Lúpus: mulheres acometidas pela doença podem engravidar
Doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, o lúpus acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifes...
Doença de causa desconhecida, crônica e sistêmica, o lúpus acomete principalmente mulheres, na maior parte das vezes na faixa entre os 15 e 35 anos. Os sintomas variam, de acordo com o paciente, porém os mais frequentes são dores articulares, manifestações de pele, principalmente nas áreas expostas ao sol, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal. “É importante deixar claro que o lúpus não é contagioso. Muita gente pensa que é, mas isso não é verdade”, pontua Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da UFF.
O lúpus não é contagioso
“O diagnóstico acontece a partir de critérios clínicos e exames laboratoriais. E há tratamento, que vai depender dos sintomas apresentados pelo paciente. Os portadores da doença devem optar por hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada e atividade física regular. É muito importante que o paciente com lúpus evite expor-se ao sol”, aponta o médico do CREB.
O Dr. Haim Maleh também faz questão de destacar que mulheres com lúpus podem, sim, engravidar, ao contrário do que muita gente pensa. “A mulher com lúpus pode engravidar sem problemas. Mas a doença deve estar controlada há ao menos dois anos e ela não pode ser portadora de doença renal. O uso de anticoncepcionais será avaliado pelo médico”, finaliza ele.
Artrite reumatóide: avanços terapêuticos devolvem qualidade de vida perdida
Nos últimos 25 anos, revelou um recente estudo britânico, houve um aumento considerável na expectativa de vida entre pacientes com artrite reumatóide
De acordo com essa pesquisa, a média da idade de morte dos paciente portadores da doença foi de 76,7 anos, entre os anos de 1986 a 1998, e de 86,7 anos entre 2002 a 2012. Isso representa uma queda de 3,5% no risco relativo para todas as causas de mortalidade a cada ano, no período de 1986 a 2012. A pesquisa relaciona a melhora da expectativa de vida desse grupo de pessoas aos avanços tecnológicos, que permitem um diagnóstico cada vez mais precoce da doença, além de avanços terapêuticos no tratamento em si.
Segundo Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e professor de Reumatologia da UFRJ, a artrite reumatóide caracteriza-se por inflamação das articulações, provocada por uma reação inflamatória, com presença de algumas substâncias, entre elas a interleucina 6, que destroem progressivamente a cartilagem e os ossos ao redor das articulações, causando dor, edema e prejudicando sua função e limitando os movimentos.
“Além do comprometimento das articulações, ocorrem sintomas físicos como cansaço intenso, decorrente da anemia que a doença provoca. Os sintomas iniciais são fadiga inexplicável, rigidez prolongada das articulações pela manhã, além de edema e vermelhidão. Esse quadro muitas vezes é confundido com o reumatismo comum, o que retarda o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento”, explica ele.
Para chegar ao diagnóstico da artrite reumatóide, explica o Dr. Haim, o reumatologista ana-lisa a história clínica do paciente, realiza exames físicos das articulações e solicita análise laboratorial, radiografias e, em algumas ocasiões, ultrassonografia das áreas acometidas. Exames de sangue também auxiliam na avaliação do processo inflamatório. Ele concorda com a pesquisa e pontua que a atrite reumatoide não tem cura, mas é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida.
“A artrite reumatóide é uma doença de longa evolução. Há tratamentos, que estão cada vez mais avançados, sendo possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. O tratamento traz alívio da dor, bem estar e, principalmente, pode evitar e prevenir alterações articulares, quando iniciado precocemente. O tratamento deverá sempre, além de medicamentos, contar com a reabilitação física, entre as quais eletroterapia, cinesioterapia, acupuntura e hidroterapia, que é uma medida de grande auxílio para esses pacientes, especialmente quando realizada em piscinas apropriadas, como nas que utilizamos no CREB“, finaliza o médico.
Prática de pilates é excelente para o alívio de dores
Quando um paciente procura o consultório de um médico, a primeira ideia que vem à sua cabeça é eliminar a dor que está sentindo. Obviamente que a missão do médico será diagnosticar a doença que acomete o paciente, e, por meio de tratamento específico...
Quando um paciente procura o consultório de um médico, a primeira ideia que vem à sua cabeça é eliminar a dor que está sentindo. Obviamente que a missão do médico será diagnosticar a doença que acomete o paciente, e, por meio de tratamento específico, curá-lo. Mas é a dor que incomoda o paciente, e eliminá-la é seu primeiro objetivo.
“A dor é a manifestação de uma disfunção. Não é causa, mas sim consequência. O médico deve buscar a causa, e tratá-la, mas o paciente tem sempre essa primeira demanda, que é parar de sentir dor. Temos, em nossa clínica, protocolos que incluem a acupuntura, e a prática de pilates também pode ser uma excelente opção, por exemplo, para quem sente dores lombares”, explica o fisiatra e Reumatologista Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, a prática de pilates visa, entre outros objetivos, reequilibrar as estruturas vertebrais, além de fortalecer os músculos. Dessa forma, atenua a dor. O dr. Antônio pontua que o Pilates melhora o condicionamento físico, a postura e até a respiração de quem pratica regularmente a atividade. “É uma excelente opção para quem tem dores lombares, seja por artrose, problema de postura, hérnia de disco ou outras causas. No caso do tratamento da lombalgia, o tratamento também é medicamentoso e, aqui no CREB, utilizamos a acupuntura, a hidroterapia, o RPG, a eletroterapia e a cinesioterapia, alcançando excelentes resultados”, acrescenta ele.
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