Massagem é excelente contra dores e pode reduzir inflamações nos músculos
Uma massagem com duração de apenas dez minutos pode ajudar a reduzir uma inflamação nos músculos.
É o que garantem pesquisadores da Universidade de McMaster, no Canadá, que através de pesquisa acreditam que a massagem tem potencial não só para ajudar atletas cansados, mas pessoas que sofrem de inflamações como artrite ou distrofia muscular. De acordo com os cientistas canadenses, a massagem alivia tensões musculares e dores e aciona sensores bioquímicos que podem enviar sinais de redução de inflamação nas células musculares.
Os cientistas acompanharam 11 homens na faixa dos 20 anos. Em um primeiro momento, a capacidade de se exercitarem foi avaliada individualmente. Depois, eles pedalaram em uma bicicleta por mais de 70 minutos, até a exaustão e, em seguida, descansavam por dez minutos. Durante o descanso, um massagista aplicava óleo nas pernas dos voluntários e faziam massagem com técnicas utilizadas em reabilitação física. Resultado: biópsias musculares eram feitas nas duas pernas e repetidas duas horas e meia depois e os pesquisadores viram que a inflamação diminuiu na perna massageada.
A pesquisa foi publicada na revista “Science Translational Medicine”. Os resultados apontam para o fato de que a massagem age sobre a dor muscular pelo mesmo mecanismo biológico que a maioria dos medicamentos contra dor e pode ser uma alternativa efetiva.
– Um músculo saudável é fundamental para o movimento e para as atividades do dia a dia. Atualmente, se dá muita atenção a sarcopenia, ou seja, a diminuição da massa e força muscular, especialmente em pessoas mais idosas. Ao menor sinal de dores, a pessoa deve procurar um especialista. Temos protocolos, que incluem massagens terapêuticas, hidroterapia, acupuntura, RPG e fisioterapia que devolvem ao paciente a qualidade de vida perdida – comenta Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Atriz Betty Faria luta para manter a qualidade de vida, apesar da artrite reumatoide
Há pouco tempo, a atriz Betty Faria, de 76 anos, foi tema de todas as redes sociais, ao postar uma foto na praia, de biquíni, mostrando uma plástica invejável. Agora, ela volta a ser notícia, ao postar uma nova foto, também de biquíni, mas exercitand...
Há pouco tempo, a atriz Betty Faria, de 76 anos, foi tema de todas as redes sociais, ao postar uma foto na praia, de biquíni, mostrando uma plástica invejável. Agora, ela volta a ser notícia, ao postar uma nova foto, também de biquíni, mas exercitando as pernas, com peso na canela. A atriz não postou a foto apenas para mostrar que ainda treina duro para manter a forma. Na verdade, ela é portadora de artrite reumatoide, doença inflamatória crônica, que afeta a membrana sinovial das pequenas articulações, podendo provocar inchaço e dores, principalmente nas mãos e nos pés. “Lutando contra a artrite reumatoide, briga de foice”, escreveu ela, em seu post.
Betty presta um serviço ao postar a foto treinando e divulgando a doença. A artrite reumatoide acomete mais de dois milhões de brasileiros, uma em cada cem pessoas, sendo duas vezes mais mulheres na faixa entre 40 e 60 anos do que os homens. A doença não tem causa totalmente conhecida, mas é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida.
– É possível tratar da A.R. e devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, diminuindo os sintomas e preservando sua capacidade funcional. A principal característica é a sensação de rigidez e dores nas juntas, principalmente pela manhã. O tratamento é individualizado e quanto mais cedo começá-lo, melhor será. As vezes, uma função simples como vestir uma blusa ou pentear os cabelos torna-se um verdadeiro suplício para quem tem essa doença – explica o Dr. Haim Maleh, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de reumatologia da UFF (Universidade Federal Fluminense).
O Dr. Haim diz que Beth Farias é um exemplo a ser seguido, pois mantém sua atividade física, o que é absolutamente recomendado. Além de medicações específicas, o tratamento proposto no CREB conta com protocolos que incluem acupuntura, para alívio da dor, pilates terapêutico, hidroterapia e RPG. O CREB dispõe de duas piscinas exclusivas e adequadas à prática da hidroterapia. Também conta com um estúdio completo de pilates terapêutico.
Você é jovem e sente dor lombar e rigidez matinal? Pode ser espondilite anquilosante
Você é jovem e sente dor lombar e rigidez matinal? Estes podem ser sintomas da espondilite anquilosante
Se você é jovem, na faixa entre 20 e 30 anos, e tem acordado no meio da noite, por conta de dor lombar, e acorda com sensação de rigidez, o ideal é que consulte um reumatologista. Este é um quadro muito comum de espondilite anquilosante, uma artropatia inflamatória crônica, autoimune, que acomete principalmente a coluna vertebral, a bacia, os quadris e os ombros. Cada vez é maior o número de jovens com este quadro que procuram o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – com esta queixa.
O Dr. Camilo Tubino Schuindt, reumatologista do CREB, explica que a espondilite anquilosante também pode provocar dor constante nas nádegas (além da coluna lombar), por mais de três meses, com a sensação de rigidez nos locais doloridos. “A doença também pode atingir os olhos, resultando em uma uveíte, inflamação que resulta em vermelhidão e dor ocular“, pontua ele, destacando que homens são três vezes mais afetados.
Repouso pode piorar a espondilite anquilosante
A espondilite anquilosante acomete principalmente jovens por volta dos 25 anos, mas também acontece com jovens que ainda não completaram 16 anos e pessoas com mais de 45 anos, embora ambos os casos sejam menos comuns. O reumatologista do CREB explica que as dores aparecem principalmente pela manhã, e o repouso pode piorar a situação. “Pode parecer incrível, mas repousar piora o quadro. A prática de exercício físico é fundamental”, garante ele.
O Dr. Camilo diz que a doença tem predisposição genética. O tratamento, aponta, prevê fisioterapia e prescrição de remédios específicos. A hidroterapia e o RPG podem ajudar muito no tratamento da espondilite anquilosante, além do tratamento fisioterápico. A acupuntura pode ser utilizada para tratar da dor. O tratamento medicamentoso é fundamental, sendo os imunobiológicos os medicamentos fundamentais para o controle da doença. “O acometido pela doença precisa procurar um reumatologista ao menor sinal dos sintomas. É importante que utilize um colchão firme, sem depressões. Uma boa dica é colocar uma tábua entre o colchão e o estrado”, finaliza o reumatologista do CREB.
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