Couve e brócolis devem ter destaque na dieta contra a osteoporose
Lenta e progressiva, assintomática, que se caracteriza pelo enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a pequenos traumas, a osteoporose é uma doença considerada “silenciosa”. Muitas vezes, só é diagnosticada após uma fratura, principalmente...
Lenta e progressiva, assintomática, que se caracteriza pelo enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a pequenos traumas, a osteoporose é uma doença considerada “silenciosa”. Muitas vezes, só é diagnosticada após uma fratura, principalmente no colo do úmero, quadril e punhos. É uma doença mais comum na terceira idade e entre mulheres. No Brasil estima-se que há dez milhões de pessoas acometidas pela osteoporose.
A principal forma de prevenção é manter hábitos saudáveis desde jovem
Mas é possível prevenir a doença? O ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Bernardo Stolnicki, e coordenador do CREB Prevrefrat – Programa de Prevenção da Refratura da clínica, diz que sim. “A forma de prevenir a doença é manter hábitos saudáveis desde jovem, como a opção por uma alimentação rica em cálcio – que fortalece os ossos -, além da prática regular de atividade física e banhos de sol regulares”, afirma.
Segundo ele, o alimento com maior fonte de cálcio é o leite. Ele e seus derivados devem aparecer de forma generosa em nosso cardápio diário. O Dr. Bernardo informa que a couve é também uma excelente fonte de cálcio, e deve ser adotada nas refeições sempre que possível. “A couve e o brócolis são verduras muito rica em cálcio. Mas também é rica em ferro, sendo muito indicada contra a anemia. Também é uma fonte de vitamina C, combatendo resfriados e melhorando a imunidade. E mais: essa verdura é rica em B12, o que é muito importante na prevenção da doença de Alzheimer. Trata-se de um alimento completo, rico e gostoso. Fácil de achar e de preparar”, explica.
O corpo dá os sinais. É preciso escutá-los para ser ter uma boa qualidade de vida
Uma pesquisa realizada com nada menos do que duas mil pessoas indicou que aos 30 anos, as pessoas começam a apresentar problemas digestivos, aos 32 têm dores nos tornozelos e, aos 37, dores nos joelhos. Aos 50 anos, a maioria das mulheres começam a s...
Uma pesquisa realizada com nada menos do que duas mil pessoas indicou que aos 30 anos, as pessoas começam a apresentar problemas digestivos, aos 32 têm dores nos tornozelos e, aos 37, dores nos joelhos. Aos 50 anos, a maioria das mulheres começam a sentir suores frios. As pessoas que participaram deste estudo disseram que percebem o desgaste físico com o tempo e a maior preocupação é com a saúde do coração. Do total entrevistado, 10% acreditam acredita que o trabalho é o responsável pela saúde fraca e 25% consideram que o estresse contribui para o aparecimento de problemas com a saúde.
Posturas saudáveis na vida
“É muito importante e cada vez mais imperativo adotar posturas saudáveis na vida, como a prática regular de exercício físico, de preferência orientado, pegar sol com os cuidados necessários e optar por uma alimentação controlada e rica em vegetais e frutas. Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um médico especialista no aparelho locomotor, que pode ser um fisiatra, reumatologista ou ortopedista. Quanto mais rápido começarmos a tratar, mais chances de sucesso nós temos. Precisamos estar atentos aos sinais que o nosso corpo dá”, afirma Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo ele, a idade traz experiências, sabedoria, muitas histórias e, claro, um maior desgaste físico e suas consequências. “As pessoas começam a sentir sintomas, e é preciso estar muito atento, para que se possa diagnosticar o que está acontecendo e tratar. Em medicina, quanto antes começarmos o tratamento é sempre melhor e mais benéfico. Procurar um médico especialista ao menor sinal de dor, por exemplo, é fundamental, ainda mais na terceira idade. Ninguém tem necessidade de sentir dor”, diz ele. Para o Dr. Eduardo, a qualidade de vida depende de uma vida saudável, com bons hábitos relacionados à alimentação e exercício físico, e de estar atento a todos os sinais que o corpo dá.
