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Viscossuplementação, uma poderosa arma contra a artrose

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A osteoartrite, mais conhecida no Brasil como artrose, é a mais comum doença músculo-esquelética em pessoas com mais de 65 anos.

Só nos Estados Unidos, mais de 50 milhões de pessoas sofrem desta enfermidade. O conceito da doença, porém, vem mudando com o passar dos anos. Se antes acreditava-se que era uma doença progressiva, de evolução arrastada e sem perspectivas de tratamento, hoje a artrose é vista como uma doença que pode ser tratada.

Os tratamentos estão cada vez mais avançados e trazem ótimos resultados, trazendo de volta ao paciente a qualidade de vida perdida. Além do tratamento medicamentoso, utiliza-se protocolos de reabilitação física com sessões de hidroterapia, cinesioterapia específica, acupuntura e fisioterapia. A novidade no tratamento é a Viscossuplementação, que apresenta resultados muito satisfatórios em casos leves e moderados da doença.

“A Viscossuplementação consiste de injeções intra-articulares de ácido hialurônico, que é o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável. De acordo com recentes estudos, o líquido sinovial perde sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e o uso do dessas injeções de  ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. Este método faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of  Rheumatology”, explica Dr. Rodrigo Kaz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e especialista em Cirurgia do joelho e Medicina do Esporte pela Universidade de Pittsburgh, EUA.

Incidência da Artrose

– Com o envelhecimento da população mundial, a incidência da artrose vem aumentando e acomete a maioria dos indivíduos acima de 50 anos. A artrose é a degeneração progressiva das articulações, sendo os principais fatores relacionados a esta doença: a idade (incide sobre aproximadamente 100% das pessoas aos 80 anos), a sobrecarga mecânica das articulações (como no excesso de peso) e após traumas ou cirurgias, como por exemplo após uma fratura no joelho.

As principais consequências são dor, creptação, inchaço e a redução dos movimentos, podendo chegar até a grandes limitações, como impossibilidade de andar em casos mais graves.

Tratamento da Artrose

A viscossuplementação por injeção intra-articular de ácido hialurônico é usada com frequência na prática clínica para reduzir a dor em pacientes com artrose de joelhos. O procedimento é feito em consultório, por médico especialista. As injeções trazem alívio para a dor e melhora da função. E é bom esclarecer que não se trata de um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais – diz o médico. O CREB oferece esse tratamento, com a aplicação em sala utilizada especialmente para esse fim.

A viscossuplementação foi um dos temas do congresso da OARSI, na Bélgica, no final de 2010. Um dos trabalhos apresentados, por pesquisadores da Austrália, avaliou o efeito da viscossuplementação com hylan GF-20 na preservação da cartilagem articular em pacientes com artrose de joelhos sintomática, em um estudo de dois anos, comparado com grupo controle. A integridade da cartilagem articular e lesões da medula óssea foram avaliadas através de ressonância magnética. A análise demonstrou uma taxa anual significativamente reduzida de perda e defeitos da cartilagem tibial no grupo de intervenção, em comparação com o grupo controle, independente da sintomatologia apresentada pelo paciente.

Outro trabalho, de especialistas italianos, chamou a atenção dos participantes do congresso. O estudo foi fieto com 207 pacientes com osteoartrite de quadril, que receberam uma infiltração de ácido hialurônico. Após um ano do tratamento, os autores perceberam melhora com relação à dor que afetava o sono, o humor e maior sensação de alegria. Estes resultados demonstram que é possível retardar a indicação de artroplastia para pacientes com osteoartrite de quadril com o uso da viscossuplementação, uma vez que a dor pode ser eliminada em pacientes no limite da indicação para tratamento cirúrgico.

– A viscossuplementação traz resultados animadores. É eficaz e controla a dor e a melhor da função física de pacientes com artrose – finaliza o Dr. Rodriko Kaz.


Artrite: é possível ter uma melhor qualidade de vida

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Os números são absolutamente expressivos e demonstram o quanto é sério o problema: calcula-se que mais da metade da população acima de 45 anos apresenta algum sinal de osteoartrite, a mais comum entre as mais de 100 formas da artrite, a degeneração das articulações que, segundo a Organização Mundial da Saúde, vem ganhando uma abrangência de epidemia. Se não bastasse a quantidade de pessoas enfrentando o problema, o número de diagnóstico de artrite em pessoas em idade produtiva vem crescendo tanto que a OMS lançou a campanha Década do Osso e da Articulação, um movimento em todo o mundo, que pretende reduzir os índices de artrite até 2010.

