Viscossuplementação alivia as dores da artrose e pode até evitar cirurgias
A degeneração progressiva das articulações, mais conhecida como artrose, pode causar dores, crepitação, inchaço, redução de movimentos e, em casos mais graves, até mesmo a impossibilidade de andar. A artrose tem como principais causas a idade (chegando a acometer mais de 95 % das pessoas a partir dos 80 anos), a sobrecarga mecânica das articulações como em casos de excesso de peso e após traumas ou cirurgias. O paciente com artrose será examinado por um médico especialista, que avaliará o seu quadro através de exame clínico e de imagens.
É muito importante que tenhamos uma avaliação completa do paciente, para que possamos iniciar um tratamento personalizado. Nossos protocolos incluem fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia específica, eletroterapia, RPG, acupuntura e medicamentos. A artrose é classificada do grau 1 – mais leve – até o grau 5 – casos mais graves. O tratamento proposto vai depender principalmente do grau da artrose e da idade do paciente.
Além dos protocolos de reabilitação física, o CREB – Centro de Reumatologia Botafogo – oferece um novo tratamento, que alcança ótimos resultados para casos leves e moderados da doença, podendo também ser aplicado nos casos mais graves. Trata-se da viscossuplementação, que consiste em injeções intra-articulares de ácido hialurônico, o mesmo componente que já existe no líquido sinovial de uma articulação saudável.
O líquido sinovial perde sua capacidade funcional com a idade e com o processo de artrose, e o uso dessas injeções de ácido hialurônico exógeno vem sendo utilizado com sucesso. Este método faz parte do algoritmo de tratamento da osteoartrose do joelho da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) e American College of Rheumatology. A viscossuplementação é feita na própria clínica, de três a cinco aplicações, e pode se repetir após um período de seis meses a um ano.
Esse tratamento é basicamente novo. Foi aprovado pelo FDA (órgão regulamentador de medicamentos) nos Estados Unidos somente em 1997. Ele traz alívio para a dor e melhora da função. Não é um corticóide, antiinflamatório que tem vários efeitos colaterais. Temos tido excelentes resultados com a viscossuplementação para artroses até o grau 3. Mas também temos resultados satisfatórios em alguns casos de artroses nos graus 4 e 5. Pacientes jovens, que não queriam optar pela cirurgia, e pacientes sem condições clínicas para a operação que utilizaram a viscossuplementação tiveram alívio de dor e maior qualidade de vida, em um período de até um ano. Assim, é possível adiar e até mesmo evitar a cirurgia.
Já contabilizamos em torno de 200 casos onde a viscossuplementação foi adotada, no CREB. Todos os dados destes atendimentos são documentados pela sua equipe, para que as avaliações da melhora sejam feitas de forma científica. Na maioria dos casos, o tratamento trouxe resultados muito satisfatórios, nos mais diversos graus de artrose.
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CREB é pioneiro na aplicação de Miofibrólise Percutânea
Desenvolvida no Brasil desde 2005, a Miofibrólise Percutânea é um método de tratamento não invasivo, que intervém sobre as fibroses e contraturas funcionais do tecido muscular, com o objetivo de livrar o movimento de grande parte das dores, sejam traumáticas ou inflamatórias. Esta técnica é uma evolução moderna da Fibrólise clássica de Ekman, também conhecida como “Crochetage Mioaponeurótica”, que surgiu na Europa, em especial na Itália nos anos 90.
O CREB- Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – é pioneiro na aplicação do método, que é realizado por nossa equipe especializada e devidamente treinada, sob supervisão de médicos fisiatras e reumatologistas. A técnica conta com um aparato instrumental constituído por três empunhaduras de suporte e oito instrumentos efetivos, cada um com seu papel na evolução prática, respondendo a cada acesso anatômico e respeitando os fatores ergonômicos.
Segundo o fisiatra e reumatologista do CREB, Haim Maleh, as indicações para a realização do método são variadas e alguns exemplos mais frequentes são as aderências cicatriciais pós-cirúrgicas, neuralgias por irritação mecânica e dores provocadas por fenômeno inflamatório ou traumático do aparelho locomotor, entre outros. “Através deste método é possível aumentar o aporte sanguíneo, romper aderências, aumentar a amplitude de movimento e reduzir à dor”, explica ele.
Run, baby, run
Durante o Especial Fitness, o Modices falou de calçados proprícios para a prática esportiva, complementos para ginástica, roupas para malhar e atividades alternativas à academia. Mas para quem prefere esportes tradicionais, a corrida é uma ótima opção. Considerada um exercício completo, ela melhora a circulação, a respiração, tonifica os músculos, evita a perda óssea e fortalece o coração. E os benefícios não param por aí. Após o exercício, o cérebro libera substâncias que dão sensação de prazer e aliviam até sintomas da TPM.
Marcius Duarte, professor de educação física e diretor técnico do grupo Runners Club faz algumas ressalvas à fama do esporte: “Se falarmos somente em termos de sistema cardiorespiratório, a corrida é um exercício completo. Ela é o que mais emagrece, por isso que está tão na moda. Entretanto, deixa a desejar no quesito aparelho muscular, pois não trabalha os membros superiores. Por isso, é preciso complementar com ginástica ou musculação.“, afirma.
Segundo a dermatologista Carla Vidal, esta atividade física ajuda a minimizar a celulite e evitar varizes, por aumentar a circulação sanguínea. Entretanto, ela pode causar envelhecimento precoce, pois o aumento da frequência respiratória gera maior oxidação das células. Em contrapartida, a circulação sanguínea se ativa e as células recebem mais nutrientes, então existem prós e contras.
Mas antes de começar a correr é preciso tomar alguns cuidados essenciais. Consulte seu médico para um check-up clínico, com direito a teste de esforço e de tipo de pisada, e não esqueça de se aquecer. Basta iniciar a corrida devagar e ir aumentando o ritmo conforme o corpo permitir.Rodrigo Kaz, ortopedista do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (CREB) e membro titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte (SBME), explica as precauções que devem ser tomadas: “A repetição dos movimentos das articulações do tornozelo, joelho, quadril e coluna vertebral podem levar à sobrecarga de tecidos como ossos, músculos, tendões e ligamentos. Os indivíduos que querem correr dever ter um acompanhamento, que deve ser multiprofissional.“.
Já durante a prática, as roupas devem ser aliadas dos atletas. Os bonés devem ser feitos de tecido com filtro solar e ter aba longa. Tops são melhores quando têm forro de suplex, que evapora o suor mais rápido, e decote cavado nas costas, pois dá mais liberdade para o movimento dos braços. A mesma lógica vale para os shorts. Modelos em elastano comprimem a perna, dimuindo a vibração dos músculos e possibilidades de fadiga. Para finalizar, meias devem absorver o suor e oferecer proteção extra aos pontos de atrito, enquanto tênis devem combinar com o tipo de pisada e ter um bom sistema amortecedor. “O uso da técnica correta da corrida, calçados e roupas adequadas, protetor solar e um treinamento pré-definido são fundamentais para que não ocorram as lesões. Os principais males causados pela corrida são as assaduras, frieiras e calos nos pés, dores na coluna e inflamação nos joelhos e tornozelos (como tendinite do tendão patelar e Aquiles). Mas estes problemas podem ser prevenidos com os cuidados necessários“, lembra Dr. Rodrigo.
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