Dores de inverno: previna-se
As estatísticas apontam que as clínicas de reumatologia e ortopedia têm uma demanda até 20% maior de pacientes que reclamam de dores no inverno. São dores no pescoço, na perna, no joelho, na coluna… e o motivo é o frio. “No inverno, com o frio intenso, as pessoas ficam mais retraídas e contraídas. Isso acaba gerando uma tensão muscular que pode significar dor”, explica o reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, Dr Eduardo Sadigurschi.
Para evitar maiores problemas, o médico do CREB orienta as pessoas a se alongarem mais durante o inverno. Segundo ele, o alongamento ativa a circulação e diminui o frio. “Também podemos fazer movimentos fáceis durante o nosso dia a dia, como por exemplo aquecer as mãos. Basta vira a palma da mão para cima e massageá-la lenta e firmemente com o polegar da outra mão”, ensina ele.
Outra dica é com o sono. Além de devidamente aquecido com cobertores, a pessoa deve se preocupar com a posição ao dormir. “No frio a tendência é permanecer um maior tempo na mesma posição. O ideal é dormir de lado, com um travesseiro entre as pernas, outro entre os braços e com a coluna reta. O travesseiro deve se encaixar na altura do ombro. Dormir com conforto e adequadamente é fundamental para a saúde da nossa coluna”, avisa ele.
O Dr. Eduardo lembra que muitas vezes as pessoas não dão a devida atenção a pequenas dores do dia a dia e acabam por adquirir um problema maior, que irá demandar mais tempo e esforço para o tratamento. “As dores de fato aumentam no inverno e sempre indicam que alguma coisa não está correta. Não se pode deixar isso de lado. Se a pessoa está sentindo dores regulares, deve procurar um especialista para avaliar seu quadro e tomar as medidas necessárias. Assim, evita-se um problema mais sério e mantemos a nossa qualidade de vida”, finaliza ele.
Bolsas com excesso de peso podem causar problemas nos ombros das mulheres
É cada vez maior o número de mulheres que procuram o consultório do médico reclamando de dores constantes nos ombros. As causas podem ser inúmeras, mas muitas vezes o motivo é óbvio e está ali, para quem quiser enxergar: bolsas enormes, com excesso de peso, podem se tornar as grandes vilãs para problemas nos ombros e, também, na coluna das mulheres.
O problema se agrava quando a mulher insiste em carregar a bolsa em apenas um lado do corpo, sobrecarregando um determinado ombro. “Esse hábito, nada saudável, gera dor no ombro e também na região cervical e lombar. Os ossos vão ficando assimétricos e um dos lados tende a ficar mais torto que o outro”, explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O médico do CREB aconselha que as mulheres prefiram bolsas tipo mochila, que podem ser carregadas nas costas, dividindo o peso e aliviando os ombros. “O problema não é só o tamanho da bolsa, mas principalmente a quantidade de peso que ela traz. O ideal é que o peso total não ultrapasse 10 % do peso corporal. Uma mulher de 50 quilos, por exemplo, poderia carregar uma mochila com até 5 quilos. Convenhamos que é o suficiente”, diz o Dr. Haim.
Carregar excesso de peso no ombro, aliado a movimentos repetitivos e a falta de exercícios de compensação pode, por exemplo, ocasionar uma tendinite. Se a dor nos ombros não for tratada adequadamente, pode se tornar crônica e desencadear uma série de problemas mais sérios. “As mulheres devem se preocupar com esta questão, pois sua qualidade de vida pode estar comprometida. ”, ensina o médico do CREB. Ele dá as seguintes dicas para aliviar o problema:
• Evite bolsas grandes, que “pedem” mais e mais objetos;
• evite carregar a bolsa em apenas um só ombro, sobrecarregando um lado do corpo;
• prefira bolsas tipo mochila, que distribuem igualmente o peso entre ambos os ombros;
• não carregue a bolsa pelo antebraço;
• prefira objetos com embalagens pequenas, como produtos de higiene e maquiagem
• Se as dores são constantes, procurem um médico para evitar maiores problemas e eliminar a dor.
Trânsito congestionado faz mal à saúde dos ossos
Um longo congestionamento do trânsito provoca ansiedade e irritação aos motoristas, mas quem pensa que o problema termina aí está enganado. Além do mau-humor, a situação, que se repete diariamente, faz mal à saúde dos ossos e músculos de quem dirige. “Permanecer sentado no carro por 50 ou 60 minutos, durante um longo congestionamento, sobrecarrega a musculatura e a estrutura óssea da região lombar das costas, o que pode provocar as conhecidas lombalgias, cada vez mais frequentes. Tem gente que nem se estressa no trânsito, aproveita para ouvir música, falar ao celular, mas os danos são inevitáveis”, garante o reumatologista e fisiatra Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
O conforto aparente, de estar sentado em um banco macio, com ar-condicionado e música ambiente, esconde problemas que podem se tornar sérios. “Os congestionamentos são diários e cada vez mais intensos. Aqueles que moram longe do local de trabalho e cruzam a cidade de carro todos os dias, enfrentando as agruras do trânsito, certamente prejudicam a saúde de sua musculatura e estrutura óssea. Os movimento repetitivos da troca de marcha, por exemplo, podem causar tendinite nos punhos ou bursite na região dos ombros. Já o ato de frear e pisar na embreagem repetidamente pode causar dores nas articulações dos tornozelos e nas pernas também”, explica o médico do CREB.
Em busca de uma melhor qualidade de vida, o Dr. Eduardo sugere que o motorista faça ao longo do trajeto movimentos lentos e graduais com o pescoço, para a esquerda e para a direita, o que colabora para uma melhor lubrificação da articulação na região cervical. Ele também aconselha que se evite movimentos bruscos com as pernas.
– Encarar um trânsito com longos congestionamentos tem consequências semelhantes a uma longa viagem de avião, com fadiga muscular e desgaste nas articulações. O ideal seria o motorista dar uma pequena parada, em um posto de gasolina, por exemplo, sair do carro e esticar as pernas por alguns poucos minutos. Aqueles que sofrem diariamente com os congestionamentos devem procurar um médico para uma avaliação. Como nem sempre é possível evitar os engarrafamentos, é preciso se cuidar em busca de uma melhor qualidade de vida – define o médico.
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