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Hidroterapia é uma excelente opção para reabilitação física

A hidroterapia é recomendada para a reabilitação física, sendo utilizada em inúmeros tratamentos, como artrose, fibromialgia, tendinites, problemas lombares e muitos outros. O principal objetivo desta atividade, realizada sempre em piscinas especiais, adequadamente construídas para esse fim, é buscar uma melhora da qualidade de vida do paciente, buscando diminuir a dor e a rigidez do corpo.

Segundo o fisiatra Antônio D’almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo-, a hidroterapia deve ser realizada sob prescrição médica. “É um atividade excelente. Como no CREB, é feita dentro de água aquecida entre 32 a 34 graus centigrados, facilita e ajuda a ampliar o movimento. E o paciente realiza sua série de exercícios em seu tempo, dentro das suas possibilidades. É uma atividade que é executada de forma totalmente personalizada. É ótimo para a terceira idade e pode ser indicada até para crianças, sempre com o viés da reabilitação e condicionamento físico”, explica o médico.

Segundo ele, para crianças é comum se trabalhar a coordenação motora e o equilíbrio. Para os adultos, o fortalecimento e o alongamento muscular é fundamental e tal objetivo é alcançado mais rapidamente porque na água não há pressão, então as pessoas com fraturas, por exemplo, conseguem fazer os movimentos e se fortalecer.

– Cada caso é analisado individualmente e cada pessoa terá uma resposta. Mas nossa experiência demonstra que após 20 sessões já temos uma melhora no tratamento, dependendo, claro, do nível do problema. A hidroterapia pode ser associada, por exemplo, a acupuntura, para controlar a dor. O importante é consultar um especialista pois essa atividade não é voltada para o condicionamento física, mas sim exclusivamente para a reabilitação – finaliza ele.


Uso de bengala é benéfico para pacientes de terceira idade com artrose

Utilizada universalmente desde a antiguidade, a bengala tem uma importância maior do que se imaginava. Ou seja, não é apenas um instrumento de apoio, principalmente para pessoas da terceira idade. A revista Annals of the Rheumatic Diseases, uma das mais importantes da área de reumatologia, publicou um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 64 pacientes, comprovando que o uso de bengala por pacientes com artrose de joelho ajuda a diminuir a dor e o consumo de antiinflamatórios, além de melhorar a capacidade de locomoção.

“A artrose é uma doença causada pela degeneração das cartilagens que revestem as articulações. Pode provocar muita dor e até a incapacidade do movimento. Pacientes podem até perder a autonomia. Os casos mais leves são tratados com medicamentos e prática controlada de exercício físico, podendo utilizar protocolos que incluem hidroterapia e acupuntura. Fortalecer a musculatura é fundamental e a hidroterapia é ótima para isso, assim como o pilates. Na terceria idade, o uso da bengala é fundamental e esta pesquisa comprova o que percebemos no dia a dia do nosso consultório: a bengala oferece apoio, ajuda na locomoção, permite que o paciente ande e, assim, faça exercício e acaba por diminuir a dor”, avalia o fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo -, Eduardo Sadigurschi.

– Sugerimos o uso da bengala, que traz firmeza e diminui a sobrecarga na articulação. Parte do esforço vai para o membro superior. O paciente deve usar a bengala sempre do lado oposto ao do joelho afetado – finaliza o médico.


Fratura do fêmur, devido a osteoporose, é um grave problema de saúde pública

Exatamente metade das internações de idosos por traumas, em pronto-socorros, ocorrem devido a fratura de quadril. E cerca de 80% destes casos ocorrem com idosos que são capazes de andar sozinhos, sem auxílio de pessoas ou andadores, e que vivem em comunidade. Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu fraturas do fêmur proximal como um importante problema de saúde pública, tanto em países desenvolvidos, como em desenvolvimento, como o Brasil. Estimativas dão conta de que há, por aqui, 100 mil casos de fraturas de quadril ao ano.

“A osteoporose, a perde de massa óssea, é o principal motivo para essas quedas sucessivas. É um caso de saúde pública muito sério, devido ao aumento da expectativa de vida em nosso país. A osteoporose pode ser fatal para um idoso. E as estatísticas apontam que 50% das mulheres com mais de 75 anos venham a ter alguma fratura osteoporótica. Em homens, esse índice, entretanto, cai para 25%”, explica o Dr. Eduardo Sadigurchi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, os ossos acumulam massa óssea até a faixa dos 30 anos. Após essa idade, perde 0,3 % de massa óssea ao ano. É um processo natural, mas que pode ser combatido com uma alimentação rica em cálcio, prática regular de exercício físico e banhos de sol regulares, nos horários que são saudáveis para nós, das 7h às 10h e após as 16h”, diz o Dr. Eduardo.

– A osteoporose pode ser diagnosticada, com precisão e precocemente, através de um exame de fácil realização, indolor e de alta precisão chamado densitrometria óssea. Enquanto com o raio-x podemos detectar somente a osteoporose quando já há perda de 30% da massa óssea, com esse exame podemos detectá-la quando há perda de menos de 1%. E detectada precocemente, podemos tratá-la com êxito, com medicamentos, hidroterapia e outros, além, claro, com uma alimentação rica em cálcio.

Os números não deixam dúvida sobre a gravidade da questão. As quedas são responsáveis por nada menos do que 24% das mortes em idosos, enquanto correspondem a 6% no restante da população. “A perda óssea é um processo natural, que pode, no entanto, ser combatida com uma melhor qualidade de vida, incluindo exercícios físicos regulares, banho de sol, alimentação saudável e ida regular ao médico. É preciso ter consciência da gravidade desta doença e os números estão aí para provar isso”, garante o médico.