Alimentação como forma de prevenir osteoporose
Alimentação rica em cálcio e novos medicamentos no tratamento da osteoporose
O Brasil contabiliza, hoje, mais de 20 milhões de pessoas com osteoporose, doença que é caracterizada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea. Tais números tornam a osteoporose um problema de saúde pública, que preocupa cada vez mais as autoridades e a classe médica. Se não bastassem tais números, mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos são acometidos por esta doença no país. A osteoporose é, de fato, a principal causa de fraturas por baixo impacto, especialmente em mulheres na pós-menopausa e em idosos, e pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, consequentemente, deterioração da qualidade de vida.
A boa notícia é que há novidades no tratamento da osteoporose. Há novas medicações injetáveis, subcutâneas que facilitam a adesão. “Essas medicações podem ser ministradas a cada seis meses, em alguns casos até uma vez ao ano, sem grandes efeitos colaterais”, explica a ortopedista Dra Letícia Morelli, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, outra discussão muito importante é sobre o consumo de cálcio e vitamina D, nutrientes essenciais para a saúde do osso. “Recomenda-se que se consuma, em média, quatro porções por semana. Essas porções podem conter, por exemplo, dois copos de leite, um iogurte e queijo. Mas no Brasil a média de consumo é de menos de uma destas porções. Uma alimentação rica em cálcio é fundamental no tratamento da osteoporose”, avisa ela.
– A principal fonte de cálcio é láctea, ou seja, todos derivados do leite. Mas vegetais verdes também devem ser consumidos, principalmente os verdes escuros, como o espinafre e os brócolis. E peixe também é uma boa fonte de cálcio – explica o médico, pontuando que existe um exame, chamado densitometria óssea, que funciona como uma espécie de radiografia do corpo, possibilitando prever o risco de fratura do paciente pelos próximos 10 anos.
Chocolate pode ser bom para prevenir acidente vascular cerebral
Qualquer pessoa sabe os efeitos que o chocolate produz entre aqueles que precisam perder peso. Mesmo entre aqueles que mantém boa forma, a opção por este alimento deve ser moderada. Mas nem tudo é como parece ser: estudos científicos vem demonstrando que o chocolate pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas, de acidentes vasculares cerebrais, doenças reumáticas e até um modesto efeito de redução da pressão arterial.
O conceituado jornal The New England Journal of Medicine publicou um artigo relacionando países com maior consumo de chocolate com os ganhadores de prêmios Nobel. Segundo a pesquisa, os países que mais receberam o prêmio são aqueles onde há maior consumo de chocolate. “Claro que este estudo não prova nada, mas a verdade é que o cacau é uma planta rica em flavonoides, que possuem atividade antioxidante. Isso pode, sim, trazer efeitos benéficos. Mas não devemos esquecer que não comemos o cacau puro, mas com açúcar e gordura”, aponta o professor da UFRJ e fisiatra e reumatologista Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico diz que uma boa alimentação é fundamental para qualquer tratamento e excessos sempre devem ser evitados.
Atividade física: dicas para uma vida mais saudável
Atividade física: dicas para uma vida mais saudável
Uma vida saudável depende de inúmeros fatores, mas há três condições que são básicas: uma alimentação balanceada e regrada, um sono reparador e a prática regular de atividade física. Não há como fugir de uma destas condições se o objetivo é ter saúde e, consequentemente, qualidade de vida. “A vida moderno teima em nos afastar destas três condições, mas é preciso respeitá-las para se ter uma boa saúde”, garante o fisiatra e reumatologista Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A prática de exercício físico deve ser regular
A falta de tempo parece ser a melhor e mais comum desculpa para justificar a falta de uma boa alimentação, o sedentarismo e até mesmo as poucas horas dedicadas ao sono. Afinal, se estamos sempre correndo para lá e para cá, como se cuidar? “Tudo é uma questão de escolha. Se você tem pouco tempo para almoçar, entra em uma lanchonete fast food e resolve o seu problema. Mas pode optar por um restaurante à quilo e fazer uma refeição balanceada. Obviamente que as vezes é impossível mesmo se alimentar adequadamente. Mas isso tem que ser uma exceção”, diz o Dr. Antônio.
A prática de exercício físico deve ser regular, aponta o médico do CREB. “É verdade que muita gente chega cedo no trabalho e vai tarde para casa. Mas há solução: você pode descer três pontos de ônibus antes do seu, e caminhar um pouco. Pode optar pelas escadas ao invés de utilizar o elevador. E durante o trabalho, pode e deve se alongar com frequência, a cada duas horas, por exemplo. Isso faz toda a diferença”, garante ele.
O Dr. Antônio pontua que a prática de atividade física regular melhora a amplitude do movimento, diminui riscos de lesões, tem reflexos na postura, atua sobre dores musculares e articulares e ajuda a perder peso. “Andar é uma atividade excelente. A pessoa pode aproveitar a hora do almoço e caminhar no entorno do seu trabalho”, lembra ele.
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