Aproveite o carnaval sem ficar doente dos pés
Acidentes e a sobrecarga das articulações, músculos e tendões são alguns dos motivos que geram um aumento de cerca de 30% dos atendimentos ortopédicos durante o carnaval.
Para evitar fazer parte desta estatística, os especialistas recomendam alguns cuidados para ajudar você a cair na folia, sem ficar doente dos pés. Evitar o salto alto é uma delas.
– Os foliões que curtem um ritmo mais acelerado no carnaval devem se preparar ao longo do ano fazendo atividades físicas regulares e evitar o excesso de impacto nas articulações, com o uso de calçados mais adequados – afirma o ortopedista Ricon Jr., cirurgião especializado em quadril do Hospital Naval Marcílio Dias.
Para o fisioterapeuta especialista em acupuntura Fernando Fernandes, atividades aeróbicas são importantes aliadas para o fortalecimento dos músculos, além de darem energia ao corpo.
– Caminhadas sem intervalo, bicicleta ou natação, também são indicadas. É importante alongar o corpo antes de começar os exercícios e estar em dia com o check-up – recomenda o fisioterapeuta.
Ficar muitas horas de pé vendo a banda passar ou correndo atrás do trio elétrico pode provocar inflamações nos tendões dos pés, tornozelos e pernas, torção do tornozelo e joelho e dor nas costas.
– Quem vai desfilar na Sapucaí deve lembrar que vai estar de pé por muito tempo antes de entrar na avenida. As mulheres na Sapucaí devem deixar os saltos altos em casa, pois eles mudam o centro de gravidade do corpo e forçando mais a coluna baixa e os glúteos. Evite ficar parado por muito tempo, deixando a coluna sem movimentação, pois as articulações podem travar. A dica é tentar sentar-se um pouco e mover-se – diz o quiropraxista Jason Gilbert.
– O excesso de impacto nas articulações funciona como uma espécie de ginástica aeróbica de impacto. Se os músculos e articulações não estiverem preparados haverá dor na certa – completa Ricon Jr.
Gilbert lembra que consumir bebidas alcoólicas demais, além de ressaca, pode provocar dores musculares.
– Se beber os músculos posturais da coluna ficarão cansados. O álcool é um relaxante muscular. As pessoas que têm problemas na coluna devem estar atentas, pois a carga do corpo e a força de gravidade caem na coluna baixa, especialmente na região lombosacral.
A dica é tomar muita água
– A água é uma constituinte importante do nosso corpo (70% é água) e nossos músculos não funcionam sem água. Se sentir câimbras, pode ser que esteja desidratado e isso vai prejudicar qualquer problema de coluna – recomrnda Gilbert.
Os mais empolgados correm outros riscos
– Existem riscos de quedas, ocasionando entorses, fraturas e luxações, além do risco de tendinites, bolhas e calosidades. Lembro da possibilidade de entorse ou tendinite no joelho ou mesmo dor na coluna vertebral decorrente de algum esforço – diz Antonio Alves Jr., médico do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Contra torções e inchaços nos pés, Fernandes indica o Taping. A terapia consiste na aplicação de fitas adesivas nos locais lesionados e auxilia no equilíbrio muscular, além de agir de forma antiinflamatória, analgésica e drenar edemas.
– A fita emite estímulos que são levados ao cérebro por vias sensitivas, presentes na pele. Posteriormente, retorna pelas vias motoras proporcionando uma melhora na circulação sangüínea, regularizando o metabolismo e o equilíbrio do tônus muscular. Na hora do banho, alternar jatos de água quente e fria na coluna ajudam a soltar a musculatura. – explica o especialista.
No caso de outras lesões, a recomendação é que um especialista seja consultado para que o problema não se agrave.
No caso de bolhas, elas não devem ser estouradas
– As bolhas devem ser lavadas com água e sabão e, depois, devem ser colocados produtos anti-sépticos – diz Alves, recomendando que elas não sejam estouradas para evitar infecções.
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