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Hábitos saudáveis ajudam a envelhecer com qualidade de vida

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Com o passar do tempo, vários transformações naturais acontecem e isso deve ser aceito com naturalidade. Especialistas dizem que o primeiro passo para envelhecer com qualidade é justamente “saber envelhecer”. O reumatologista e fisiatra do CREBCentro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Haim Maleh, ressalta que sempre há tempo para adotarmos novos e saudáveis hábitos. “O tabaco, o álcool, a poluição, o excesso de exposição ao sol, o sedentarismo, a obesidade, uma vida agitada e poucas horas de sonos – todos esses fatores trazem complicações para a nossa saúde. No entanto, se alimentar bem, se exercitar regularmente e buscar uma vida sócio-afetiva ativa nos trazem muita saúde. Sempre há tempo de mudar hábitos ruins por práticas saudáveis. Há cuidados para vida diária como saber posicionar-se para  andar, deitar, sentar, entre outros, que certamente trarão  qualidade de vida para a pessoa que está entrando na chamada terceira idade”, explica o Dr. Haim.

Alguns conselhos, acredita o médico do CREB, são fundamentais para quem busca envelhecer com uma melhor qualidade de vida. A prática de exercícios e buscar uma alimentação saudável são duas dicas importantes, diz ele. “Uma alimentação equilibrada tem muita influência na manutenção da nossa saúde, energia e vitalidade e diminui os riscos de aterosclerose e doenças cardiovasculares, entre outras. Faça uma alimentação rica em frutas, vegetais e cereais. Use as gorduras com moderação e não abuse dos doces nem do sal. Beba água e não fique muitas horas sem comer. Exercício físico regular também é fundamental, pois previne uma série de doenças. A hidroterapia é uma excelente opção, pois o exercício dentro da água aquecida é relaxante, evita impacto e facilita os movimentos”, explica o médico.

 

Ainda em relação a alimentação, o Dr. Haim aconselha que a proteção dos ossos contra a osteoporose. Para isso, prescreve uma alimentação rica em cálcio – o leite, o queijo e o peixe são bons exemplos. E dá uma dica: “a casca do ovo é composta em quase 100% de carbonato de cálcio. Sugerimos aos nossos pacientes lavar a casca do ovo, colocar no forno em alta temperatura, com a finalidade de buscar uma melhor higienização. Depois, pegue essa casca e a triture muito bem até ficar muito fina. Coloque uma colher de chá ao dia desse material na comida misturada e você terá aí os 1.500 mg ao dia de cálcio necessários em sua dieta”, explica ele.

 

“Faça passeios ao ar livre. Apanhe sol, mas proteja-se dos excessos”, acrescenta. Outra preocupação que a pessoa da terceira idade deve ter é com acidentes e quedas. O médico do CREB recomenda que se ande regularmente, mas orienta que a pessoa deve utilizar calçados macios, que não escorreguem e que adote alguns cuidados em casa, como evitar tapetes e fios soltos e deixar luzes de apoio acesas, à noite, para aqueles que costumam ir ao banheiro durante a madrugada.

– Para se envelhecer de forma saudável, a prevenção é a palavra de ordem. É preciso que a pessoa da terceira idade faça controles médicos regulares, incluindo a sua tensão arterial. O médico poderá lhe prescrever um tratamento individualizado, acompanhando seu desenvolvimento – finaliza o Dr. Haim Maleh, do CREB.


Artrose: 20% dos adultos brasileiros são acometidos pela doença

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Os números revelam com exatidão o tamanho do problema. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), a artrose afeta nada menos do que 15 milhões de brasileiros. As estatísticas demonstram que 20% dos adultos brasileiros são acometidos pela doença, que está ligada diretamente ao envelhecimento, evoluindo de forma degenerativa pelo desgaste da cartilagem.

Outro número revelador é que mais de 70% das pessoas na faixa etária acima de 70 anos têm evidência radiográfica da artrose, mas nem todos desenvolvem os sintomas. A artrose acomete homens e mulheres indistintamente, atingindo, principalmente, articulações que sustentam o nosso peso, como joelhos, coluna e quadris.

