Pilates pode ser uma excelente opção para quem sente dores lombares
A prática regular de pilates é uma excelente alternativa para proporcionar qualidade de vida, com a melhora do condicionamento físico e mental, concentração, controle do corpo, postura e respiração. Esta atividade também pode ser uma ótima opção, como tratamento auxiliar, para aqueles que sofrem de frequentes dores lombares, seja por hérnia de disco, artrose, postural ou algumas outras causas.
“O tratamento de dores lombares é medicamentoso e pode contar com protocolos, como fazemos no CREB, que incluem a acupuntura, a hidroterapia, eletroterapia e a cinesioterapia. Massagens também são muito bem-vindas, pois relaxam a musculatura. Muitas vezes, a prática do pilates pode ser muito boa para o paciente. Porque esta os exercícios do pilates fortalecem os músculos profundos e posturais da coluna vertebral e isso contribui sensivelmente para auxiliar no tratamento de hérnias de disco, por exemplo. Mas tudo isso depende da avaliação de um especialista”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o médico, a prática de pilates regularmente tem como consequência o aumento da flexibilidade, a tonificação e definição do corpo, o alívio das tensões, do estresse e ajuda a melhorar as dores nas articulações e nas costas. “Pessoas que executam atividades profissionais comuns ao surgimento de lesões por esforços repetitivos (LER) também encontram grandes benefícios com a prática regular de pilates, pois alguns exercícios são focados em reduzir e evitar estas doenças adquiridas no trabalho”, completa o Dr. Marcio.
Uma das grandes vantagens da prática do pilates, destaca o ortopedista, é que os exercícios respeitam a individualidade e os limites do praticante. Isso significa que todos podem fazer pilates e não terão dificuldades com os exercícios propostos. Os resultados também aparecem rapidamente, o que motiva o praticante a se dedicar cada vez mais. O CREB conta com um moderno e amplo estúdio de pilates, com a orientação de especialistas. Segundo o Dr. Márcio, é importante que o paciente passe, antes, no consultório de um especialista para uma avaliação e a correta prescrição do tratamento.
Associação portuguesa promove Semana Europeia de Luta contra a Dor
A dor é um tema que chama a atenção de todos e mobiliza cientistas e médicos de todo o mundo, A respeitada Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), por exemplo, realizou, de 10 a 15 de outubro, a Semana Europeia da Luta Contra a Dor, com ações acontecendo simultaneamente em diversos pontos de Portugal. A dor lombar ganhou atenção especial no evento, que tratou de questões questões relacionadas com a investigação, diagnóstico e o tratamento da dor. No dia 14 de outubro, a APED organizou um evento comemorativo ao Dia Nacional de Luta Contra a Dor, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, quando foi apresentada a “Norma de Orientação Clínica sobre a Dor Neuropática”, documento elaborado pelo Prof. Doutor António Vaz Carneiro, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Neste mesmo dia, foi realizado um debate sobre os aspectos éticos, sociais e econômicos da dor não tratada. No dia 15, a APED promoveu o evento “Mova-se Contra a Dor”, na Praça Central do Centro Comercial do Vasco Gama, em Lisboa, com ampla participação da população. A associação anunciou, durante o evento, a criação do curso de pós-graduação em “Acupuntura Médica”, em parceria com a Escola de Ciências de Saúde da Universidade do Minho. O curso destina-se exclusivamente a médicos. “A criação do curso de Acupuntura Médica Contemporânea visa alertar a população em geral para o flagelo da dor crónica em Portugal, enquanto instrumento formativo dirigido a profissionais de saúde que trabalham no domínio da dor”, explica Filipe Antunes, médico fisiatra do Hospital de Braga. Segundo a APED, a dor crônica é um estado de dor persistente, que afeta mais de 30% da população portuguesa. A patologia músculoesquelética é sua principal causa, e não sendo adequadamente diagnosticada e tratada, pode interferir na qualidade de vida do paciente.
Incontinência urinária atinge até 50% da população adulta feminina
A incontinência urinária é, segundo o Consenso da Sociedade Internacional de Continência (International Continene Society – ICS), qualquer perda involuntária de urina.
Trata-se de uma questão muito mais séria do que se imagina, pois causa uma série de problemas para o portador dessa doença. Engana-se quem pensa que trata-se de um problema da terceira idade. De acordo com as estatísticas, a incontinência urinária chega a atingir 50% da população feminina adulta.
Fisioterapia para Incontinência urinária
A boa notícia é que a fisioterapia tem uma área – a fisioterapia pélvica – específica para prevenir e reabilitar disfunções do assoalho pélvico, alcançando, nos últimos anos, excelentes resultados, que acabam por dispensar procedimentos mais invasivos, como cirurgias pélvicas.
“O assoalho pélvico é uma região complexa e é composta anteriormente pela bexiga, pelo útero medialmente e posteriormente pelo reto, sustentados por músculos, ligamentos e fáscias, que além da função de sustentação dos órgãos pélvicos, continência urinária e fecal, tem um papel primordial na função sexual”, explica o fisioterapeuta Oséias Vargas, staff do serviço de reabilitação física do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Segundo o fisioterapeuta, o tratamento para a reabilitação é baseado em técnicas e recursos específicos, ajudando no controle da bexiga e na musculatura do assoalho pélvico, proporcionando melhora dos sintomas, qualidade de vida e, principalmente, devolvendo a autoestima. “Existe várias formas de tratamento que visa fortalecer a musculatura e recuperar a função do assoalho pélvico, restaurando a continência. Devem ser sempre recomendados, inclusive como adjuvante às outras formas de tratamento”, diz Oséias.
No CREB, utiliza-se os mais modernos recursos disponíveis, como atividade reflexa e cinesioterapia, eletroestimulação, exercícios de propriocepção e técnicas comportamentais, além do biofeedback eletromiográfico, um equipamento computadorizado que monitora a atividade muscular pélvica e abdominal e demostra ao paciente esses dados instantaneamente por meio de um monitor.
Oséias pontua que os fatores de risco da incontinência urinária estão relacionados a idade, fraqueza muscular, menopausa, fatores hereditários, falta de consciência corporal, obesidade, pós cirurgias ginecologias ou da próstata.
“Considere o que seja uma pessoa perder a sua autonomia e controle em urinar e as maléficas consequências que isso traz física e emocionalmente. É importante ter em mente, que há real possibilidade de sucesso do tratamento, revigorando a vontade de viver , trazendo alegria, autonomia e bem estar”, finaliza ele.
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