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Dor lombar: causas, tratamentos e dicas para alívio

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Uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, entidade ligada à Fiocruz, revela que 36% dos brasileiros sentem dores nas costas regularmente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) é ainda mais radical: 80% de todos habitantes da terra já sentiram, sentem ou sentirão dores de coluna. “São inúmeras as causas de dores na coluna. Pode aparecer por conta de uma lesão, uma noite maldormida, excesso de exercício físico, estresse ou por conta de problemas mais sérios, como a presença de tumores. Mas o fato é que uma das maiores fontes de problemas na coluna é simplesmente a má postura que temos no nosso dia a dia. Por isso as estatísticas são tão elevadas”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

A dor lombar – a chamada lombalgia – é um dos principais problemas de coluna e por aqui é a principal causa de afastamento do trabalhador de seu emprego. Segundo as estatísticas, são mais de 100 mil trabalhadores afastados anualmente por conta de dor lombar. “Dor nas costas é algo tão comum que as pessoas acham que basta tomar um analgésico ou um anti-inflamatório qualquer, e pronto. A automedicação é um crime, deve ser evitada a qualquer custo. Quando sentimos dor lombar, por exemplo, é sinal de algo está errado com a saúde de nossa coluna. Um especialista deve ser consultado imediatamente. Pode ser algo mais sério, que precisa ser tratado. E quanto mais cedo o fizermos, melhor”, avisa o ortopedista do CREB.

Causas da dor lombar

Os principais sintomas da dor lombar são dores e sensação de peso e de queimação na região lombar, perto das nádegas, podendo irradiar para as pernas. “A região lombar está localizada entre a última costela e o início das nádegas. Um mau jeito, uma noite maldormida, muito esforço ou até mesmo estresse podem explicar a dor lombar, mas ela pode ser fruto de uma inflamação, uma infecção, uma hérnia de disco ou mesmo consequência de alguma doença abdominal ou pulmonar, ou, ainda, artrose. Somente um especialista poderá diagnosticar e apontar o motivo”, esclarece o Dr. Márcio.

O médico do CREB explica que há dois tipos de lombalgia, a lombalgia aguda e a lombalgia crônica. “A aguda é mais comum entre jovens, aparecendo em geral após um grande esforço físico, como um treino exagerado, por exemplo. Ela surge a partir de uma inflamação das estruturas da região lombar. Já a crônica é mais comum entre pessoas mais velhas e permanece mais longamente. Questões genéticas, tabagismo, obesidade e falta de exercício físico ajudam a explicar a lombalgia crônica”, explica.

Tratamento e dicas para alívio

O tratamento é individualizado, medicamentoso e no CREB utiliza-se de protocolos que podem incluir hidroterapia, RPG e acupuntura, além de fisioterapia. “Também podemos lançar mão da crioterapia compressiva e da eletroterapia, que trazem ótimos resultados”, acrescenta o Dr. Márcio. Ele afirma que a lombalgia tem cura e o tratamento traz respostas excelentes.

Alguns cuidados precisam ser adotados no dia a dia para evitar a dor lombar. “Quem trabalha sentado o dia inteiro, por exemplo, precisa se levantar a cada 50 minutos e dar uma pequena caminhada. Fazer alguns alongamentos também ajudam demais na prevenção. Já aqueles que trabalham direto em pé precisam se sentar de tempo em tempo”, diz. Todo treino precisa de aquecimento no início e alongamentos no final e estar atento à postura o dia inteiro também é fundamental. “Carregar peso em excesso faz muito mal. Tem gente que passa o dia para cá e para lá com uma mochila pesadíssima sobre os ombros. Ao pegar algo do chão, sempre curve as pernas, evitando sobrecarregar a coluna, ainda mais quando é algo pesado que precisa levantar. Ver TV largado no sofá também não é saudável para a coluna. Sentar corretamente é melhor. Mas ao menor sinal de dor, a dica é procurar imediatamente um especialista”, finaliza o Dr. Márcio.


