Ortopedista do CREB explica o que é hérnia de disco
Dor na região lombar (região baixa da coluna perto da bacia), fisgadas nas costas, câimbras noturnas, irradiação para as pernas, formigamentos nas pernas e amortecimentos nos pés são sintomas das hérnias lombares. A hérnia de disco lombar é uma doenç...
Dor na região lombar (região baixa da coluna perto da bacia), fisgadas nas costas, câimbras noturnas, irradiação para as pernas, formigamentos nas pernas e amortecimentos nos pés são sintomas das hérnias lombares. A hérnia de disco lombar é uma doença de origem mecânica que atinge os nossos discos vertebrais. Ao menor sinal de um destes sintomas, um especialista deve ser procurado.
“Nossa coluna vertebral é composta com aproximadamente 32 vértebras. São os ossos que formam a nossa coluna. Entre cada uma destas vértebras, há um disco que atua como uma espécie de amortecedor e que serve para capacitar o movimento da coluna. Nem todos sabem, mas apesar de possuir ossos, a nossa coluna se move para todas direções”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB explica que nossa coluna é muito prejudicada pelo mau uso que fazemos dela, como vícios de má postura, causas genéticas, uso de tabaco, alimentação ruim e desregrada, pouca ingestão de água e sobrepeso, entre outros. “Com o tempo, a coluna sobre um processo gradual de desgaste. Chamo a atenção para que na grande maioria das vezes o tratamento da hérnia de disco não necessita de cirurgia. O importante é qualificar a musculatura que envolve e protege a coluna vertebral por meio da hidroterapia, RPG e mesmo do pilates terapêutico que realizamos no CREB com muito sucesso na melhora para o paciente”, afirma ele.
Lúpus: é possível tratar as manifestações que a doença traz
Doença reumática autoimune, crônica, sistêmica e de causa desconhecida, o Lúpus acomete principalmente mulheres, entre 15 e 35 anos, e não é contagioso, ao contrário do que muita gente pensa.
Os sintomas variam de paciente para paciente, mas os mais frequentes são dores articulares, manifestações cutâneas, inflamação da pleura e do pericárdio, anemia, alterações dos glóbulos brancos e plaquetas e doença renal.
“É possível dizer que lúpus não é uma única doença, mas várias doenças com o mesmo nome. É muito comum ouvirmos do paciente a queixa de que ele já procurou vários médicos, que não acertaram o diagnóstico. Um Reumatologista experiente deve ser consultado. Cursa com períodos de exacerbação e de remissão. Acomete principalmente mulheres em idade fértil, por conta das alterações hormonais. Apesar disso, as mulheres com Lupus podem engravidar desde que haja um planejamento junto ao seu reumatologista”, afirma a Reumatologista Elisa Fernandes, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Diagnóstico do Lúpus
Segundo a médica, o diagnóstico do lúpus é definido a partir de critérios clínicos definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, com a ajuda de exames laboratoriais específicos solicitados pelo Reumatologista, como exame de sangue e de imagem, dependendo do caso apresentado.
É preciso avaliar caso a caso, sendo o tratamento individualizado. “A doença apresenta várias e diferentes manifestações. Tem paciente que chega ao consultório apenas com nefrite lúpica, ou seja, inflamação nos rins provocada pela doença, outros têm lesões cutâneas, inflamações articulares, enfim, há uma lista grande de manifestações, inclusive os olhos, o coração e pulmão. O tratamento medicamentoso naturalmente depende da manifestação apresentada”, diz a Dra. Elisa.
O acompanhamento do Reumatologista é fundamental. Ainda que em período de remissão, é preciso acompanhar o paciente, para que ele fique bem. De acordo com a Reumatologista, pacientes com lúpus devem evitar o sol, utilizando sempre protetor solar. Momentos de estresse também podem funcionar como um gatilho para a manifestação do lúpus. Ela também recomenda a prática de exercícios regulares e uma alimentação saudável.
“Há muito desconhecimento – e preconceito – sobre o lúpus. A doença não é contagiosa e é possível tratar as manifestações. Um Reumatologista deve ser consultado imediatamente”, finaliza ela.
Artrose: tratamento atua sobre os sintomas e devolve a qualidade de vida perdida
A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não p...
A artrose é uma doença que não tem cura, mas a boa notícia é que seus sintomas podem ser tratados e o paciente pode recuperar a qualidade de vida perdida. Trata-se do desgaste da cartilagem que recobre as extremidades dos ossos, e esse desgaste não pode ser reposto. “Essa cartilagem tem como objetivo promover uma espécie de deslizamento entre duas extremidades ósseas, eliminando atritos durante o movimento de uma articulação”, explica o Reumatologista Antonio D’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
No Brasil, a artrose acomete ao menos 15 milhões de pessoas. Segundo o Ministério da Saúde, é a quarta doença que mais diminui a qualidade de vida das pessoas para cada ano vivido. “No começo, a cartilagem fica mais áspera e aumenta o atrito durante a movimentação de uma articulação. Depois, em uma fase mais grave, essa cartilagem é destruída, chegando a desgastar o osso”, afirma o Reumatologista do CREB.
O principal sintoma da artrose no joelho é a dor ao caminhar, correr ou na prática de exercícios. Muitas vezes, o local apresenta inchaço e até deformação. No caso da atrose nas mãos, há deformidade e inchaço das articulações entre os dedos, dor no punho e nos dedos e sensação de fraqueza nas mãos. No ombro, a dor pior com o movimento, pode apresentar falta de força no braço, sensação de formigamento ou inchaço, além de dificultade de levantar o braço. Na coluna cervical, a artrose provoca dor na região do pescoço, que pode impedir sua movimentação, além de sensação de formigamento e alteração de sensibilidade nos braços, ombros e na face também.
O Dr. Antônio diz que os principais fatores para o desenvolvimento da artrose são: idade acima dos 60 anos, sexo feminino, obesidade, traumas nas articulações, doenças musculares, excesso de movimento das articulações, predisposição genética, prática de exercícios de alto impacto e diabetes mellitus, além de deformidades ósseas. O tratamento inclui uso de medicamento, fisioterapia e exercício físico orientado. “Adotamos protocolos que incluem acupuntura, hidroterapia, RPG e pilates terapêutico, o que têm demonstrado muito sucesso na recuperação da qualidade de vida dos pacientes. É importante atuar sobre os sintomas. Ninguém precisa viver com dor e limitado”, finaliza ele.
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