Equilíbrio e controle postural, um desafio na terceira idade
As manifestações dos distúrbios do equilíbrio corporal têm grande impacto para os idosos, podendo levá-los à redução de sua autonomia social, uma vez que acabam diminuindo suas atividades de vida diária, trazendo sofrimento, instabilidade corporal, m...
As manifestações dos distúrbios do equilíbrio corporal têm grande impacto para os idosos, podendo levá-los à redução de sua autonomia social, uma vez que acabam diminuindo suas atividades de vida diária, trazendo sofrimento, instabilidade corporal, medo de cair e custos com o tratamento. Estima-se que a prevalência de queixas de equilíbrio na população acima de 65 anos chega a 85%, estando associada a várias etiologias, e podendo se manifestar como desequilíbrio, desvio de marcha, instabilidade, náuseas, tonturas, vertigens e quedas frequentes. Atualmente, as fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por aproximadamente 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos.
As fraturas decorrentes de quedas são responsáveis por 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos.
“O controle postural é conceituado com a habilidade de manter o equilíbrio oscilando ou recuperando o centro de massa corporal sobre a base de sustentação e com a habilidade de controlar a posição do corpo no espaço. Os termos “equilíbrio, balanço e controle postural” são muito usados como sinônimos para conceituar o mecanismo pelo qual o corpo humano protegesse de quedas. Dessa forma, uma definição de equilíbrio é sugerida como sendo a habilidade de manter o centro de massa do corpo na base de sustentação, deslocando o peso do corpo, rapidamente e precisamente, em diferentes direções a partir do seu centro, locomover-se com segurança e velocidade e de maneira coordenada, ajustando a perturbações externas”, explica o fisioterapeuta Lucas França, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O fisioterapeuta afirma que o controle do equilíbrio requer a manutenção do centro de gravidade sobre a base de sustentação durante situações estáticas e dinâmicas. “Este processo ocorre de forma eficaz pela ação, principalmente dos sistemas visual, vestibular e somato-sensorial. Com o envelhecimento, esses sistemas são afetados e várias etapas do controle postural podem ser suprimidas, diminuindo a capacidade compensatória do sistema, levando a um aumento da instabilidade”, completa. Segundo ele, a Reeducação Postural Global (RPG, o pilates terapêutico e a hidroterapia são excelentes opções para a terceira idade, trazendo resultados notáveis muito rapidamente.
Ao sentir dor após o exercício físico, devo usar bolsa fria ou bolsa quente?
Aquela pequena dor consequência de um choque no futebol ou um esforço a mais na academia pode começar a ser aliviada em casa, mas o que se deve utilizar, uma bolsa de água quente ou frita? Essa dúvida é muito comum e a escolha errada pode agravar o problema. É preciso estar atento, fazer a escolha certa e procurar um médico caso a dor persista.
Segundo o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Haim Maleh, a bolsa de água fria (gelo) é recomendada para amenizar dores que resultam de um trauma agudo, como uma pancada ou um encontrão, muito comuns em futebol, basquete e outros esportes com muito contato físico. “O gelo é capaz de evitar que o processo inflamatóio seja exagerado demais. Ele diminui a circulação local, evitando o inchaço. Além disso, a bolsa fria serve como uma espécie de anestesia, porque deixa a região menos sensível”, explica o médico do CREB.
Já a bolsa com água bem quente dilata os vasos sanguíneos, o que facilita a circulação e ameniza as dores. “Deve-se usar a bolsa de água quente para atenuar os efeitos de problemas crônicos, como lombalgias. Mas é bom observar que esse método não age no problema em si”, ensina o Dr. Haim. Segundo ele, usar a bolsa de água quente sobre uma região dolorida ajuda a atenuar o incômodo, mas jamais irá resolver o problema. Em relação ao tempo de aplicação, ele recomenda que se use a bolsa por 20 minutos. “Jamais utilize uma bolsa de água quente sobre traumas agudos. O calor aumenta a circulação local, tornando a inflamação ainda mais exacerbada, provocando inchaço e um maior incômodo. Por outro lado, a bolsa com gelo deve ser aplicada com parcimônia em articulações como o joelho e o tornozelo. É que o frio, se utilizado indiscriminadamente, pode enrijecer as juntas. Essa orientação é válida sobretudo para quem já ultrapassou a faixa dos 50 anos, grupo mais suscetível a desenvolver males dessa natureza”, acrescenta.
– A utilização da bolsa de gelo ou de água quente atenua a dor, pode evitar o inchaço, mas buscar um médico é fundamental para uma avaliação e tratamento adequados. Uma pequena dor pode ser sinal de uma lesão que, se não for tratada, pode evoluir para um quadro mais grave – alerta o médico.
Tratando a Osteoporose e evitando as fraturas
Especial VIVA BEM
A osteoporose é uma doença que diminui a resistência dos ossos, tornando o indivíduo mais suscetível a fraturas. Quanto mais frágil for o osso, menor precisa ser o trauma (queda) para causar uma fratura, segundo o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB. Qualquer tratamento que vise evitar fraturas necessariamente deve melhorar a resistência óssea e prevenir quedas.
Como a osteoporose não produz sintomas, muitas vezes só se descobre a doença quando uma fratura acontece. Mas existem maneiras de identificá-la com antecedência e prevenir as fraturas! O primeiro passo é verificar se você está em risco (consulte o quadro abaixo) e, em seguida, conversar com o seu médico.
Após criteriosa avaliação, possivelmente ele solicitará a realização de uma densitometria óssea e de alguns exames laboratoriais. A densitometria óssea é o principal método para detecção precoce da perda de massa óssea, possibilitando a prevenção e combate à osteoporose. É um exame simples, que emprega radiação ionizante para obter imagens detalhadas dos ossos, mas utilizando quantidade bem menor de raios X que uma radiografia comum. A densitometria óssea deve ser realizada anualmente e não demanda preparo prévio, não sendo necessário jejum ou dieta específica, afirma o Dr. Bernardo Stolnicki.
| DICAS IMPORTANTES |
| Não mantenha tapetes soltos e não encere o piso com produtos escorregadios. |
| Nunca ande somente de meias. Use calçados com solado de borracha ou antiderrapante. |
| Cheque se não há desnível nas soleiras das portas e se os caminhos estão livres e desimpedidos. |
| Prefira sofás mais altos e firmes e poltronas com braços. Mantenha um abajur ao lado da cama. |
| Escadas devem ter corrimãos em ambos os lados e fitas antiderrapantes nos degraus. |
| Armários devem ser fixados à parece, não muito altos e de fácil alcance. |
| Instale barras de apoio junto ao vaso sanitário e ao box. |
| Antes de se deitar, verifique se o caminho entre a cama e banheiro está livre e iluminado. |
| Ao acordar, sente na cama com os pés apoiados no chão e conte até 10 (dez) ao se levantar. |

