CREB adota programa próprio de reabilitação pós-covid, em sintonia com as sociedades médicas do mundo inteiro
O CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – desenvolveu um programa próprio de reabilitação para pacientes pós-covid. A iniciativa está em sintonia com a preocupação de entidades médicas e grandes clínicas do mundo inteiro, no sentido de assistir pacientes que ficaram com sequelas da doença e do período de internação em UTI. No Brasil, entidades médicas têm se mobilizado neste sentido, procurando estabelecer protocolos de atuação, como está fazendo, por exemplo, a Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR), que já realizou uma primeira reunião com especialistas para discutir o tema.
O Programa de Reabilitação Pós-Covid do CREB é multidisciplinar e foi elaborado por médicos, fisioterapeutas e psicólogos da clínica. O objetivo é devolver a qualidade perdida ao paciente pós-covid. O programa já está disponível e tem alcançado resultados excelentes.
- Esta é uma realmente discussão fundamental. Mesmo após vencer a doença, o paciente precisa procurar o seu médico e avaliar a necessidade de um programa de reabilitação. O processo de reabilitação tem como objetivo o alívio da dor, a recuperação articular, o ganho de massa muscular e o restabelecimento da amplitude articular. A reabilitação motora e o ganho de força muscular e de amplitude do movimento, por exemplo, são fundamentais para o restabelecimento da qualidade de vida perdida – explica o Dr. Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB.
Dois terços dos pacientes internados em UTI pela covid-19 precisam de reabilitação
Segundo o Dr. Haim, as estatísticas apontam que até dois terços dos pacientes que estiveram internados em UTI por conta da covid-19 precisam de reabilitação. O objetivo do Programa, disponível para pacientes dos planos de saúde conveniados e particulares, é o alívio da dor, o restabelecimento da amplitude articular, o ganho de massa e tônus muscular e do equilíbrio funcional, melhora da capacidade pulmonar.
- Nosso objetivo é devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O paciente precisa ter um retorno pleno às suas atividades diárias, e é isso que visamos – resume o reumatologista do CREB. O Programa de Reabilitação Pós-Covid do CREB não necessita de agendamento prévio e tem amplo horário de atendimento amplo, das 7h às 21h.
Couve e brócolis são uma excelente fonte de cálcio
A osteoporose é uma doença lenta e progressiva, assintomática, que se caracteriza pelo enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a pequenos traumas.
É mais comum na terceira idade, acomete tanto homens quanto mulheres – embora elas sejam maioria. Conhecida como uma doença silenciosa, geralmente só é diagnosticada quando o paciente sofre uma fatura, principalmente no colo do úmero, quadril e punhos.
A forma de prevenir a doença é manter hábitos saudáveis desde jovem, como a opção por uma alimentação rica em cálcio – que fortalece os ossos -, além da prática regular de atividade física e banhos de sol regulares. O alimento mais conhecido como maior fonte de cálcio é o leite. Mas não é apenas ele – e seus derivados – que devem ter porções generosas no nosso cardápio diário. Segundo o reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a couve é também uma excelente fonte de cálcio, e deve ser adotada nas refeições sempre que possível.
A alimentação rica em cálcio fortalece os ossos
– A couve e o brócolis são verduras muito rica em cálcio. Mas também é rica em ferro, sendo muito indicada contra a anemia. Também é uma fonte de vitamina C, combatendo resfriados e melhorando a imunidade. E mais: essa verdura é rica em B12, o que é muito importante na prevenção da doença de Alzheimer. Trata-se de um alimento completo, rico e gostoso. Fácil de achar e de preparar – aponta o médico.
O Dr. Sergio explica que o ideal é ingeri-la crua, para que todos os seus nutrientes sejam absorvidos pelo corpo humano.
– Quando falamos em couve, as pessoas logo a associam a feijoada. Mas podemos utilizar a verdura para fazer sucos deliciosos. Muita gente opta por bater três folhas de couve com suco de laranja. Também fica muito gostoso acrescentar maça e cenoura crua. Mas se a opção for cozinhar a couve, o ideal é refogá-la por apenas 30 segundos, não mais do que isso – ensina. Caso esteja interessado, consulte um dos folhetos informativos do CREB para ter informações precisas.
Osteoporose, um sério problema social
A osteoporose é um problema que se torna mais sério ainda com o que revela uma pesquisa recente realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
A osteoporose é um sério problema social. As estatísticas comprovam que essa doença representa um grande prejuízo nas contas públicas, porque 70% dos pacientes diagnosticados têm alguma morbidade e, por isso, recorrerão à previdência social. Daí a importância da disseminação da informação e a realização de um exame chamado densitometria óssea, tão recomendado pelos especialistas.
Não é só: mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos são acometidos pela doença no Brasil e está enfermidade é, hoje, a principal causa de fraturas por baixo impacto, especialmente em mulheres na pós-menopausa e em idosos, e pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldade para locomoção e deterioração da qualidade de vida.
90% dos entrevistados já tinham ouvido falar em osteoporose, mas não sabem de detalhe algum sobre o assunto e em torno de 70% das mulheres e 85% dos homens que já haviam apresentado uma fratura por fragilidade óssea desconheciam que ela tinha sido causada pela osteoporose.
Essa pesquisa conclui que o brasileiro não sabe como prevenir ou tratar essa doença e nem mesmo que especialista deve procurar. A falta de informação é um dos grandes problemas da osteoporose no Brasil.
“As pessoas só costumam se consultar quando sentem dores constantes. E mesmo assim quando estas dores começam realmente a incomodar e provocar uma perda considerável de qualidade de vida. A osteoporose é conhecida como uma epidemia silenciosa. Na maioria vezes, a dor surge apenas quando ocorrem numerosas fraturas, geralmente na coluna, o que traz dor crônica e até incapacidade”, explica a ortopedista Dra Letícia Morelli, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
“É importante divulgar a osteoporose, seus efeitos e tratamentos. A doença pode ser tratada e podemos oferecer ao paciente a qualidade de vida desejada. Os principais fatores de risco são idade avançada, baixo peso, raça caucasiana, histórico familiar, deficiência hormonal, dieta pobre em cálcio, uso de determinadas medicações como corticóides, fumo, álcool e uma vida sedentária”, completa a médica.
Segundo ela, outra estatística alarmante aponta que 40% das mulheres acima dos 50 anos vão desenvolver osteoporose em algum momento de suas vidas. Mas desse total, apenas 3 em cada 10 terão a doença diagnosticada.
“As fraturas vertebrais aumentam em até 8 vezes a taxa de mortalidade. Isso demonstra como o assunto é sério. O diagnóstico desta enfermidade é feito através da densitometria óssea, um exame preciso, simples e indolor. Este exame pode prever o risco de fratura do paciente pelos próximos 10 anos. Assim, é possível prevenir sérios problemas no futuro. A prevenção começa cedo. É preciso ter uma dieta rica em cálcio desde a infância, manter atividade física regular, além de evitar o consumo de álcool e fumo”, finaliza ela.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
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