é importante para evitar o aumento da dor através do efeito rebote”, resume ele.
O que fazer quando a coluna trava?
Problemas de coluna, praticamente todo mundo já teve, tem ou terá. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial ao menos uma vez já teve ou terá algum episódio de dor na coluna vertebral. Mas o que fazer quando a coluna simp...
Problemas de coluna, praticamente todo mundo já teve, tem ou terá. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial ao menos uma vez já teve ou terá algum episódio de dor na coluna vertebral. Mas o que fazer quando a coluna simplesmente trava?
Um especialista deve ser consultado imediatamente
“Quando a coluna trava, como se diz popularmente, é sinal de que algo está errado. É um aviso. Um especialista deve ser consultado imediatamente. Muitas vezes, as pessoas buscam a automedicação e acham que o problema está resolvido. Trata-se de um grande erro”, explica o fisiatra Antonio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O Dr. Antonio diz que a primeira dica é manter a calma. Em geral, diz ele, é possível tratar do problema com medicação e fisioterapia, sendo indicado, muitas vezes, acupuntura e protocolos que incluem hidroterapia e RPG, além de pilates terapêutico. Ele acrescenta que o paciente deve se movimentar com responsabilidade, evitando excessos mas também não ficando deitado por dias.
“Em geral, após um episódio agudo, o próprio corpo reage e a dor e inflamação começam a diminuir naturalmente. Isso pode levar dias ou até semanas, por isso é muito importante iniciar logo um tratamento adequado. Somente o especialista poderá dar o diagnóstico e propor o tratamento correto. Volto a dizer que a automedicação é uma dos maiores inimigas da nossa saúde. Procure um especialista tão logo sinta as dores”, afirma ele.
Lombalgia, doença comum que tem tratamento
A lombalgia – dor na coluna lombar, que pode irradiar para as pernas – é a segunda doença mais comum em todo o mundo. Segundo dados da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), 70% dos brasileiros entre 30 e 39 anos sofrem de lombalgia e quatro em cada cinco têm ou terão a doença, em algum momento. A lombalgia é, de acordo com a universidade, a principal causa de afastamento temporário do trabalho no Brasil.
Os números são suficientemente eloquentes para mostrar o tamanho do problema desta enfermidade, caracterizada pelas dificuldades de diagnóstico. “A lombalgia caracteriza-se por dor na região lombar, na parte inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura, decorrente de alguma anormalidade. É uma doença muito comum. Estudos indicam que de 85% a 90% dos adultos poderão sofrer um episódio de lombalgia ao longo da vida. Uma queda simples é o suficiente para a lombalgia aparecer. É tão comum que só tem incidência menor do que a dor de cabeça”, explica o Dr. Sergio Rosenfeld, reumatologista e homeopata do CREB – Centro de Regumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, a lombalgia geralmente começa de forma discreta, mas pode aumentar progressivamente, causando muitas dores, com irradiação para as pernas. “A dor pode durar alguns dias, sumir e, depois de algum tempo, reaparecer. Por isso é fundamental procurar um especialista ao menor sinal de dor contínua. Um simples mal jeito pode provocar uma lombalgia, mas há inúmeros fatores de risco que contribuem para o desencadeamento de dores lombares, como a obesidade, fumo, sedentarismo, maus hábitos posturais e trabalho repetitivo, entre outros”, explica o médico.
A boa notícia é que os tratamentos são cada vez mais eficazes. Além do tratamento mediamentoso, poderão ser adotadas medidas fisiátricas e protocolos que incluem acupuntura, RPG e hidroterapia, como é feito no CREB, com excelentes respostas. “O melhor tratamento contra a lombalgia certamente é buscar uma qualidade de vida com a prática de exercícios regulares, boa alimentação, sono reparador em dia e evitar vícios de postura. Como a lombalgia é uma doença muito comum, muitas vezes as pessoas preferem não dar atenção e esperar passar a dor, o que é um erro. Um médico especialista deve ser procurado e o tratamento seguida à risca, para evitar novas crises – finaliza o Dr. Sergio Rosenfeld.
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