Atividade física é muito importante!
Mantendo uma rotina regular e bem orientada de exercícios, você terá melhor equilíbrio, maior força muscular e baixa propensão a quedas, o que diminui o risco de fraturas.

Temos que evitar as quedas!
Cerca de 70% das quedas ocorrem dentro de casa e durante a madrugada. No quadro acima, vemos algumas orientações para aumentar sua segurança.

Se você teve uma fratura recente, a hora de tratar é agora!
Pessoas que tiveram fraturas apresentam probabilidade maior de ter novas fraturas. Com ações de prevenção e tratamento adequado, podemos impedir novas fraturas.Teste se você está em risco
Entrou na menopausa antes dos 50 anos?
Seu pai ou mãe fraturou o fêmur?
Perdeu altura em mais de 3cm?
Fuma ou ingere bebidas alcoólicas?
Tem diminuição na libido?
Fez (+ de 3 meses) ou faz uso de cortisona?
Tem alteração de equilíbrio ou de marcha?
Tem problemas de visão ou audição?
RESULTADO:
O Programa CREB Prevrefrat adota protocolos consagrados de diagnóstico e tratamento de pacientes com fraturas por fragilidade óssea, com excelentes resultados na diminuição da incidência de fraturas subsequentes.
Dr. Bernardo Stolnicki
Médico Especialista em Ortopedia, Traumatologia e Densitometria Óssea no CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo / Vice-Presidente do Comitê de Doenças Ósteo-Metabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Este artigo é meramente informativo e não deve ser utilizado para autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte um médico.
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