Técnica utilizada em processos inflamatórios, a mesoterapia está disponível no CREB
Mesoterapia para processos inflamatórios
Criada pelo médico francês Michel Pistor, a mesoterapia consiste em injetar no tecido subcutâneo – são micro inoculações – misturas de medicamentos, com o objetivo de auxiliar no tratamento das patologias indicadas. Trata-se de uma ótima opção para tratamento complementar de processos inflamatórios e dolorosos que se manifestam nas cervico/lombalgias, tendinites, bursites, artrites, artroses, estiramentos e traumatismos.
“As aplicações são absorvidas e distribuídas pelo organismo do paciente, diluindo-se para órgãos como aparelho gastrointestinal, hepático, cardiovascular e renal. As composições utilizadas geralmente são antiinflamatórios, relaxantes musculares, vasodilatadores, cumarinicos, simpaticoliticos, entre outros, misturados a um analgésico. Representa uma nova via de administração de fármacos em pequenas quantidades na região onde é projetada a dor. É uma técnica habitualmente bem tolerada e desprovida de efeitos secundários relevantes”, explica o Dr. Sergio Rosenfeld, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O reumatologista do CREB informa que as aplicações de mesoterapia devem ser feitas com intervalos de sete a dez dias e resultados já aprecem entre a primeira e segunda dose. Ele ressalta que deve ser aplicada ao lado de protocolos que podem incluir acupuntura, hidroterapia e outros. O CREB dispõe dessa técnica, que só pode ser solicitada por médicos.
Artrose: é possível ter uma melhor qualidade de vida, sem dor
Um estudo científico, realizado com mais de 3 mil adultos, na faixa etária entre 50 e 79 anos, demonstrou que as diferenças de comprimento dos membros inferiores acima de um centímetro podem ser causas de artrose dos joelhos, com o membro mais curto sendo afetado. O grupo foi observado por 30 meses. “É difícil diagnosticar essa condição de dismetria dos membros e a maioria das pessoas é assintomática. Pequenas diferenças, menores de um cm, podem ser corrigidas com uso de palmilhas dentro dos calçados. A pessoa precisa procurar um especialista”, explica Haim Maleh, reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A artrose é uma das mais comuns doenças reumáticas, que acomete tanto homens quanto mulheres, principalmente na terceira idade. Também conhecida como osteoartrose, osteoartrite, artrite degenerativa e doença articular degenerativa, é uma doença reumática que incide principalmente nas articulações dos joelhos, coluna, quadril, mãos e dedos. “Mais de 70% das pessoas, acima de 70 anos, tem evidência radiográfica desta doença, mas nem todas desenvolvem os sintomas”, afirma o Dr. Haim Maleh. “A artrose pode não apresentar sintomas no início, sendo diagnosticada através de exame radiográfico. O principal sintoma é a dor, que começa apenas com a movimentação da articulação afetada, melhorando com descanso, mas que pode progredir para dores até mesmo durante o repouso. Pode ocorrer também diminuição dos movimentos, ruído na articulação (crepitações), inchaço na articulação, deformidades e falta de firmeza ao realizar movimentos”, acrescenta ele.
– O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, por isso ao menor sinal de dor constante um especialista deve ser consultado. O tratamento traz o alívio para a dor e melhora na qualidade de vida e pode ser medicamentoso e com fisioterapia, além de protocolos que incluem hidroterapia e acupuntura. A atividade física regular é essencial, bem como uma alimentação regrada. O reumatologista irá propor um tratamento individualizado para cada paciente – finaliza o médico do CREB.
Prevenção pode evitar dores na coluna
As estatísticas mundiais são taxativas: 85% de toda a população tem, teve ou terá dor na coluna. Isso significa que em cada grupo de 1 mil pessoas, apenas 150 não sofrerão os infortúnios de sentir dor na coluna vertebral. Mas como é possível estar dentro deste grupo tão seleto? É preciso uma conjugação de fatores, que vão desde o hábito de uma boa postura até a realização de exercícios físicos regulares. A alimentação, uma boa noite de sono com travesseiro, colchão e posição corretos e até o tipo de calçado, entre outros itens, também fazem a diferença.
Então, como agir? O que fazer? O primeiro grande passo, ensina o ortopedista do CREB – Centro de Regumatologia e Ortopedia Botafogo – Marcio Taubman, é procurar um médico especialista. “Muitas vezes, a pessoa sente leves dores na coluna mas acha que aquilo é passageiro, que é fruto de uma noite mal dormida ou de uma partida de futebol mais intensa. Então, não procura um médico e, o que é pior, se automedica com algum antiinflamatório. Um pequeno problema, que pode ser fácil de resolver, provavelmente poderá vir a se transformar em um problema mais sério e de tratamento mais demorado. Ir ao médico é fundamental”, ensina ele.
Segundo o ortopedista, é muito importante que as pessoas façam uma avaliação postural e uma avaliação estrutural da coluna, para descobrir, por exemplo, se há algum desvio que poderá causar problemas futuros. “Muitas vezes, a pessoa nada sente, mas pelo tipo de vida que leva, por sua postura ou até pela avaliação estrutural de sua coluna podemos perceber que é preciso iniciar um tratamento”, explica ele. O Dr. Marcio ressalta que o RPG – Reeducação Postural Global – é uma excelente indicação para as pessoas readquirirem a melhor postura e o Pilates também pode ser adotado para o fortalecimento da musculatura. Ele também indica a hidroterapia como é feita no CREB, com piscina com água aquecida a 32 ou 33 graus, coberta e com facilidade de acesso, que por ser feita na água não tem impacto, associada muitas vezes à acupuntura. “Essa associação possibilita a utilização de menos medicamentos e, portanto, menor agressão ao organismo”, esclarece ele.
No consultório do Dr. Marcio Taubman, os principais casos entre jovens são de doenças do disco invertebral, como as discopatias, degenerações discais e hérnias de disco. Já para pessoas mais idosas, o quadro é parecido, mas é mais relacionado à artrose e a estenose do canal lombar. Em relação a coluna cervical é muito frequente além da dor e sensação de peso no pescoço ou na região, dormência e sensação de edema nas mãos pela manhã e, muitas vezes, tonteira, zumbido no ouvido e lacrimejamento nos olhos. “Cada pessoa requer uma avaliação específica. Exames físicos, avaliação postural, exames de imagens e, ocasionalmente, eletroneuromiografia, indicarão o tratamento. Temos protocolos que trazem muito sucesso no tratamento, com fisioterapia, hidroterapia, acupuntura, RPG e Pilates. Mas é preciso que a pessoa procure um médico”, finaliza ele.
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