Viscossuplementação, nova opção para o tratamento da artrose
A artrose – degeneração progressiva das articulações – pode causar dores, crepitação, inchaço, redução dos movimentos e até mesmo a impossibilidade de caminhar. As estatísticas indicam que 95% das pessoas a partir de 80 anos são acometidos pela artrose, que é causada pela idade e sobrecarga mecânica das articulações. A artrose do joelho é uma das mais comuns e o tratamento proposto vai depender principalmente do grau da artrose e da idade do paciente.
Segundo o Dr. Rodrigo Kaz, ortopedista do CREB e especialista em Cirurgia do joelho e Medicina do Esporte pela Universidade de Pittsburgh, EUA, o tratamento da artrose é personalizado e os protocolos incluem fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia específica, eletroterapia, RPG, acupuntura e medicamentos. Uma novidade, porém, tem sido utilizada com muito sucesso: a viscossuplementação.
– A viscossuplementação consiste em injeções intra-articulares de ácido hialurônico, o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. O líquido sinovial perde sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e o uso dessas injeções de ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. Este método faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology. A viscossuplementação é feita na própria clínica, de três a cinco aplicações, e pode se repetir após um período de seis meses a um ano – explica o médico.
O tratamento é relativamente novo, tendo sido aprovado pelo FDA (órgão regulamentador de medicamentos), nos Estados Unidos, somente em 1997. Segundo o Dr. Rodrigo Kaz, traz alívio para a dor e melhora da função. “Não se trata de um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais. Temos tido excelentes resultados com a viscossuplementação para artroses até o grau 3. Mas também temos resultados satisfatórios em alguns casos de artroses nos graus 4 e 5. Pacientes jovens, que não queriam optar pela cirurgia, e pacientes sem condições clínicas para a operação que utilizaram a viscossuplementação tiveram alívio de dor e maior qualidade de vida, em um período de até um ano. Assim, é possível adiar e até mesmo evitar a cirurgia”, explica ele.
O CREB já contabiliza em torno de 400 casos onde a viscossuplementação foi adotada. Todos os dados destes atendimentos são documentados pela equipe do Dr. Rodrigo Kaz, para que as avaliações da melhora sejam feitas de forma científica. Segundo ele, na maioria dos casos, o tratamento trouxe resultados muito satisfatórios, nos mais diversos graus de artrose.
Escoliose pode afetar até mesmo a capacidade de respiração
Escoliose pode afetar até mesmo a capacidade de respiração
Você sabe o que é escoliose? É uma doença da coluna que provoca dores e muitas vezes aparece já na adolescência. Segundo o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a escoliose apresenta uma curvatura no alinhamento da coluna e sua progressão pode trazer dor por desgaste dos discos intervertebrais ou pela compressão de raízes nervosas.
A escoliose tem tratamento, com excelentes resultados
“Quanto mais cedo tratar, melhor para o paciente. Ao menor sinal de dor, deve consultar um especialista. A escoliose tem tratamento, com excelentes resultados. Utilizamos protocolos que incluem fisioterapia, RPG e hidroterapia, além de acupuntura, que alivia a dor”, diz o Dr. Márcio, lembrando que o CREB tem um centro focado no tratamento de doenças da coluna.
Segundo ele, a escoliose pode acometer crianças saudáveis e as meninas são acometidas de 5 a 8 vezes mais do que os meninos. “A curvatura característica da escoliose pode até não incomodar o paciente, mas pode progredir e em alguns casos atrapalhar até mesmo a capacidade de respiração devido a deformidade do tórax e diminuição do espaço para os pulmões”, afirma.
Bursite trocantérica: TOC pode ser uma excelente opção
Bursite trocantérica: TOC pode ser uma excelente opção
Dor lateral no quadril e na coxa, com dificuldade para caminhar, pode sugerir uma bursite trocantérica. Trata-se da inflamação de uma ou mais bursas trocantéricas é conhecida como bursite trocantérica e é uma das mais comuns causas de dor no quadril, como explica o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
- A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocanter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Segundo ele, temos quatro bursas em cada quadril e elas funcionam como se fossem um saco vazio sobre as proeminências ósseas, o que facilita o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor, o que torna difícil para o paciente deitar sobre o lado afetado. A bursite trocantérica pode prejudicar o sono, trazer dificuldades no caminhar e, assim, reduzir a qualidade de vida do paciente – diz ele.
Segundo o médico do CREB, a doença pode ser causada por movimentos exagerados dos tendões efáscias sobre o trocânter maior. Há opções de tratamento que devem ser avaliadas caso a caso, com excelentes resultados. Podemos utilizar fisioterapia, hidroterapia e RPG e medicamentos. Também podemos indicar a Terapia por Ondas de Choque (TOC), um método praticamente indolor e não invasivo, através de ondas acústicas, que vem sendo utilizado com sucesso em substituição e evitando a cirurgia com cerca de 85% de sucesso.
- O tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada – destaca o Dr. Bruno.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619