Também conhecida como artrose, a osteoartrite se caracteriza pela degeneração da cartilagem que amortece o peso do corpo sobre as nossas articulações. O problema pode ser originado devido a flacidez muscular, tendões e ligamentos subutilizados e variações genéticas que levam algumas pessoas a ter cartilagens menos resistentes. Outro fator muito comum é o sedentarismo ou o excesso da atividade física. Vale ressaltar haver disponível atualmente medicamentos que podem influir na evolução da artrose, melhorando-a e impedindo em muitos casos a evolução.

A artrite reumatóide, inflamação ns articulações que pode provocar inchaço com dor nas pernas, rigidez articular e deformação na postura, ataca principalmente pessoas entre 35 e 55 anos, ainda que possa aparecer até em crianças. No Brasil, calcula-se que nada menos do que 1,6 milhão de pessoas sofrem deste mal. A boa notícia é que uma nova geração de drogas está enfrentando a doença com resultados muito satisfatórios, devolvendo a pacientes sua qualidade de vida. São medicamentos que devolvem a qualidade de vida de pacientes que não conseguem melhorar com os tratamentos convencionais.

Os remédios estão cada vez mais avançados, mas é preciso ressaltar que o tratamento tanto da artrite reumatóide como da artrose não pode se resumir a medicamentos. É fundamental que o paciente cumpra um programa de reabilitação física, recomendado pelo seu médico. Como exemplos a cinesioterapia, acupuntura e a hidroterapia, que é uma excelente alternativa. Cada pessoa deve ter uma abordagem diferente e um programa específico para si. Muitos pacientes, que estão se tratando adequadamente, apresentam sinais evidentes de melhora de qualidade de vida. Temos depoimentos de pacientes que mal podiam segurar um copo e seguindo as orientações do fisiatra e do reumatologista conseguem recuperar sua qualidade de vida.


Tabagismo pode ter papel preponderante no surgimento da artrite reumatoide

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O tabagismo é mais conhecido como fator de risco para o câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, mas também pode ter um papel preponderante na artrite reumatoide. Ainda não se sabe a causa exata dessa doença, mas estudos comprovam...

O tabagismo é mais conhecido como fator de risco para o câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias, mas também pode ter um papel preponderante na artrite reumatoide. Ainda não se sabe a causa exata dessa doença, mas estudos comprovam que a artrite reumatoide está relacionada a fatores genéticos e externos, entre os quais o tabagismo.

“Trata-se de uma doença inflamatória crônica e autoimune, que provoca dores e inchaço nas articulações, com rigidez importante, levando a limitação das atividades de vida diária. Especialmente mãos e punhos, cotovelos, ombros, joelhos e pés. Essa doença afeta duas vezes mais mulheres, na faixa entre 40 e 60 anos, porém pode ocorrer em outras faixas etárias. Apesar de ser uma doença crônica, tem tratamento”, explica Dra. Elisa Fernandes, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, a artrite reumatoide atinge o tecido conjuntivo, principalmente das articulações, mas também pode afetar o coração, o pulmão e os rins. “Podemos devolver ao paciente a qualidade de vida. Além de tratamento medicamentoso, podemos realizar outras medidas como fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, RPG e pilates. Temos tido excelentes resultados no CREB”, acrescenta ela.

O tabagismo pode ser mais um gatilho para o desencadeamento da doença

Segundo a médica, fumantes com predisposição genética para a doença apresentam maior risco de desenvolvê-la. Os estudos sobre o assunto são contundentes. “O cigarro aumenta à suscetibilidade à doença, além de provocar tantos outros males. Definitivamente, pacientes com artrite reumatoide fumantes precisam parar de fumar. O tabagismo pode ser mais um gatilho para o desencadeamento da doença, e pode agravar o quadro de pacientes com artrite reumatoide. Sem falar que o tabaco pode comprometer o tratamento, já que pacientes fumantes não respondem, em geral, tão bem aos tratamentos, quanto pacientes não fumantes”, afirma Dra. Elisa.



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