“A artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas, que acomete tanto homens quanto mulheres, principalmente na terceira idade. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna vertebal, quadril, mãos e dedos. Mas quem pensa que essa doença acomete apenas idosos está muito enganado. Um número cada vez maior de pessoas entre 30 e 50 anos têm sofrido dores provocadas pelo desgaste das articulações de joelhos, quadris, tornozelos e coluna”, afirma o reumatologista e fisiatra Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ele, a doença é um desgaste comum na terceira idade, mas entre pessoas entre 30 e 50 anos geralmente é fruto de algum trauma ou uma carga excessiva de exercícios.

De acordo com o Dr. Eduardo, o diagnóstico precoce da doença é fundamental. “O desvio do eixo de um membro que dói e a dificuldade de movimentá-lo pode significar artrose. Se diagnosticarmos a doença mais cedo, podemos mudar a rotina de exercícios pesados da pessoa. Por isso consultar um médico especialista ao menor sinal de dores é tão importante. As pessoas muitas vezes costumam não dar atenção a estas pequenas dores, acreditando que são passageiras e normais. Mas dor é um sintoma. Em qualquer esporte há sobrecarga. È preciso estar atento”, explica ele.

O médico do CREB lembra que a artrose pode não apresentar sintomas no início, mas poderá ser diagnosticada através de exames de imagem. O principal sintoma é a dor, que pode progredir para dores que são sentidas mesmo durante o repouso. O tratamento é feito com medicamentos e reabilitação física, com protocolos que incluem eletroterapia, exercícios corretivos, hidroterapia e acupuntura. Atividade física regular e alimentação adequada também são importantes. “É possível recuperar a qualidade de vida perdida. Mas, volto a dizer, um especialista deve ser procurado ao menor sinal de dor”, finaliza ele.


Fisioterapia é fundamental no tratamento do mal de Parkinson

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Doença neurológica, de longa evolução, degenerativa e progressiva, o mal de Parkinson tem como principal característica um amplo distúrbio motor, com lentificação, tremor de repouso, rigidez muscular e, ainda, instabilidade postural. É muito comum, t...

Doença neurológica, de longa evolução, degenerativa e progressiva, o mal de Parkinson tem como principal característica um amplo distúrbio motor, com lentificação, tremor de repouso, rigidez muscular e, ainda, instabilidade postural. É muito comum, também, o surgimento de outras complicações motoras e pulmonares, além de dor, principalmente e na coluna, fraqueza muscular, comprometimento da mobilidade, alteração da marcha, alto risco de queda e complicações respiratórias.

A fisioterapia tem, assim, fundamental importância na reabilitação do mal de Parkinson, atuando diretamente sobre a qualidade de vida dos pacientes. “A fisioterapia, em geral, trata dos distúrbios relacionados ao movimento, marcha e equilíbrio. Seu objetivo, nesse caso, não é apenas tratar dos distúrbios já apresentados pelo paciente, mas também trabalhar a evolução do quadro e estabelecer metas de prevenção, adiando, o quanto possível, outras complicações. A fisioterapia irá atuar nos diferentes estágios da doença e é realmente essencial para os pacientes”, explica o Dr. Haim Maleh, fisiatra e professor de reumatologia da UFF e reumatologia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo o Dr. Haim, o fisioterapeuta deve avaliar o quadro geral do paciente, conhecer suas queixas e dificuldades funcionais, assim como limitações, para elaborar um plano de tratamento individualizado. “Serão prescritos exercícios de alongamento, mobilização, movimentação e de força muscular para manter a mobilidade e diminuir a rigidez do paciente. Esses exercícios buscarão a melhora da postura, do equilíbrio e da marcha, e também ajudarão a diminuir as dores. Isso tudo é fundamental, inclusive para prevenir o alto risco de quedas que têm pacientes com mal de Parkinson”, afirma ele.

O fisiatra pontua que muitas vezes é preciso prescrever um auxílio para a marcha, como bengala ou andador, e o fisioterapeuta também irá auxiliar na adaptação ao uso desse auxílio. Outro ponto importante na atuação do fisioterapeuta se relaciona às possíveis complicações respiratórias, que também podem ser tratadas com exercícios específicos. “As complicações respiratórias acontecem em função da evolução da doença e dos distúrbios relacionados à deglutição. As alterações posturais também podem interferir na capacidade pulmonar. A fisioterapia também atua nessa questão”, pontua o médico do CREB.



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