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Um mal quase desconhecido

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Pouco conhecido, o lúpus virou o centro das atenções depois que a cantora norte-americana Lady Gaga confirmou ter feito um exame que deu positivo para a doença inflamatória e crônica, que atinge múltiplos órgãos e sistemas. Uma em cada 400 pessoas tem lúpus no mundo.

Uma das características do lúpus é a perda da tolerância imunológica,ou seja, a produção de anticorpos contra órgãos ou partes do próprio corpo. A causa da doença, no entanto, ainda é uma incógnita. Mas atribui-se principalmente à genética, associada a questões hormonais, ambientais e infecciosas.

“O paciente pode se queixar de queda de cabelo, febre, emagrecimento,manchas ou feridas na pele, sensibilidade à luz solar, dores e inchaços nas articulações, entre muitos outros sintomas. Entretanto, a alteração mais temida, o comprometimento dos rins, pode acontecer sem qualquer sintoma de alerta”,afirma a professora de Reumatologia da Universidade Nove de Julho, de São Paulo, Márcia Veloso Kuahara.

Tem tratamento

Segundo Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, o lúpus acomete principalmente mulheres, na maioria das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. “Não é contagioso, mas tem tratamento”, garante.

 

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Lúpus: saiba mais sobre a Doença Autoimune

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Compreendendo melhor a Doença Autoimune do Milênio, o Lúpus.

O que é o Lúpus?

O lúpus eritematoso sistêmico (LES), comumente chamado apenas de lúpus, é uma doença autoimune crônica e complexa que pode afetar praticamente qualquer órgão ou sistema do corpo. Nesta condição, o sistema imunológico, que normalmente protege o organismo contra infecções, produz autoanticorpos que atacam as células e tecidos saudáveis, causando inflamação e danos.

Esta doença afeta predominantemente mulheres em idade reprodutiva (15-35 anos), com uma proporção de aproximadamente 9 mulheres para cada homem diagnosticado. Embora sua causa exata ainda seja desconhecida, acredita-se que fatores genéticos, hormonais e ambientais contribuam para o seu desenvolvimento.

Epidemiologia e Prevalência do Lúpus

A prevalência do lúpus varia conforme a região geográfica e grupo étnico:

  • Estima-se que a doença afete cerca de 5 milhões de pessoas em todo o mundo.
  • No Brasil, a prevalência é de aproximadamente 8,7 casos para cada 100.000 habitantes.
  • Mulheres afrodescendentes e hispânicas apresentam maior risco de desenvolvimento da doença e tendem a manifestá-la de forma mais grave.
  • A taxa de sobrevida de 10 anos ultrapassa 90% em países desenvolvidos, um aumento significativo em relação aos 50% de décadas atrás.

Manifestações Clínicas

O lúpus é conhecido como "o grande imitador", pois seus sintomas podem se assemelhar aos de várias outras doenças. As manifestações clínicas são extremamente variáveis entre os pacientes e podem incluir fadiga persistente (presente em até 90% dos pacientes), febre inexplicada, perda de peso involuntária, artrite não erosiva, dor muscular, dor articular, rigidez matinal, rash malar (em "asa de borboleta") - eritema sobre o nariz e bochechas, fotossensibilidade, úlceras orais e nasais indolores, manifestações renais, cardiovasculares e pulmonares; além de questões neuropsiquiátricas e hematológicas.

Diagnóstico do Lúpus

O diagnóstico do lúpus é baseado na combinação de achados clínicos e laboratoriais. Em 2019, o Colégio Americano de Reumatologia (ACR) e a Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR) estabeleceram novos critérios de classificação, que incluem critérios clínicos, imunológicos e exames complementares.

Tratamento do Lúpus

O tratamento do lúpus é individualizado, considerando a gravidade da doença, os órgãos afetados e as comorbidades do paciente. O objetivo é controlar os sintomas, prevenir danos aos órgãos e melhorar a qualidade de vida. O protocolo de tratamento poder vir a abordar tratamento Farmacológico com anti-inflamatórios, antimaláricos, glicocorticoides, imunossupressores e agentes biológicos. E ainda um tratamento Não Farmacológico, com fotoproteção, alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do Estresse e suspensão do tabagismo.

