RPG é excelente para tratar da dorsalgia
Saiba mais sobre dorsalgia e o seu tratamento
A região torácica está localizada entre a cervical e a lombar – duas outras regiões da coluna vertebral. Ela compreende 12 vértebras. Qualquer dor localizada nessa região pode ser considerada uma dorsalgia. Segundo o Dr. Marcio Taubman, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, a dor que caracteriza a dorsalgia é, na maior parte das vezes, proveniente de músculos, articulações, nervos, ossos ou outras estruturas próximas à coluna torácica.
A dorsalgia é uma dor localizada entre a cervical e a lombar
O Dr. Marcio explica que as causas da dorsalgia podem ser traumáticas, degenerativas ou provenientes de tumores. “A causa traumática pode ser por distensões musculares, fraturas ou contusões na região dorsal. Geralmente, por conta de atividades em posições inadequadas, esforço físico exagerado ou uma queda, por exemplo.
A causa degenerativa acontece quando há degeneração dos corpos vertebrais, discos intervertebrais e facetas-articulares, geralmente por conta do nosso natural envelhecimento. Tumores, malignos ou benignos, também podem contribuir para o aparecimento da dorsalgia”, explica o médico.
Segundo ele, além da dor, a dorsalgia também pode provocar dificuldade para respirar, sensação de pontadas no tórax e até sensação de queimação nas costas. “Recursos fisioterápicos são excelentes para tratar da dorsalgia. O RPG (Reeducação Postural Global) é muito recomendado nesses casos. É possível alongar os músculos encurtados responsáveis pela alteração postural. Além de eliminar os sintomas da doença, o RPG oferece a ampliação da consciência corporal do paciente, evitando o surgimento de novas dores”, garante o Dr. Márcio.
Mochilas pesadas, problemas para o estudante
O ano letivo escolar está para começar e, com ele, está de volta um problema sério, de difícil solução, que pode trazer sérias consequências para as crianças
O uso de mochilas cada vez mais carregadas e, consequentemente, pesadas. Mochila inadequada e pesada demais pode ser sinônimo de lesões e até doenças crônicas na coluna vertebral.
Uma pesquisa recente realizada no Cincinnati Children’s Hospital, nos Estados Unidos, revelou que 23% das crianças que chegaram à clínica com dores nos ombros tinham lesões causadas pelo uso inadequado da mochila. Essas crianças apresentaram queixas de dores nos ombros e coluna.
“Esse é um problema sério, porque a lista de material aumenta cada vez mais, os livros são grandes e pesados e fica difícil achar uma solução. Muitas escolas adotaram armários para alunos, mas como os deveres são feitos em casa, os livros precisam ser transportados nas mochilas. O ideal é que a bolsa não pese mais de 10% do peso corporal da criança e que tenha duas alças, as de uma alça só sobrecarregam apenas um ombro”, explica Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Como usar a mochila para evitar dores
O mau uso da mochila, alerta ele, pode ocasionar desconfortos, distensões musculares e alterações posturais. Mesmo mochilas de rodinhas podem gerar problemas, pois se puxadas de maneira inadequadas podem trazer as mesmas consequências. “A alça da mochila de rodinhas tem que ter uma altura adequada e, ainda assim, o peso também deve ficar na mesma proporção, ou seja, até 10% do peso da criança. Ao primeiro sinal de queixa da criança, um médico deve ser procurado”, alerta o Dr. Haim Maleh.
– O uso da mochila é inevitável. Então, deve-se observar alguns pequenos detalhes. A mochila jamais deve ser utilizada em um ombro só. Inclusive há modelos de uma só tira, que devem ser evitadas. O peso deve ser dividido entre os dois ombros. As tiras deve ser preferencialmente acolchoadas e ajustadas para que a mochila fique rente ao corpo. O ideal é que a largura da mochila não ultrapasse a largura da criança. Mochilas com muitos bolsos extras significam mais peso, então evite. Alguns modelos contam com cinto abdominal, o que é bom para dar firmeza à mochila. Mas volto a dizer, ao menor sinal de dor, um médico deve ser procurado – diz.
Técnica de mobilização articular, Conceito de Maitland ajuda a aliviar a dor
Aliviar a dor é o primeiro pensamento de um paciente quando chega na fisioterapia. Ele sabe que os procedimentos ali realizados têm como função buscar a solução do problema, mas o alívio da dor é o desejo imediato. No CREB – Centro de Reumatologia e...
Aliviar a dor é o primeiro pensamento de um paciente quando chega na fisioterapia. Ele sabe que os procedimentos ali realizados têm como função buscar a solução do problema, mas o alívio da dor é o desejo imediato. No CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, após a avaliação do Fisiatra, Reumatologista ou Ortopedista, muitas vezes utiliza-se o Conceito ou Técnica de Maitland. Trata-se de uma técnica de mobilização articular, que engloba a avaliação e o tratamento, fundamentando-se principalmente nos achados clínicos e queixas do paciente.
“O Conceito ou Técnica de Maitland tem como objetivo aliviar dores e liberar com segurança determinadas estruturas, e com isso restaurar os movimentos, amplitude e a mobilidade articular normal, melhorando, assim, a função do indivíduo. O tratamento está indicado para pacientes com disfunções neuromusculoesqueléticas (podendo estar envolvidas as articulações periféricas e/ou da coluna vertebral)”, explica o fisioterapeuta Diogo Valente, staff do serviço de reabilitação física do CREB.
Ele informa que no CREB associa-se essa técnica muitas vezes ao RPG e ao Pilates , procurando utilizar essas técnicas preferencialmente para tratamento de disfunções da coluna vertebral, o que traz relaxamento, alívio e bem estar ao paciente. “O grande impacto do Conceito Maitland não reside apenas nas técnicas, mas sim no processo de avaliação clínica meticulosa que permite, inclusive, que quaisquer outras modalidades de mobilização ou manipulação possam ser agregadas, aplicadas e reavaliadas sem comprometer em absolutamente nada o processo do tratamento clínico”, pontua o fisioterapeuta.
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