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Aproveite o carnaval sem ficar doente dos pés

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Acidentes e a sobrecarga das articulações, músculos e tendões são alguns dos motivos que geram um aumento de cerca de 30% dos atendimentos ortopédicos durante o carnaval.

Para evitar fazer parte desta estatística, os especialistas recomendam alguns cuidados para ajudar você a cair na folia, sem ficar doente dos pés. Evitar o salto alto é uma delas.

– Os foliões que curtem um ritmo mais acelerado no carnaval devem se preparar ao longo do ano fazendo atividades físicas regulares e evitar o excesso de impacto nas articulações, com o uso de calçados mais adequados – afirma o ortopedista Ricon Jr., cirurgião especializado em quadril do Hospital Naval Marcílio Dias.

Para o fisioterapeuta especialista em acupuntura Fernando Fernandes, atividades aeróbicas são importantes aliadas para o fortalecimento dos músculos, além de darem energia ao corpo.

– Caminhadas sem intervalo, bicicleta ou natação, também são indicadas. É importante alongar o corpo antes de começar os exercícios e estar em dia com o check-up – recomenda o fisioterapeuta.

Ficar muitas horas de pé vendo a banda passar ou correndo atrás do trio elétrico pode provocar inflamações nos tendões dos pés, tornozelos e pernas, torção do tornozelo e joelho e dor nas costas.

– Quem vai desfilar na Sapucaí deve lembrar que vai estar de pé por muito tempo antes de entrar na avenida. As mulheres na Sapucaí devem deixar os saltos altos em casa, pois eles mudam o centro de gravidade do corpo e forçando mais a coluna baixa e os glúteos. Evite ficar parado por muito tempo, deixando a coluna sem movimentação, pois as articulações podem travar. A dica é tentar sentar-se um pouco e mover-se – diz o quiropraxista Jason Gilbert.

– O excesso de impacto nas articulações funciona como uma espécie de ginástica aeróbica de impacto. Se os músculos e articulações não estiverem preparados haverá dor na certa – completa Ricon Jr.

Gilbert lembra que consumir bebidas alcoólicas demais, além de ressaca, pode provocar dores musculares.

– Se beber os músculos posturais da coluna ficarão cansados. O álcool é um relaxante muscular. As pessoas que têm problemas na coluna devem estar atentas, pois a carga do corpo e a força de gravidade caem na coluna baixa, especialmente na região lombosacral.

A dica é tomar muita água

– A água é uma constituinte importante do nosso corpo (70% é água) e nossos músculos não funcionam sem água. Se sentir câimbras, pode ser que esteja desidratado e isso vai prejudicar qualquer problema de coluna – recomrnda Gilbert.

Os mais empolgados correm outros riscos

– Existem riscos de quedas, ocasionando entorses, fraturas e luxações, além do risco de tendinites, bolhas e calosidades. Lembro da possibilidade de entorse ou tendinite no joelho ou mesmo dor na coluna vertebral decorrente de algum esforço – diz Antonio Alves Jr., médico do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Contra torções e inchaços nos pés, Fernandes indica o Taping. A terapia consiste na aplicação de fitas adesivas nos locais lesionados e auxilia no equilíbrio muscular, além de agir de forma antiinflamatória, analgésica e drenar edemas.

– A fita emite estímulos que são levados ao cérebro por vias sensitivas, presentes na pele. Posteriormente, retorna pelas vias motoras proporcionando uma melhora na circulação sangüínea, regularizando o metabolismo e o equilíbrio do tônus muscular. Na hora do banho, alternar jatos de água quente e fria na coluna ajudam a soltar a musculatura. – explica o especialista.

No caso de outras lesões, a recomendação é que um especialista seja consultado para que o problema não se agrave.

No caso de bolhas, elas não devem ser estouradas

– As bolhas devem ser lavadas com água e sabão e, depois, devem ser colocados produtos anti-sépticos – diz Alves, recomendando que elas não sejam estouradas para evitar infecções.


Artrose: tratamento atua sobre os sintomas e devolve a qualidade de vida perdida

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A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não p...

A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não pode ser reposto. “Essa cartilagem tem como objetivo promover uma espécie de deslizamento entre duas extremidades ósseas, eliminando atritos durante o movimento de uma articulação”, explica o Reumatologista Antonio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

No Brasil, a artrose acomete ao menos 15 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, é a quarta doença que mais diminui a qualidade de vida das pessoas para cada ano vivido. “No começo, a cartilagem fica mais áspera e aumenta o atrito durante a movimentação de uma articulação. Depois, em uma fase mais grave, essa cartilagem é destruída, chegando a desgastar o osso”, afirma o Reumatologista do CREB.

