Exame físico, histórico do paciente e imagens identificam osteoartrite no paciente
A artrose é uma degeneração da cartilagem articular, com uma mudança subsequente nas superfícies articulares ósseas. Também conhecida como osteoartrite, trata-se de uma doença reumática degenerativa crônica, que provoca o desgaste das cartilagens dos...
A artrose é uma degeneração da cartilagem articular, com uma mudança subsequente nas superfícies articulares ósseas. Também conhecida como osteoartrite, trata-se de uma doença reumática degenerativa crônica, que provoca o desgaste das cartilagens dos ossos. De acordo com o Ministério da Previdência Social, trata-se da terceira causa de afastamento do trabalho. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), há 10 milhões de casos registrados no Brasil.
Não há testes de laboratório que identifiquem a presença da osteoartrite no paciente. A doença será diagnóstica pelo médico especialista a partir da entrevista com o paciente e o exame físico. “Podemos solicitar imagens de diagnóstico, como raio-X ou mesmo uma ressonância magnética do local atingido. Usamos testes de laboratório para descartar outras doenças, como a artrite reumatoide. A osteoartrite no quadril é um pouco mais difícil de se diagnosticar porque a dor no quadril pode ser mais difusa, irradiando para as nádegas, virilha e perna. Antes de mais nada, pedimos ao paciente que descreva seus sintomas e o quanto isso afeta seu dia a dia”, explica o reumatologista Camilo Tubino, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O exame físico também é importante, segundo o médico. No caso da suspeita de osteoartrite no quadril, será testado a amplitude de movimento da região, além dos pontos de inchaço e dor. A marcha do paciente também será avaliada. Em seguida, poderá ser solicitado exame de raio-X pois, segundo o Dr. Tubino, “a degeneração da articulação do quadril é indicado na imagem por uma perda de espaço articular entre o fêmur e o acetábulo do osso pélvico. Esse exame também pode revelar esporões ósseos ou osteófitos. Eles são um sinal normal de envelhecimento, mas podem se proliferar à medida que os ossos compensam a perda da cartilagem. Isso pode criar uma fricção adicional no local, resultando em mais dor”, explica ele, pontuando que detalhes adicionais podem ser alcançados com uma ressonância magnética, que faz imagem do tecido mole (ligamentos, tendões e músculos), assim como ossos.
“O importante é que ao menor sinal de dor constante na região, um especialista deve ser procurado. A artrose não pode ser revertida, mas os tratamentos estão cada vez mais modernos e podem devolver ao paciente a qualidade de vida perdida”, finaliza o Dr. Camilo.
A atuação do médico fisiatra
Aprimorar e restaurar a capacidade funcional e, principalmente, a qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência física ou outro tipo qualquer de limitação momentânea. Esse é, em suma, o papel do médico fisiatra, ramo da medicina também c...
Aprimorar e restaurar a capacidade funcional e, principalmente, a qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência física ou outro tipo qualquer de limitação momentânea. Esse é, em suma, o papel do médico fisiatra, ramo da medicina também conhecida como medicina física e de reabilitação.
O médico fisiatra é especializado em cuidar de pacientes com lesões nos músculos, ossos, ligamentos e, ainda, no sistema nervoso. As alterações da marcha, sejam por alterações neurológicas, ortopédicas ou reumatologicas, bem como lesão na medula espinhal, pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), lesão cerebral traumática e outras lesões debilitantes são algumas das doenças avaliadas e tratados pelo fisiatra.
O fisiatra buscará promover a melhora da qualidade de vida do seu paciente
Para tratar destes pacientes, o médico fisiatra pode contar e liderar uma equipe multidisciplinar, que inclui fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. A principal função e objetivo do médico fisiatra é ajudar a pessoa momentaneamente incapacitado a otimizar suas habilidades e recuperar a qualidade de vida perdida. Por meio de medidas e orientações fisiátricas, é possível aliviar a dor, restabelecer movimentos e oferecer a qualidade de vida que todos nós merecemos ter.
Histórico – A fisiatria é uma especialidade recente. Foi criada em 1947, nos Estados Unidos, quando um conselho independente de medicina física foi estabelecido sob a autoridade do American Board of Medical SpecialIties. Na primeira metade do século 20, as especialidades não oficiais medicina física e reabilitação se desenvolveram em separado, embora ambos tratassem de pacientes em situação semelhante, ou seja, com lesões incapacitantes. Frank H. Krusen foi o pioneiro da fisiatria, enfatizando o uso de agentes físicos, como a hidroterapia e oxigênio hiperbárico, por exemplo. O termo fisiatria foi criado por ele em 1938.
A fisiatria ganhou um espaço cada vez maior durante as duas guerras mundiais, no tratamento de soldados e civis feridos. O médico Howard A. Rusk tornou-se o pioneiro da fisiatria, após ser nomeado para reabilitar pilotos da força aérea norte-americana, durante a segunda guerra mundial.
