Atletas da Portuguesa fazem Avaliação Muscular Isocinética no CREB em busca de menos lesões
Com o objetivo de diminuir o número de lesões ao longo da temporada do ano que vem e avaliar o sistema músculoesquelético dos atletas, a Associação Atlética Portuguesa levou todos os seus jogadores do seu time profissional de futebol para o CREB – Ce...
Com o objetivo de diminuir o número de lesões ao longo da temporada do ano que vem e avaliar o sistema músculoesquelético dos atletas, a Associação Atlética Portuguesa levou todos os seus jogadores do seu time profissional de futebol para o CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – para submetê-los a Avaliação Muscular Isocinética.
Trata-se de um moderno recurso computadorizado, de ponta, que permite detectar desequilíbrios musculares por meio da quantificação da força, potência e resistência dos músculos. A Avaliação Muscular Isocinética oferece aos médicos a medida precisa da força muscular, permitindo corrigir deficiências musculares de maneira rápida e segura, principalmente em períodos pós-operatórios.
O exame tem sido utilizado com muito sucesso em atletas de alto rendimento como ferramenta preventiva, e o objetivo é evitar lesões. Para garantir esse recurso ao seu departamento profissional de futebol, a Portuguesa procurou o CREB, que conta com o aparelho e tem uma larga experiência em sua utilização.
Como tratar de uma lesão do ligamento cruzado anterior
É comum ouvirmos falar que um determinado jogador de futebol ficará afastado de suas atividades profissionais por conta de uma lesão no ligamento cruzado anterior.
O mesmo acontece com atletas de outras modalidades, como tênis, basquete e atletismo. Mas por que essa lesão é tão comum, principalmente no esporte?
“O ligamento cruzado anterior (LCA) possui, dentro da biomecânica, importante papel na estabilidade do joelho. Auxiliado pelo ligamento cruzado posterior (LCP), ele mantém o contato das superfícies articulares do fêmur e da tíbia, nos movimentos de flexo-extensão Durante a flexão o LCA é responsável pelo deslizamento do côndilo femural para frente e seu rolamento para trás e corresponde ao fator passivo que explica este mecanismo entre côndilos e platôs tibiais. Assim, como no caso das fibras musculares, as fibras do LCA não são todas solicitadas ao mesmo tempo. Trata-se de um verdadeiro recrutamento no decorrer do movimento devido a desigualdade no comprimento de suas fibras que variam de acordo com a posição e local de inserção. Durante a flexão do joelho entre 90° e 120°, por exemplo, as fibras ântero-inferiores do LCA estão afrouxadas e as póstero- superiores estão tensionadas. Na extensão completa, o LCA como um todo está tenso, sendo, por isso, um dos “freios” da hiperextensão. Os movimentos de rotação, também tensionam o LCA. A rotação interna provoca um contato mútuo entre os ligamentos cruzados que se enrolam, tensionando-se mutuamente. A partir dos 15°- 20° de rotação externa o LCA começa a tensionar-se cada vez mais, enrolando-se sobre a face axial do côndilo femural externo, quando a rotação externa prossegue. O LCA, portanto, está sempre tenso em algumas de suas fibras, independentemente da angulação de movimento em que o joelho se encontre”, explica a fisioterapeuta Tatiana Matos, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo ela, é possível dividir os mecanismos de lesão em lesões associadas e isoladas. “As lesões associadas são, por exemplo, um traumatismo em valgo, mais flexão e rotação externa, acarretam, sucessivamente, seguindo uma força crescente: lesão do LCM, LCA e desinserção do menisco medial. Este mecanismo de lesão é muito comum em esquiadores e pode vir associado à lesão da musculatura da pata de ganso que tenta conter o valgo. Quando ocorre um deslocamento completo através de hiperextensão maior que 30°, há rotura primeiro do LCP (Ligamento Cruzado Posterior) e depois do LCA. Uma força posterior direta contra a extremidade superior da tíbia provoca um deslocamento anterior enquanto o joelho é fletido, e produz a lesão do LCA geralmente associada com uma lesão oculta do LCP e cápsula articular. Já as lesões isoladas acontecem durante o movimento forçado de flexão, varo, rotação interna, os ligamentos cruzados enrolam-se, o compartimento lateral se abre e o côndilo interno do fêmur pressiona o LCA, lesando-o. A rotação interna da tíbia quando o joelho é estendido pode produzir uma rotura isolada do LCA pois tanto a porção póstero – lateral quanto a ântero-medial deste ligamento estão tensas neste movimento”, explica a profissional.
