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Você sabe o que é Neuroma de Morton? Ortopedista do CREB explica

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Você sabe o que é Neuroma de Morton? Ortopedista do CREB explica

Neuroma de Morton é uma inflamação no nervo interdigital, localizado entre os ossos dos dedos, mais especificamente no nervo que passa entre o terceiro e o quarto dedos do pé. “Quando este local inflama, ocorre um espessamento e fibrose do nervo, e com o aumento de suas fibras, o espaço entre os ossos diminui, gerando o desconforto local”, explica a ortopedista Flávia Junqueira, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O principal sintoma, aponta a médica, é a dor local, principalmente ao caminhar e muitas vezes agravada pelo uso de sapatos apertados. “O incômodo pode piorar ainda mais quando a pessoa afetada realiza atividades como subir e descer escadas. Outros sintomas são a dormência, o formigamento, a queimação na região lesionada, ou seja, nos dedos dos pés”, relata a Dra. Flávia.

As causas do Neuroma de Morton

São duas as principais causas da doença. De acordo com a ortopedista do CREB, o uso do sapato de salto alto pode proporcionar uma grande pressão nos dedos dos pés e, consequentemente, no nervo que os envolve. “A outra principal causa são as deformidades nos pés, tais como joanete, pés planos, pés cavos, queda do arco plantar, que podem levar a modificações na forma de pisar e provocar maior pressão no nervo interdigital e, consequentemente, a formação do neuroma”, relata ela.

Diagnóstico do Neuroma de Morton

O diagnóstico do Neuroma de Morton é clínico, ou seja, a história clínica e o exame físico são, normalmente, suficientes para uma correta aferição da patologia. A Dra. Flávia diz que a descrição do tipo de dor, da sua localização e da forma como irradia são elementos importantes. “Os exames complementares de diagnóstico são importantes, para certificação do diagnóstico e para eliminação de diagnósticos diferenciais (outras causas de dor local).

Dentre eles, a ultrassonografia é o exame que permite o diagnóstico, a sua localização e avaliação das suas dimensões. É um exame barato e de fácil acesso”, acrescenta ela, pontuando que um exame chamado Baropodometria, que avalia a forma de pisar e está disponível no CREB, também é muito importante neste caso.


Maioria dos amputados ainda sentem o membro amputado

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Maioria dos amputados ainda sentem o membro amputado

É verdade, e há explicação para isso: em sua maioria, pessoas que sofreram algum tipo de amputação ainda sentem o membro amputado. É o que a medicina chama de dor do membro fantasma. Estudos científicos indicam que de 90% a 98% dos pacientes sofrem do membro fantasma logo após a amputação ou perda do membro, tanto inferiores quanto superiores.

“O membro fantasma é a sensação de que um membro removido ou amputado ainda está presente ali, desempenhando suas funções. A pessoa amputada geralmente ainda sente sensações daquele membro, inclusive dor. Tal situação acontece devido às alterações que ocorrem no córtex do cérebro, após a amputação de um determinado membro. O cérebro ainda recebe sinais a partir das terminações nervosas que originalmente são fornecidas por sinais deixados pelo membro amputado”, explica o fisiatra Antônio D’Almeida Neto, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A clínica conta com um setor de reabilitação para amputados de membro inferior, tanto em fase pós-operatória mediata, visando preparo de coto, quanto na fase de protetização. O Dr. Antônio esclarece que pacientes amputados podem sentir até cócegas, contrações, formigamento, fisgadas, dormência e dor aguda, e também frio e calor. “Podem ser sintomas leves para uns, mas para outros debilitantes e que interferirem nas atividades o dia a dia. Entre os fatores de risco que contribuem para essa síndrome estão dor ou infecção antes da amputação, presença de coágulos de sangue no membro amputado, amputação traumática e o tipo de anestesia utilizada durante a amputação”, afirma o fisiatra do CREB.

O Dr. Antônio ressalta que há tratamento, utilizando-se relaxamento muscular, biofeedback e acupuntura, além de medicamentos. Cada caso é analisado individualmente. O CREB conta com um ginásio específico, com o que de melhor existe em termos de avaliação e equipamentos, bem como orientação na escolha da melhor e mais adequada prótese para cada caso.


O que é joanete? Ortopedista do CREB explica

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Popularmente conhecido como joanete, a doença é uma deformidade do primeiro dedo do pé, o hálux.

Quando acometido, o hálux sofre um desvio em valgo, ou seja, se desvia em direção ao segundo dedo do pé, formando uma saliência óssea na base do primeiro dedo. “Forma-se um joanete quando seu dedão do pé aponta para o segundo dedo do pé, forçando a articulação do dedão a ficar maior e projetada para fora”, explica o ortopedista Romeu Travezani, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Ele explica que entre os principais fatores de risco para o surgimento do joanete está o uso regular de sapatos de salto alto, apertados e de pontas estreitas. Outro fator de risco é a presença de doenças reumatológicas, tais como a artrite, que pode resultar em deformidades articulares, inclusive nas articulações dos pés.

  • A presença de má formação congênita das articulações dos pés também pode ser um fator de risco para formação do joanete e a hereditariedade. Ou seja, pessoas de uma mesma família que apresentam joanetes também é um fator de surgimento de novos casos – acrescenta o médico do CREB.

Nem sempre o joanete apresenta quadro de dor. Muitas vezes, destaca o Dr. Romeu, resulta apenas na deformidade, o que pode dificultar o uso de calçados apertados e de pontas finas. Mas o médico alerta:

  • Dependendo do grau da deformidade, a forma de pisar pode estar prejudicada, sobrecarregando outras articulações, tais como o tornozelo, resultando na inflamação dessas articulações. Em alguns casos, no entanto, a articulação do primeiro dedo pode inflamar, levando a dor no local do joanete, dificultando a caminhada – observa o ortopedista do CREB, pontuando que o diagnóstico da doença é feito a partir de uma avaliação ortopédica, com exame físico, e possibilidade de uso de raio-x e de um exame chamado baropodometria, que permite a avaliação da pisada e a avaliação da interferência do joanete na forma de pisar.


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