Em 1943, o Comitê Baruch, liderado pelo filantropo Bernardo Baruch, definiu a especialidade como a combinação da medicina física e reabilitação. Este comitê arrecadou fundos e os distribuiu para a adoção de programas de treinamento e pesquisa em todos os Estados Unidos. Em 1949, finalmente, a especialidade mudou seu nome para medicina física e reabilitação, ou fisiatria.
A fisiatria – Há seis subespecialidades da fisiatria: medicina neuromuscular, analgésico, medicina da reabilitação pediátrica, medicina da lesão da medula espinhal, medicina esportiva e medicina de lesões cerebrais. Há, ainda, o estudo mais específico das áreas hospitais e medicamentos paliativos, manejo da dor musculoesquelética, fisiatria da intervenção, reabilitação cirúrgica, reabilitação reumatológica, obesidade e outras modificações na doença de estilo de vida, reabilitação cardiopulmonar, cuidados de amputados e reabilitação do câncer.
A medicina neuromuscular inclui doenças que afetam parte do sistema neuromuscular, como os nervos periféricos (os braços, as pernas, o rosto e o pescoço), os neurônios motores musculares e a junção neuromuscular (onde os nervos e os músculos se juntam). São tratados os distúrbios que afetam tanto adultos como crianças, muitos dos quais genéticos. Como na maior parte das vezes esses distúrbios são de longa evolução, o fisiatra buscará promover a melhora da qualidade de vida do seu paciente, reduzindo os sintomas, como a dor, a marcha e o equilíbrio, por exemplo.
A Medicina Esportiva, também conhecida como medicina do esporte e do exercício, trata da aptidão física e do tratamento e prevenção de lesões relacionadas ao esporte e ao exercício físico. O médico fisiatra trata de atletas, de alto rendimento ou não, mas também de atletas amadores, que sofreram lesões incapacitantes. Essa subespecialidade surgiu somente no final do século 20.
Indicação – O grande benefício que a fisiatria traz é restabelecer a qualidade de vida perdida, eliminando, na media do possível, os sintomas, como a inflamação, a dor e a limitação de movimento, por exemplo. Ela é indicada para todas as pessoas, independente de sexo e idade, que possuam algum tipo de deficiência cerebral, óssea, muscular, etc. O fisiatra trata do corpo inteiro. Ele não se limita ao local onde está o problema apresentado pelo paciente, buscando foco no corpo inteiro e na qualidade de vida de seu paciente.
Entre outras deficiências tratadas pelo fisiatra estão problemas cognitivos, anomalias ortopédicas, problemas de mobilidade, problemas intestinais e vesiculares, distúrbios do andar, incontinência urinária ou fecal, dor e rigidez muscular ou hipotonia. Este profissional vai tratar de temas que abordam cuidados, mobilidade, atividades da vida diária, como vestir, banhar e comer, educacional e vocacional e questões de vida útil. Em resumo, o fisiatra sempre buscará restaurar a qualidade de vida de seu paciente.
Osteoporose: gordura visceral aumenta chance da doença
Estudos científicos recentes comprovaram que a gordura, principalmente a gordura localizada entre os órgãos na cavidade abdominal – a chamada gordura visceral – aumenta as chances de risco de osteoporose.
Os cientistas avaliaram a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas, com idade média de 30 anos. Todas foram submetidas a uma tomografia computadorizada e ressonância magnética, para avaliação, respectivamente, da perda óssea e da quantidade de gordura na medula de seus ossos.
Quanto maior a gordura visceral das mulheres, menor a densidade mineral óssea
O resultado foi que, na maior parte dos casos, quanto maior era a gordura visceral das mulheres, menor era a densidade mineral óssea. Essas mulheres não tinham osteoporose, mas em algumas a densidade mineral óssea estava abaixo do normal e, assim, tinham quadro de osteopenia, um estágio anterior a osteoporose. Os pesquisadores constataram, também, que as mulheres obesas com mais gordura visceral tinham gordura na medula óssea, o que sugere que essa gordura nos ossos os torna mais fracos.
– As mulheres abaixo do peso têm maior risco para osteoporose, de acordo com as estatísticas, daí sempre se acreditou que a gordura na barriga protegeria contra a doença. Mas os estudos atuais comprovam que não. A gordura visceral aumenta a possibilidade de osteoporose – afirma o ortopedista Bernardo Stolnicki, coordenador do Prevrefrat – Programa de Prevenção da Refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A Incidência da Osteoporose
O Dr. Bernardo pontua que a osteoporose acomete mais de 10 milhões de pessoas no Brasil e 200 milhões no mundo todo. Uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano. Muito comum na terceira-idade, a doença deve ser tratada a partir d eum amplo programa com prática regular de exercícios orientados, uma dieta rica em cálcio e medicamentos específicos.
– A osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea. Consequentemente, enfraquece e fragiliza o osso, criando, assim, maior possibilidade de fraturas. A boa notícia é que a doença pode ser diagnosticada com precisão e precocemente, por meio da densitometria óssea, um exame de alta precisão, indolor, que é capaz de detectar a perda óssea quando essa perda não chegou ainda a 1%. Detectada precocemente, a osteoporose pode ser tratada – finaliza ele.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
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- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 1989
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