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Sapato de salto alto e bico fino pode ser um inimigo das mulheres

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Um calçado inadequado pode trazer inúmeros problemas aos pés a um ponto que apenas uma cirurgia poderá eliminar esse problema, alerta ortopedista do CREB.

Nosso pé é composto por 26 ossos, que nos mantém em pé boa parte do dia, nos levam para lá e para cá e ainda sustentam cargas, como bolsas, mochilas e sacolas cheias. Mas pouca gente dá atenção a ele. Por exemplo: ao escolher um sapato ou tênis, em geral as pessoas se preocupam tão somente com a estética do calçado desejado.

Devemos buscar beleza, sim, isso é muito importante. Mas é preciso deixar claro que o principal atributo do calçado deve ser o seu conforto, segurança, qualidade e, sobretudo, que seja adequado ao tipo de pé e pisada de quem irá comprá-lo. Junto a isso tudo, o consumidor deve pensar na beleza do produto, mas só depois disso tudo.

O calçado ideal para o seu tipo de pé

Um calçado inadequado pode trazer inúmeros problemas aos pés a um ponto que apenas uma cirurgia poderá eliminar esse problema, alerta o ortopedista do CREB.

É um grande erro não buscar o calçado ideal para o seu tipo de pé. O grande vilão, sem dúvidas, é o sapato alto, de bico fino. As mulheres adoram, mas ele pode se transformar no maior inimigo dos seus pés.

Seu uso constante pode causar alterações sensíveis na postura da pessoa e em sua própria marcha. Isso pode causar desequilíbrio muscular, dores, estresse articular e até degeneração nas articulações. O uso frequente de sapatos com salto alto provoca o encurtamento nos músculos da parte de trás da perna, danos à coluna, dores no joelho, calosidades, joanetes e unhas encravadas, entre tantos outros possíveis problemas.

E isso piora ainda mais quando falamos de adolescentes e jovens, que estão em um período em que o corpo ainda está moldando a postura.


Australiano volta a andar após tratamento com Toxina Botulínica Tipo A

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Um australiano de 46 anos, que há duas décadas se locomovia apenas em cadeira de rodas devido a um derrame, conseguiu voltar a andar graças a um tratamento com injeções de Toxina Butolínica Tipo A (conhecida no mercado com o nome comercial de Botox). Russel McPhee foi notícia no mundo inteiro devido ao resultado do seu tratamento de aplicação da Toxina Botulínica nos últimos 18 meses: ele conseguiu andar por cem metros, sem a ajuda de andadores.

Segundo o Dr. Flávio Costa, médico responsável pelo setor de reabilitação neurológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – a aplicação da Toxina Botulínica Tipo A é o que há de mais moderno para tratar, por exemplo, da espasticidade, grau de contração anormal de grupos musculares comuns entre aqueles que sofrem um ACV – Acidente Cerebral Vascular. Centro de referência em reumatologia e ortopedia, o CREB utiliza essa técnica e tem muita experiência com esse tratamento. “A notícia é muito boa, mas é preciso reforçar sempre a necessidade da avaliação médica e da correta indicação para o uso do Botox”, alerta o médico.

O Botox é associado ao tratamento estético, mas é muito utilizado para tratar da espasticidade, por exemplo, e seu uso é aprovado há vários anos no mundo inteiro. O médico que atende o australiano, o Dr. Nathan Johns, conta que optou pelo tratamento com a Toxina Botulínica Tipo A para reduzir a rigidez dos músculos do seu paciente. “Mas o que torna o caso de Russell tão único é que sua melhora foi tão dramática. Ele estabeleceu para si um objetivo de voltar a andar e estava determinado a fazer isso acontecer”, disse o médico para a BBC, de Londres.

– O tratamento com a Toxina consiste na administração periódica de pequenas injeções nos músculos acometidos pelo AVC, feitas em consultório, por médico especialista, e pode ser repetido até quatro vezes ao ano. A resposta é excelente. Em duas ou três semanas o paciente e seus familiares já notam a diferença. Imagine para uma pessoa que não consegue escovar os dentes, segurar um copo ou trocar de roupa. Muitas dessas pessoas podem ser beneficiadas com um tratamento simples e ter sua qualidade de vida e a de seus cuidadores muito melhorada. O caso do australiano certamente será acompanhado de perto pela comunidade científica do mundo inteiro – finaliza o médico do CREB.


Osteoporose não é uma doença exclusiva das mulheres

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Ao contrário do que se imagina, a osteoporose não é, definitivamente, uma doença exclusiva das mulheres. Inclusive, esse foi um dos importantes temas do mais recente congresso da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo: um em cada cinco homens, em todo o mundo, são afetados pela osteoporose. E o número de dias não trabalhados por homens na faixa entre 50 e 65 anos, devido a fraturas, cresce vertiginosamente, tornando-se um problema social.
Várias estatísticas foram apresentadas e discutidas no congresso, como, por exemplo, que após a fratura de quadril, homens têm duas vezes mais que mulheres probabilidade de morrer. Outro dado importante é que o risco de um homem sofrer uma fratura osteoporótica é maior do que a possibilidade dele desenvolver um câncer de próstata. O alerta maior, porém, vem da constatação de que um terço de todas as fraturas de quadril no mundo ocorre em homens. Ou seja, é um mito a osteoporose ser uma doença de mulheres.

No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose. No mundo, esse número salta para 200 milhões. Segundo o Dr. Bernardo Stolnick, ortopedista e coordenador do centro de doenças osteometabólicas do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a osteoporose é caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. “A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitrometria óssea. Enquanto com o raio-x somente podemos detectar a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito”, explica ele.

Os principais fatores de risco da doença são: ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; quem não faz exercício físico; quem toma pouco sol; quem tem parente com a doença; quem sofre de asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem bebe muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tireoide. O ortopedista explica que deve-se ingerir alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte natural com pouca gordura, queijo ricota, queijo suíço, queijo provolone, sorvete de baunilha e outras fontes secundárias de cálcio, como sardinha, ostras, ervilhas, couve e brócolis. A prática regular de exercício físico e banhos de sol são muito importantes também. “Até a idade de 30 anos, a mulher constrói e armazena cálcio eficientemente. Então, como parte do processo natural da idade, a formação de novo tecido ósseo diminui e a perda permanente de cálcio se acelera depois da menopausa. Pense no osso como uma espécie de caderneta de poupança. Você somente terá massa óssea na sua poupança na medida que você depositar. Acredita-se que mulheres jovens podem aumentar sua massa óssea em cerca de 20%, um fator crítico na proteção contra a osteoporose”, finaliza o médico.



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