Principais doenças osteometabólicas: Sintomas, diagnósticos e tratamentos

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As doenças metabólicas que afetam os ossos da pessoa acometida são chamadas de doenças osteometabólicas. Em geral, são transtornos do metabolismo dos ossos, ocasionando perda da massa óssea, o que causa fragilidade aos ossos e aumenta a incidência de fraturas, mesmo diante de quedas leves. “As principais doenças osteometabólicas são a osteoporose, em seus diferentes tipos, como a osteoporose senil, a osteoporose pós-menopausa e a osteoporose induzida por medicamentos, o raquitismo, a osteomalácia, o hiperparatiroidismo primário e a doença de Paget, entre outras”, relata o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Ele explica que a causa de uma doença osteometabólica é o desequilíbrio entre a formação de osso e o remodelamento ósseo. “Para o diagnóstico, o médico assistente poderá solicitar exames laboratoriais que sugerem alteração no metabolismo ósseo. Ele poderá avaliar os níveis de cálcio, fósforo sérico, vitamina D, paratormônio e fosfatase alcalina, e também solicitar raio-X e um exame chamado densitometria óssea, que mede a massa óssea do paciente”, diz o Dr. Eduardo.

Osteoporose, doença silenciosa

O reumatologista do CREB pontua que a osteoporose é uma questão muito séria, considerado um problema de saúde pública. No Brasil, aponta ele, de 35% a 52% das mulheres e 19% a 39% dos homens acima de 50 anos são acometidos pela osteoporose, a principal doença osteometabólica. “Costumamos dizer que se trata de uma doença silenciosa, por na maior parte dos casos aparece quando há uma fratura, após um tombo. O que queremos é justamente evitar a fratura. A densitometria óssea é um exame que todas as mulheres pós-menopausa e homens após os 70 anos devem fazer, porque indica com antecedência a escalada da osteoporose. E, assim, podemos agira rápido”, esclarece o Dr. Eduardo.

Segundo ele, os fatores de risco das doenças osteometabólicas são:

- idade avançada;

- raça branca e/ou descendência asiática;

- histórico pessoal de fratura por fragilidade;

- histórico familiar de fratura por fragilidade;

- sexo feminino;

- histórico de tabagismo (inibe a multiplicação dos osteoblastos);

- etilismo;

- uso de glicocorticoide;

- ingestão inadequada de cálcio, fósforo e vitamina D.

As doenças osteometabólicas têm cura?

Não há, ao menos por ora, um tratamento que leve á cura de uma doença osteometabólica. No entanto, o tratamento pode devolver a qualidade de vida perdida e ajudar a evitar a fratura. “O tratamento é individualizado, medicamentoso, o paciente deve optar por uma dieta especial e praticar atividade física regular e orientada”, resume o reumatologista.

“A melhor forma de se prevenir é praticando atividade física regular, se expor ao sol regularmente, se alimentar bem, com maior atenção a alimentos ricos em cálcio, e manter acompanhamento médico”, finaliza o Dr. Eduardo.


Reabilitação Neurológica: O que é? Quando iniciar, quanto tempo dura o tratamento?

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Um programa de reabilitação neurológica é muito mais do que um simples tratamento. Trata-se de um programa totalmente individualizado, focado em ações com o objetivo de recuperar uma importante função do paciente, como a marcha, o movimento de um membro ou mesmo a fala. O próprio nome diz tudo: reabilitar é tornar hábil de novo.

“Não buscamos reduzir ou eliminar os sintomas, apenas, mas recuperar a funcionalidade perdida. Todos os profissionais de um programa de reabilitação neurológica estão envolvidos e focados para devolver ao paciente a autonomia, o bem-estar físico, emocional e social e ajudá-lo a readquirir uma ou mais habilidades perdidas”, resume o neurologista Bruno Mattos Coutinho, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

De acordo com o médico do CREB, inúmeros problemas de saúde podem deixar sequelas no sistema nervoso, podendo ser originados por traumatismo crânio-encefálico, tumores, lesões medulares, convulsões, paralisia cerebral, entre outros ou ser consequência de alterações do sistema circulatório, a partir de um acidente vascular cerebral ou um acidente isquêmico transitório. “Infecções, como uma encefalite ou uma meningite, também podem trazer sequelas ao sistema nervoso central”, acrescenta o Dr. Bruno.

