Homens também podem ser acometidos pela osteoporose?
Conhecida como uma doença silenciosa, que geralmente aparece apenas quando acontece a fratura, a osteoporose acomete principalmente mulheres na menopausa e na terceira idade. Uma em cada três mulheres acima dos 45 anos desenvolve a doença. A incidência da doença vai de 14% a 29% em mulheres com mais de 50 anos e pode chegar a 73% em mulheres com mais de 80 anos. Mas será que os homens também podem ser acometidos pela osteoporose?
“É um erro acreditar que a osteoporose é uma doença exclusiva em mulheres. Ela acomete tanto homens quanto mulheres. Em geral, as mulheres tendem a sofrer de osteoporose mais cedo que os homens, devido a baixa hormonal na fase da menopausa. Essa baixa provoca uma perda da massa óssea em média dez anos antes dos homens”, explica o Dr. Eduardo Sadigurschi, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O que é osteoporose?
A osteoporose causa o enfraquecimento dos ossos e o perigo maior é que uma simples queda pode provocar uma fratura. As principais causas da doença são a deficiência de cálcio, o envelhecimento, a menopausa e doenças autoimunes, entre outras. Diz-se que é uma doença silenciosa porque na maior parte das vezes só se percebe a osteoporose quando a pessoa cai e fratura um osso.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de dez milhões de brasileiros são acometidos pela osteoporose. Segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF), este número passa de 200 milhões de mulheres portadoras da doença em todo o mundo, com mais de nove milhões de fraturas anuais, o que significa uma fratura a cada três segundos. A Sociedade Brasileira de Reumatologia diz que em 2020 tínhamos um quadro de 140 mil pessoas com fraturas osteoporóticas de quadril ao ano. Tais números apontam o quão séria e perigosa é esta doença.
Prevenindo a osteoporose
Segundo o reumatologista do CREB, tais números poderiam ser bem menores se as pessoas procurassem um médico regularmente e fizessem um exame chamado densitometria óssea, que pode indicar a condição de osteoporose com dez anos de antecedência. Esse exame, disponível no CREB, não invasivo e indolor, deve ser realizado por homens e mulheres já na faixa dos 40 anos e ajuda na prevenção da doença.
O Dr. Eduardo diz que os cuidados na prevenção são os mesmos entre homens e mulheres. “Recomendamos uma dieta balanceada, rica no consumo de cálcio, suplementação de vitamina D, a prática de atividade física regular e a abstenção de fatores nocivos, como o consumo excessivo de álcool, fumo e cafeína. Procurar um médico e fazer a densitometria óssea é fundamental porque podemos nos adiantar em dez anos e realizar um forte de trabalho de prevenção”, finaliza ele.
EXCELÊNCIA MÉDICA RECONHECIDA NO CREB.
Dra. Letícia Junqueira Morelli, referência em osteoporose, citada na publicação Conectividade Óssea.
A Dra. Letícia Junqueira Morelli foi citada na publicação da revista Conectividade Óssea, especializada em ortopedia, como herdeira do legado do Dr. Bernardo Stolnicki, médico Coordenador do Programa de Prevenção a Refraturas, que também fez parte do corpo clínico do CREB por mais de 25 anos, e que faleceu no dia 20 de outubro de 2021.
O Dr. Bernardo Stolnicki iniciou em 2011, com sua equipe, o primeiro programa FLS – Fracture Liaison Services do país, chamado de PrevRefrat. Suas contribuições foram inestimáveis para o crescimento e a difusão dos FLS no Brasil e em outros países da América Latina.
Temos muito orgulho de ter contado com toda a sua dedicação pessoal e profissional, agora reconhecida também no trabalho da Dra. Letícia no tratamento da osteoporose.
Desgaste das articulações do joelho: os benefícios do tratamento com a viscossuplementação
O desgaste das articulações do joelho é uma característica da artrose. O paciente pode sentir dores, crepitação, inchaço, redução do movimento e até mesmo pode ficar impossibilitado de caminhar por conta da degeneração progressiva da articulação.
“A artrose pode ser classificada como grau 1 ao grau 5, sendo que o cinco é o mais grave, naturalmente. O tratamento depende do grau e da idade do paciente. A artrose provoca uma degeneração progressiva das articulações, inclusive no joelho, que é muito comum, e tem como principais causas a idade, o sobrepeso, a sobrecarga mecânica das articulações e traumas”, explica o Dr. Rodrigo Kaz, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Tratando da artrose de joelho com viscossuplementação
O tratamento da artrose no joelho – bem como nas demais articulações – é medicamentoso e fisioterápico e conta com protocolos de reabilitação física que incluem fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia específica, eletroterapia e acupuntura, que é excelente para aliviar as dores do paciente. O ortopedista do CREB pontua que casos mais acentuados podem ser tratados com aplicação de viscossuplementação.
“A viscossuplementação traz alívio para a dor. Temos tido, no CREB, excelentes resultados com a aplicação de viscossuplementação para artroses. Pacientes que não querem optar pela cirurgia e pacientes sem condições clínicas para a operação que utilizaram a viscossuplementação apresentaram alívio de dor e maior qualidade de vida, em um período de até um ano. Assim, é possível adiar e até mesmo evitar a cirurgia”, pondera o Dr. Rodrigo, especialista em medicina do esporte.
O que é viscossuplementação
O ortopedista do CREB explica que viscossuplementação é uma injeção intra-articular de ácido hialurônico. “Trata-se do mesmo componente que existe no líquido sinovial, presente em uma articulação saudável. Com o avanço da idade e o processo da artrose, esse líquido sinovial vai perdendo sua capacidade funcional. O ácido hialurônico tem o mesmo efeito, lubrificando a articulação”, explica o Dr. Rodrigo. Segundo ele, é um tratamento moderno e relativamente novo, pois foi aprovado pelo FDA norte-americano apenas em 1997, ou seja, está completando 25 anos apenas. A viscossuplementação, acrescenta ele, faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology. “É importante pontuar que a viscossuplementação não é um corticoide, um anti-inflamatório que apresenta vários efeitos colaterais. Sua aplicação é feita por médico especialista, na própria clínica, podendo ser repetida após um período de seis meses a um ano. Ela pode evitar uma cirurgia no joelho e é extremamente útil para pacientes que não responderam adequadamente ao tratamento com outras medidas terapêuticas”, discorre o Dr. Rodrigo, lembrando que o CREB dispõe deste tratamento.
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