O principal sintoma da artrose no joelho é a dor ao caminhar, correr ou na prática de exercícios. Muitas vezes, o local apresenta inchaço e até deformação. No caso da atrose nas mãos, há deformidade e inchaço das articulações entre os dedos, dor no punho e nos dedos e sensação de fraqueza nas mãos. No ombro, a dor pior com o movimento, pode apresentar falta de força no braço, sensação de formigamento ou inchaço, além de dificultade de levantar o braço. Na coluna cervical, a artrose provoca dor na região do pescoço, que pode impedir sua movimentação, além de sensação de formigamento e alteração de sensibilidade nos braços, ombros e na face também.

O Dr. Antônio diz que os principais fatores para o desenvolvimento da artrose são: idade acima dos 60 anos, sexo feminino, obesidade, traumas nas articulações, doenças musculares, excesso de movimento das articulações, predisposição genética, prática de exercícios de alto impacto e diabetes mellitus, além de deformidades ósseas. O tratamento inclui uso de medicamento, fisioterapia e exercício físico orientado. “Adotamos protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, RPG e pilates terapêutico, o que têm demonstrado muito sucesso na recuperação da qualidade de vida dos pacientes. É importante atuar sobre os sintomas. Ninguém precisa viver com dor e limitado”, finaliza ele.


Hérnia de disco tem tratamento, que dispensa a cirurgia

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Uma das principais doenças da coluna, que mais leva pacientes aos consultórios médicos, é a hérnia de disco. Os pacientes se queixam de dor na coluna, seja na região lombar ou cervical, dor esta que pode se irradiar para os membros inferiores ou supe...

Uma das principais doenças da coluna, que mais leva pacientes aos consultórios médicos, é a hérnia de disco. Os pacientes se queixam de dor na coluna, seja na região lombar ou cervical, dor esta que pode se irradiar para os membros inferiores ou superiores, muitas vezes com sensação de formigamento, queimação, sensação de edema, fraqueza muscular, alteração da mobilidade e até incapacidade temporária.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), de cada dez pessoas em todo o mundo, oito têm, tiveram ou terão dores nas costas. “O disco intervertebral tem com uma camada externa, conhecida como anel fibroso, e um núcleo gelatinoso. Esse conjunto tem a função de absorver as cargas geradas na coluna e aumentar nossa capacidade de movimentação. Mas ao longo dos anos, esse disco se torna mais vulnerável a rupturas e o anel fibroso perde sua elasticidade. Movimentos bruscos ou vícios posturais deslocam o núcleo contra o anel fibroso e muitas vezes o rompem, dando origem à hérnia de disco”, explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e ortopedia Botafogo.

A hérnia de disco na espinha lombar é mais comum

A hérnia de disco pode causar sintomas diferentes e variados, dependendo de onde ela acontece. A hérnia de disco na espinha cervical são menos comuns do que na porção lombar da coluna porque há menos material de disco e muito menos força aplicada ao disco na área cervical em comparação com a porção lombar. “Nesse caso, geralmente envolverá alguma compressão ou impacto do nervo. A compressão no nível de disco pode contribuir para a dor regionalizada, dor no ombro ou fraqueza muscular no braço, mas também pode causar entorpecimento nos dedos, força de aperto enfraquecida ou dor que irradia o braço”, explica o Dr. Marcio. Segundo ele, a hérnia de disco na espinha lombar é mais comum e que irradiam para a perna, podendo gerar fraqueza nas pernas e atrapalhar a marcha. Nota-se também entorpecimento nos pés. Um problema muito grave a partir de uma hérnia de disco na coluna lombar é a incapacidade de manter ou liberar urina”, relata ele.

Mas a boa notícia é que há tratamento, e que na maioria das vezes não é necessária a cirurgia. Além de medicamentos específicos, o médico poderá, caso necessário, receitar fisioterapia. “No CREB seguimos protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, RPG e Pilates terapêutico, o que nos têm apresentado resultados muito bons”, pontua o Dr. Marcio. “A hérnia de disco se intensifica após os 50 anos mas está longe de ser um problema apenas da terceira idade. Pessoas sedentárias, com sobrepeso, que passam o dia sentados diante do computador, ou em pé, em uma loja, por exemplo, são sérios candidatos a uma hérnia de disco. Ao menor sinal de dor nas costas, um especialista deve ser consultado”, finaliza ele.



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