Complicações e Comorbidades do Lúpus

Pacientes com lúpus apresentam maior risco para certas complicações e comorbidades:

Aterosclerose Precoce

  • Risco aumentado de eventos cardiovasculares
  • Necessidade de controle rigoroso dos fatores de risco tradicionais

Infecções

  • Principal causa de morbidade e mortalidade
  • Risco aumentado devido à imunossupressão

Osteoporose

  • Secundária ao uso prolongado de corticosteroides
  • Necessidade de suplementação de cálcio e vitamina D

Síndrome Antifosfolípide

  • Tromboses venosas e arteriais
  • Complicações obstétricas

Complicações Durante a Gravidez

  • Maior risco de pré-eclâmpsia
  • Parto prematuro
  • Abortamentos recorrentes

Prognóstico e Qualidade de Vida

O prognóstico do lúpus melhorou consideravelmente nas últimas décadas, graças aos avanços no diagnóstico precoce e nas opções terapêuticas. Fatores associados ao pior prognóstico incluem: envolvimento renal ou neurológico grave, etnia afrodescendente ou hispânica, presença de anticorpos antifosfolípides e baixa adesão ao tratamento.

Vivendo com Lúpus

O lúpus é uma doença crônica que exige adaptações no estilo de vida, mas com o tratamento adequado, a maioria dos pacientes pode levar uma vida produtiva e satisfatória. Recomendações importantes incluem:

  • Acompanhamento médico regular
  • Adesão estrita ao tratamento prescrito
  • Reconhecimento dos fatores desencadeantes de surtos
  • Equilíbrio entre atividade e repouso
  • Participação em grupos de apoio
  • Comunicação aberta com familiares e empregadores sobre as limitações impostas pela doença

Perspectivas Futuras

A pesquisa sobre o lúpus continua avançando em diversas frentes, com desenvolvimento de biomarcadores mais precisos para monitoramento da atividade da doença, novas terapias-alvo com melhor perfil de eficácia e segurança.
Uma Medicina de precisão, com tratamentos personalizados baseados no perfil genético e imunológico do paciente e pesquisas sobre os fatores ambientais envolvidos no desenvolvimento da doença.

Conclusão

O lúpus, apesar de ser uma doença complexa e desafiadora, tem hoje um panorama muito mais promissor do que há algumas décadas. O diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a abordagem multidisciplinar são fundamentais para controlar a atividade da doença e prevenir danos irreversíveis. Com acompanhamento médico regular e autocuidado, os pacientes com lúpus podem manter boa qualidade de vida e perspectivas positivas para o futuro.


Lúpus: um dos sinais é a lesão de pele

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Lúpus: um dos sinais é a lesão de pele

O que a popstar Selena Gomez, a atriz Kristen Johnston, a cantora Toni Braxton, a apresentadora de TV Astrid Fontenelle, as cantoras Paula Abdul e Lady Gaga, o cantor Seal tantas outras pessoas mundial ou nacionalmente conhecidas têm em comum? Uma doença chamada lúpus eritematoso sistêmico (LES) ou simplesmente lúpus.

  • Doença autoimune multissistêmica, o lúpus eritematoso sistêmico, mais conhecido apenas como lúpus, é caracterizada pela produção exagerada de autoanticorpos. Tais anticorpos anormais formam imunocomplexos que se depositam em diferentes órgãos, resultando em resposta inflamatória e dano tecidual – explica a reumatologista Isis Reis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, a causa da doença não é totalmente conhecida, mas sabe-se que os grandes influenciadores da doença são fatores ambientais e genéticos.

A médica do CREB conta que a doença acomete as mulheres dez vezes mais que os homens e é cerca de três vezes mais comum em negros do que caucasianos. Na maior parte das vezes, aparece entre os 18 e os 40 anos, mas em torno de 20% dos casos acontecem apenas após os 50 anos.

  • Os principais sintomas são fadiga, mialgia, febre leve, emagrecimento, queda de cabelo, por conta da inflamação na pele, mas também nas articulações, rins, nervos, cérebro e serosas, por deposição de imunocomplexos. Um dos sintomas é a lesão de pele, acompanhada por dor articular e outros sintomas. Um reumatologista ou fisiatra experiente deve ser consultado e o tratamento é individualizado – finaliza a Dra. Isis.


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