Para tratar de uma lesão no ligamento cruzado anterior, é preciso de mobilização patelar, isometria para ganhar amplitude de movimento (ADM), imobilização de joelho em extensão, controlar o edema e a dor, deambulação com muletas sem apoio do membro operado, mobilização passiva continua (CPM). Na segunda fase do tratamento, relata Tatiana, é feita a deambulação com carga parcial com auxílio de muletas e imobilizador em extensão, exercícios isotônicos sem carga, exercícios para flexão e extensão de joelho, propriocepção sem carga de peso, alongamentos leves. Depois, é preciso realizar exercícios específicos de cadeia cinética fechada (CCF), elevação da perna com peso, bicicleta, alongamentos mais fortes, e iniciam-se trotes em linha reta e com mudança de direção. Na última fase do tratamento, os pacientes continuam a realizar alongamentos e começam os exercícios de cadeia cinética aberta (CCA), além de atividade esportiva, corrida em linha reta, mudança de direção, corrida em oito, por exemplo e musculação, liberando o paciente para praticar suas atividades. No CREB temos protocolos em que incluímos hidroterapia, RPG, pilates e acupuntura, buscando o alívio da dor.
Osteoporose: fisioterapia preventiva
Osteoporose é coisa séria! Caracterizada pelas costas curvadas, quedas e fraturas frequentes, essa doença atinge cerca de 75 milhões de pessoas na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, de acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose.
Já no Brasil, o número chega a 10 milhões, segundo a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo.
Porém, temos uma boa notícia: existem formas de prevenir a osteoporose e uma delas é a fisioterapia.
E para que você entenda mais sobre o assunto, preparamos este conteúdo. Acompanhe e saiba como prevenir a osteoporose.
O que é a osteoporose
A osteoporose é uma doença do metabolismo ósseo caracterizada pela perda de massa óssea, enfraquecimento ósseo e fraturas. Ela pode acometer homens e mulheres de todas as idades, pois não é preciso ser idoso para apresentar osteoporose. Indivíduos com carência de substâncias reguladoras do metabolismo do cálcio (calcitonina, paratormônio e vitamina D) também podem se tornar portadores.
Segundo o Dr. Camilo Tubino Schuindt, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, trata-se de “uma doença silenciosa, pois não resulta em dor e desconforto articular, porém complica com fraturas, principalmente no fêmur e coluna vertebral.” Geralmente, o paciente só descobre que tem osteoporose quando sofre quedas provocadas pela fratura ou quando há alterações na massa óssea e no biotipo físico, além de mudanças posturais.
E é justamente devido à falta de sintomas no início da doença que as pessoas devem realizar as avaliações preventivas, principalmente aquelas que já têm predisposição para desenvolver a doença. Lembrando que entre os principais fatores de risco para a osteoporose são:
- Falta de ingestão adequada de cálcio;
- Sedentarismo;
- Deficiência hormonal (como de estrogênio).
Já de acordo com o Dr. Bruno Vargas, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, para a prevenção da doença a orientação é inventário do cálcio na dieta, exposição ao sol, prática de atividade física e dinâmica diária para evitar quedas da própria altura.
E é aí, com o objetivo principal de evitar quedas, que a fisioterapia preventiva tem um papel crucial.
Osteroporose e fisioterapia preventiva
De forma preventiva, a fisioterapia auxilia com orientações e trabalhos direcionados para prevenir quedas, bem como ajudar na manutenção da massa óssea e muscular. Entre os tratamentos, há exercícios que visam diminuir a perda da força muscular, além de exercícios com nível de impacto controlado para ajudar na absorção do cálcio.
O fisioterapeuta irá trabalhar o equilíbrio, as mudanças de decúbito, a força, a coordenação motora e a flexibilidade, de maneira a condicionar o corpo do paciente paras as atividades do seu dia a dia.
Estudos da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) apontam que, para levar ao maior potencial osteogênico, os treinos precisam incluir exercícios específicos para os músculos que cruzam as articulações do local onde se pretende ganhar massa óssea. Assim, com suporte de peso do próprio corpo, exercícios em cadeia cinética aberta e aeróbicos com baixo impacto costumam ser os mais indicados. E as séries, devem ser de alta intensidade e curta duração.
Já em casos de fraturas decorrentes da osteoporose, após o tratamento médico, que em alguns casos é feito por meio de cirurgia para correção da fratura, a fisioterapia é fundamental para a reabilitação da lesão e manutenção do quadro geral.
Optar pela fisioterapia como forma de prevenção da osteoporose pode ser considerada uma quebra de paradigma, uma vez que o mais comum é que a procura seja apenas visando os tratamentos corretivos. No entanto, é indispensável buscar profissionais capacitados e especializados, pois isso será um fator decisivo para bons resultados.
E para isso, você pode contar com o CREB! Aqui você encontra os melhores e mais qualificados profissionais da área, prontos para contribuir com seu bem estar e auxiliar na sua busca por mais qualidade de vida. E tudo isso em um ambiente seguro e de acordo com todos os protocolos sanitários que o momento exige. Quer saber mais? Continue nos acompanhando!
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