Cientistas buscam novos remédios para lúpus
Manifestada geralmente por intensas dores articulares, lesões cutâneas no rosto e problemas renais, o lúpus afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva. A consulta a um reumatologista é fundamental. “Doença crônica, sistêmica e de causa desconhecida, o lúpus acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Os sintomas da doença variam de paciente para paciente, mas os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, o diagnóstico do lúpus é feito a partir de critérios clínicos e de exames laboratoriais específicos. Não é uma doença contagiosa e tem tratamento. “Um dos medicamentos que pode ser usado é a Cloroquina, que é também uutilizado nas manifestações de pele”, explica o reumatologista, lembrando que os portadores de lúpus devem buscar uma vida saudável, uma dieta equilibrada e evitar o sedentarismo.
Médicos e cientistas franceses têm avançado na pesquisa de novos medicamentos e anunciaram testes em humanos, em 2011, do medicamento cardiológico clopidogrel. Pesquisas com camundongos afetados por graves formas de lúpus, que ingeriram a substância regularmente, apresentaram melhores condições de saúde das cobaias e prolongamento significativo de sua expectativa de vida. O clopridogrel faz parte da família de medicamentos antiplaquetários, que ajudam a prevenir a formação de coágulos perigosos. Ele é prescrito para reduzir o risco de crise cardíaca (infarto) ou acidente vascular cerebral (AVC).
Cientistas criam nova forma de enxergar a osteoartrite
A conceituada revista Nature Medicine publicou um artigo de cientistas do Center for Musculoskeletal Research Department of Orthopaedic Surgery, da Johns Hopkins University School of Medicine, que sugere uma nova forma de enxergar a osteoartrite. Em suma, os cientistas não consideram essa doença degenerativa como um problema notadamente da cartilagem que amortece as articulações, mas sim entendendo o osso abaixo da cartilagem como uma peça chave para a doença. Segundo a Medical News Today, que divulgou a notícia, os cientistas fizeram um experimento de prova de conceito e descobriram que ao bloquear a ação de uma proteína crítica para a regulação óssea, a progressão da doença é interrompida. Esse experimento foi feito em camundongos.
De acordo com o artigo publicado pelos cientistas, o dano inicial à cartilagem gera, ao osso abaixo dela, um comportamento inadequada por meio de uma construção óssea excedente. Ou seja, o osso extra força a cartilagem acima e acelera seu declínio. Os cientistas explicaram que a pressão mecânica instável sobre as articulações leva a mais e mais danos à cartilagem, e a consequente dor para o paciente, até que a única opção de tratamento restante seja a substituição total do joelho ou do quadril. Xu Cao, Ph.D., diretor do Center for Musculoskeletal Research explicou a questão de uma forma bem didática: “Se existe algo errado com a perna de sua cadeira e você tenta consertar substituindo a almofada, você ainda não resolveu o problema. Achamos que o problema da osteoartrite não é apenas a cartilagem ‘amortecedora’, mas os ossos abaixo dela”, disse ele.
Xu Cao explicou que as articulações são formadas na interseção de dois ossos e para evitar a trituração e o desgaste destes ossos, eles são limitados por uma cartilagem. É a degeneração desta cartilagem que provoca à pessoa dor e uma mobilidade limitada. Essa degeneração normalmente começa devido a instabilidade nas articulações de suporte da carga do joelho e do quadril, causada por lesão ou tensão, principalmente entre atletas, obesos e pessoas que já alcançaram a terceira idade. Segundo estatísticas de entidades médicas norte-americanas, a osteoartrite afeta hoje 27 milhões de americanos, mas pode dobrar esse número até 2030.
“Nossos resultados são realmente uma boa notícia potencial para os pacientes com osteoartrite. Estamos trabalhando para desenvolver um ensaio clínico para testar a eficácia da aplicação local de anticorpos para TGF-beta1 em pacientes humanos, ainda nas fases iniciais da doença. Se for bem sucedido, o tratamento não cirúrgico poderia fazer a osteoartrite, assim como a sua dor e a debilitação que causa, interromper o seu caminho”, acredita o cientista.
O reumatologista e fisiatra Arnaldo Libman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, pontua que há tratamento disponível, sem cirurgia, para aqueles que têm osteoartrite no joelho. “Por meio da viscossuplementação, conseguimos a melhora da dor e da mobilidade articular do paciente. E com hidroterapia e reabilitação física apropriada a cada caso, alcançamos excelentes resultados”, afirma ele.
Pilates - Um século à frente
O método Pilates (criado por Joseph Hubertus Pilates) é um programa que visa o condicionamento físico e mental. Técnica dinâmica trabalha força, alongamento, flexibilidade e equilíbrio, e se preocupa em manter as curvaturas fisiológicas do corpo.
Ele tem como prioridade a consciência corporal, resistência muscular e coordenação motora. Envolve exercícios integrados e controlados, em que o corpo e a mente trabalham juntos, com treinamento com resistência de molas variadas das mais leves as mais pesadas e exercícios musculares de baixo impacto.
Para todas as idades, funciona de forma variada para cada indivíduo. Em pessoas com incontinência urinária, por exemplo, trabalha bem a musculatura do assoalho pélvico, levando a um fortalecimento e ajudando na resistência para manter por mais tempo o enchimento da bexiga.
Para tratar problemas posturais, reumatológicos e ortopédicos, fortalece a musculatura mais profunda e estabilizadora, promovendo uma melhora na postura, sua conscientização e coordenação.
O método também trabalha a musculatura para realização de movimentos mais precisos e funcionais para o dia- a- dia sem gerar dor, e aliviando possíveis tensões através dos alongamentos ativos. É recomendado no pós-operatório, após a alta clínica, para ganho de tônus, força muscular e resistência.
Joseph Pilates (1880-1967) nasceu na Alemanha. Por ser uma criança e um adolescente com sérios problemas respiratórios, estudou todos os assuntos que poderiam curá-lo e, autodidata, tornou-se especialista em fisiologia, anatomia e cultura física. Acabou sendo convocado pelo Exército alemão para tratar dos feridos com seus exercícios e aparelhos.
Em 1926, foi para os Estados Unidos onde conheceu sua esposa, Clara e juntos, fundaram um estúdio de Pilates, cujos primeiros praticantes foram dançarinos e atletas. Uma bailarina reuniu-se à dupla e encantada com a técnica, difundiu-a entre os colegas.
No Brasil, o método chegou na década de 1990. Hoje é bastante divulgado como o ideal para idosos que buscam um envelhecimento ativo. Como Joseph Pilates costumava postular: ”um velho sem flexibilidade é um velho, um velho com flexibilidade é um jovem.” E sobre o seus exercícios, ele afirmou: “Eu devo estar certo. Nunca tomei uma aspirina, nunca perdi um dia em minha vida. O País inteiro, o mundo inteiro deveria fazer meus exercícios. Eles seriam mais felizes”. Consultora: Ana Paula Neves Gonzaga (na sequência de fotos com uma aluna), fisioterapeuta com especialização em RPG, Pilates e Terapia Manual, do Centro de Reumatologia e Ortopedia (CREB).
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