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Dor nas costas

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Tire suas dúvidas sobre dor nas costas

Estou com uma dor no lado esquerdo da costas, devido ao excesso de peso, nos exercícios da academia. Fui ao médico, que receitou diclofenaco sádico, mas ainda sinto um incômodo na região. Que especialista devo procurar?
(David Lacerda, Rio Comprido)

Suas queixas de dor na coluna provavelmente são decorrentes do esforço da musculatura. Sugiro que você procure a uma clínica de reumatologia e ortopedia, para uma análise do seu caso, através da sua história, exame físico e exames por imagem radiológica.

Estabelecido o diagnóstico, o tratamento poderá contar com medicamentos, acupuntura, hidroterapia e mesmo outras medidas que estejam indicadas para o seu caso. É importante ressaltar que a idéia de ter que conviver com dores na coluna vertebral é ultrapassada. Você pode ficar muito bem, desde que devidamente medicado.

Sergio Rosenfeld
Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia


Ortopedista do CREB fará workshop sobre prevenção de fraturas no Paraná

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Workshop sobre prevenção de fraturas.

Diretor Científico do Comitê de Doenças Ósseas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, coordenador de doenças osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia e do Prevrefrat CREB (Programa de Prevenção da Refratura), o ortopedista Bernardo Stolnicki fará, em outubro, um workshop na clínica Uniorte sobre prevenção de fraturas. “O importante é identificar os pacientes que poderão ser futuros portadores de fraturas. Quem já teve fratura e tem osteoporose tem maior possibilidade de ter uma nova fratura. Pacientes com osteopenia também estão entre os pacientes de risco”, explica ele.

Segundo o Dr. Bernardo, a fratura é considerada um problema de saúde pública e em pacientes idosos torna-se um tema ainda mais delicado. “Diversos países têm tomado medidas para combater isso. Identificamos os pacientes propensos a fraturas por meio de uma avaliação detalhada em consulta seguida de exames de laboratório e densitometria óssea. A intervenção é feita com uso de medicamentos específicos, atividade física regular para melhorar o equilíbrio, aconselhamento nutricional com foco na suplementação de cálcio e vitamina D. A verdade é que é possível evitar o risco de fraturas com esse tratamento”, afirma.

O médico do CREB destaca a fratura do fêmur como a mais complexa. Ele explica que geralmente acontece em pessoas idosas, é preciso fazer uma cirurgia, o que eleva o risco de morte pós cirúrgica. “A maioria dos pacientes com fratura de fêmur já tinham tido uma fratura prévia, ou seja, fratura antecedente eleva o risco de nova fratura, precisamos atuar nessa frente”, pontua. Esse é justamente o trabalho realizado pelo CREB por meio do Prevrefrat. “As pessoas estão vivendo cada vez mais e por isso tendo mais fraturas. Precisamos atuar na prevenção para minimizar esse problema que prejudica a qualidade de vida do paciente e onera o sistema de saúde”, completa.

O Dr. Bernardo diz que programas como o Prevrefrat do CREB são importantíssimos. “Muitos dos medicamentos usados possuem várias regras de horário e forma de ingestão, o que dificulta a adesão. Cerca de 70% dos pacientes não completam um ano sequer de tratamento justamente por isso. Mas hoje já há medicamentos que facilitam essa adesão, há inclusive medicações com aplicação única anual, ou seja, toma uma vez só no ano, isso facilita. A osteoporose é um dos grandes inimigos dos ossos. Ela os torna frágeis e mais susceptíveis a fraturas. Um dos grandes entraves na luta contra as fraturas é a própria adesão ao tratamento da doença”, conclui.


Fibromialgia: dores acometem principalmente pescoço, costas, peito, costela, coxas e ombros

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Ainda não conhecida totalmente, a fibromialgia está cada vez mais presente nos consultórios dos reumatologistas e fisiatras.

Estima-se que apenas nos Estados Unidos, entre 5 milhões e 10 milhões de americanos têm a doença, em sua grande maioria mulheres. Não é simples diagnosticar a fibromialgia, o que deve ser feito por um reumatologista ou fisiatra experiente. O principal sintoma é a combinação da dor muscular e a fadiga. “O paciente deve sentir dores em pelos 11 pontos de pressão do corpo para ser diagnosticado com fibromialgia”, explica o Reumatologista Sergio Rosenfeld, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

O principal sintoma é a combinação da dor muscular e a fadiga

Segundo o Dr. Sergio as dores acometem principalmente o pescoço, costas, peito, costelas, coxas e os ombros. “As dores e a fadiga limita a mobilidade do paciente e altera sua qualidade de vida. E pode piorar com o tempo”, alerta ele, pontuando que as dores nos ombros, por exemplo, podem limitar movimentos dos braços. Ele lembra que a fibromialgia é uma das doenças reumatológicas que mais levam pacientes ao consultório e, por isso, foi até criada uma data – 12 de maio – como o Dia Mundial da Fibromialgia, para mobilizar a comunidade médica e pacientes em relação ao tema.

O ortopedista Romeu Travezzanni, do CREB, lembra que há dificuldade em se estabelecer o diagnóstico da fibromialgia, já que não é possível detectá-la em exames radiológicos e laboratoriais. O médico consultado deverá se basear em aspectos clínicos, na avaliação da história familiar e no exame físico do paciente. O Dr. Romeu afirma que é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida, com uma rotina normal de sono e de atividades diárias, sem dores. O tratamento é individualizado e além de medicamentos, utiliza-se fisioterapia e protocolos de reabilitação, que podem incluir acupuntura, pilates, hidroterapia e RPG. “A fibromialgia é uma doença de longa evolução. O tratamento é proposto caso a caso, e a aderência do paciente é fundamental. É possível viver bem, feliz e sem dor”, garante ele.



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