Cervicalgia: ortopedista do CREB explica o que é
Dor localizada nas vértebras da coluna cervical é a principal indicação de cervicalgia. Em geral, aqueles que são acometidos pela doença podem sentir dor na nuca, que pode irradiar para os ombros e braços, rigidez na nunca, desconforto nos movimentos...
Dor localizada nas vértebras da coluna cervical é a principal indicação de cervicalgia. Em geral, aqueles que são acometidos pela doença podem sentir dor na nuca, que pode irradiar para os ombros e braços, rigidez na nunca, desconforto nos movimentos da cabeça, dor de cabeça, tonteira, dor e sensação de desconforto e queimação na região do pescoço e dos ombros, lacrimejamento, formigamento do pescoço formigamento e sensação de dormência ou queimação pelos braços ou mãos. Ao menor sinal de um destes sintomas, um especialista deve ser procurado.
Uma das principais causas da doença é a má postura
“A cervicalgia é a dor localizada nas vértebras da coluna cervical. Nossa coluna cervical conta com sete vértebras, que são ligadas por músculos e ligamentos, formando uma espécie de ponte óssea entre a cabeça e o nosso tronco. A coluna cervical faz o controle dos movimentos da cabeça em relação ao tronco, assegurando sua sustentação”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, a coluna cervical é a porção mais frágil da coluna vertebral. O Dr. Márcio pontua que a cervicalgia é mais comum entre as mulheres do que nos homens. As principais causas da doença, diz ele, são a má postura, movimentos bruscos, trauma cervical, doenças degenerativas ou mecânicas, infecção, causas inflamatórias reumáticas, Tumoral primária ou secundária por metástase e causa emocional. “Há muitas causas para a cervicalgia. Ao menor sinal de algum sintoma, um especialista deve ser consultado para dar o diagnóstico e propor o tratamento adequado”, finaliza ele.
Fascite plantar: reumatologista do CREB dá dicas contra a doença
A dor no calcanhar é um dos sintomas da fascite plantar.
Trata-se de uma lesão inflamatória que ocorre na fáscia plantar, que é uma faixa de tecido fibroso que reveste a planta do pé, estendendo-se do calcanhar até os dedos dos pés. “A fascite plantar causa dor no pé, ao pisar, principalmente após longos períodos em repouso. É causada por microtrauma repetitivo na região, ocorrendo em pessoas que ficam longos períodos de pé, sobrecarregando a fáscia plantar”, explica o Dr Sebastião Carlos Ferreira da Silva, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
Segundo ele, a doença é comum entre praticantes de corrida por conta do impacto repetitivo causado à região. Uma das causas é o uso de calçado inadequado, o que promove alterações na pisada, como uma pisada pronada ou supinada. “Para o diagnóstico da doença, é importante a avaliação do médico especialista, a partir de exames de imagem, como a ultrassonografia. Também é importante fazer a avaliação da pisada por meio da baropodometria, exame que dispomos no CREB e que também auxiliará na indicação de palmilhas, em caso de alterações da pisada. Para o tratamento, técnicas fisioterápicas de termoterapia, como ultrassom, auxiliam na recuperação do processo. E em casos refratários a TOC – Terapia por Ondas de Choque, também disponível na clínica, tem sido utilizada com muito sucesso”, afirma o médico do CREB.
O Dr. Sebastião dá duas dicas para evitar o fascite plantar. “Descanse e alongue o pé. Se o uso excessivo é a causa provável da sua dor, o descanso é uma chave para a recuperação. E é uma boa ideia combinar isso com exercícios diários de alongamento. Além disso, use um calçado adequado. Não deixe de consultar um especialista para orientação correta sobre o tipo de calçados e necessidade de uso de palmilhas”, finaliza ele.
Associação portuguesa promove Semana Europeia de Luta contra a Dor
A dor é um tema que chama a atenção de todos e mobiliza cientistas e médicos de todo o mundo, A respeitada Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), por exemplo, realizou, de 10 a 15 de outubro, a Semana Europeia da Luta Contra a Dor, com ações acontecendo simultaneamente em diversos pontos de Portugal. A dor lombar ganhou atenção especial no evento, que tratou de questões questões relacionadas com a investigação, diagnóstico e o tratamento da dor. No dia 14 de outubro, a APED organizou um evento comemorativo ao Dia Nacional de Luta Contra a Dor, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, quando foi apresentada a “Norma de Orientação Clínica sobre a Dor Neuropática”, documento elaborado pelo Prof. Doutor António Vaz Carneiro, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Neste mesmo dia, foi realizado um debate sobre os aspectos éticos, sociais e econômicos da dor não tratada. No dia 15, a APED promoveu o evento “Mova-se Contra a Dor”, na Praça Central do Centro Comercial do Vasco Gama, em Lisboa, com ampla participação da população. A associação anunciou, durante o evento, a criação do curso de pós-graduação em “Acupuntura Médica”, em parceria com a Escola de Ciências de Saúde da Universidade do Minho. O curso destina-se exclusivamente a médicos. “A criação do curso de Acupuntura Médica Contemporânea visa alertar a população em geral para o flagelo da dor crónica em Portugal, enquanto instrumento formativo dirigido a profissionais de saúde que trabalham no domínio da dor”, explica Filipe Antunes, médico fisiatra do Hospital de Braga. Segundo a APED, a dor crônica é um estado de dor persistente, que afeta mais de 30% da população portuguesa. A patologia músculoesquelética é sua principal causa, e não sendo adequadamente diagnosticada e tratada, pode interferir na qualidade de vida do paciente.
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