Equipe multidisciplinar e tratamento individualizado

O neurologista do CREB explica que a reabilitação neurológica deve envolver profissionais de diversas áreas, como um neurologista, um ortopedista, fisioterapeutas, psicólogos e nutricionistas, entre outros, e ser absolutamente individualizada. “O primeiro passo é identificar todos os comprometimentos neurológicos do paciente para traçar um plano de intervenção nas mais diferentes áreas, como fisioterapia, terapia da fala, terapia ocupacional, neuropsicologia, preparação física e nutrição. A família do paciente também deve ser envolvida”, afirma o Dr. Bruno.

Os objetivos e metas da reabilitação neurológica serão definidos no plano de intervenção, sem uma data definida para finalização. É o próprio processo que ditará o ritmo da reabilitação. Entre outros objetivos e atividades, estão:

- Autonomia nas atividades de vida diária (comer, vestir, higiene pessoal, escrita, atividades domésticas, entre outros);

- Melhorar a comunicação, a linguagem e a fala;

- Controle de perturbações do comportamento

- Controle de esfíncteres;

- Atividades de melhoria da mobilidade, equilíbrio e controlo muscular;

- Treino de marcha;

- Treino cognitivo;

- Controle da dor;

- Acompanhamento nutricional;

- Aconselhamento e envolvimento familiar;

- Aconselhamento e treino de utilização de ajudas técnicas.

CREB dispõe de serviço de reabilitação neurológica

O CREB dispõe de um abrangente serviço de reabilitação neurológica, com hidroterapia em piscinas aquecidas e cinesioterapia nos seus vários métodos, entre outras medidas de reabilitação física. Além disso, oferece tratamento para a espasticidade e distonias, com aplicação da toxina botulínica Tipo A, que apresenta excelentes resultados clínicos. “Atualmente, o uso de Toxina Botulínica Tipo A é considerado tratamento “padrão ouro” em distonias e de espasticidade. A Toxina Botulínica Tipo A vem sendo usada há 20 anos no tratamento de condições neurológicas, especificamente nas doenças caracterizadas por distonias e espasticidade. O tratamento é feito através de injeções musculares realizadas pelo médico”, explica o Dr. Bruno.

Segundo ele, além de avanços na terapêutica com a Toxina Botulínica Tipo A, também houve grande desenvolvimento de técnicas de reabilitação neurológica, que proporcionam uma vida ativa e produtiva a pacientes que, em outros tempos, seriam permanentemente considerados incapazes. “Pacientes com espasticidade e distonias têm necessariamente que estar num programa de reabilitação física/multiprofissional. Entre os resultados do tratamento está a melhora das atividades funcionais do paciente, como a marcha, a movimentação voluntária e retorno ao trabalho e a diminuição da dor. Outros benefícios são a prevenção de contraturas, a diminuição da frequência e gravidade dos espasmos dolorosos e até o retardo na indicação de procedimentos cirúrgicos, ou mesmo a sua suspensão”, garante, finalizando que o tratamento deve começar de forma imediata e sem prazo determinado para terminar.



Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:

  • BARRA DA TIJUCA:   Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
  • BOTAFOGO:   Rua Voluntários da Pátria, 408
  • COPACABANA:   Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
  • LEBLON:   Av. Ataulfo de Paiva, 355
  • MÉIER:   Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier

Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:

  • SANTO AMARO:   Av. Santo Amaro, 5702
  • INTERLAGOS:   Av. Interlagos, 1989
  • TATUAPÉ:   Rua Apucarana, 1619