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Quer saber se tem osteoporose? Faça o teste abaixo

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“A osteoporose é uma doença silenciosa. Na maioria dos casos, somente quando ocorre uma fratura a pessoa vai ao médico e descobre ser portadora da doença. Esses números gigantescos de refraturas poderiam ser menores se as pessoas procurassem o médico...

“A osteoporose é uma doença silenciosa. Na maioria dos casos, somente quando ocorre uma fratura a pessoa vai ao médico e descobre ser portadora da doença. Esses números gigantescos de refraturas poderiam ser menores se as pessoas procurassem o médico regularmente e fizessem os exames necessários. A densitometria óssea, por exemplo, é um exame que indica a condição da osteoporose com dez anos de antecedência”, explica o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do Prevrefrat, programa de prevenção da refratura da clínica.

Cada resposta positiva é um risco para a doença

Segundo ele, é fundamental que as pessoas conversem com seu médico sobre sua saúde óssea, homens e principalmente mulheres acima de 45 anos. O Dr. Bernardo propõe um teste, que leva apenas 2 minutos, para saber se a pessoa tem risco de ter a doença ou não. São 17 perguntas fáceis de responder. “Cada resposta positiva é um risco para a doença. Não significa que a pessoa seja acometida pela osteoporose, mas vale à penas procurar um especialista para conversar sobre o assunto”, explica ele.

A seguir, o teste proposto pelo médico do CREB:

1. Você tem 60 anos ou mais?
2. Já fraturou algum osso após uma simples queda depois de adulto?
3. Seus pais já foram diagnosticados com osteoporose, ou sofreram alguma fratura, especialmente de fêmur, após uma queda?
4. Seu pai ou a sua mãe têm ou tiveram cifose dorsal, mais conhecida como “corcunda”?
5. Você cai frequentemente (mais de uma vez no último ano) ou tem receio de cair devido à fraqueza?
6. Você perdeu mais de três centímetros de altura após os 50 anos de idade?
7. Está abaixo do peso?
8. Já fez uso de medicamentos a base de cortisona por mais de três meses consecutivos?
9. Já foi diagnosticado com artrite reumatoide?
10. Já foi diagnosticado com hipertireoidismo ou hiperparatireoidismo?
11. Entrou na menopausa antes dos 45 anos de idade?
12. Já sofreu de impotência ou perda da libido?
13. Você consome álcool mais de duas unidades por dia?
14. Você fuma ou já foi fumante?
15. Sua cota diária de exercícios é inferior a 30 minutos?
16. Você evita, não gosta ou é alérgico a leite e seus derivados?
17. Você fica menos de 10 minutos por dia ao ar livre, com parte de seu corpo exposto à luz solar?


Osteoporose: Densitometria Óssea detecta possibilidade de fratura em horizonte de dez anos

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A osteoporose é conhecida como uma doença silenciosa, pois na maior parte das vezes só é descoberta quando há uma fratura.

Os números são eloquentes: em torno de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima dos 50 anos de idade tem osteoporose no Brasil. Esta doença é a maior causa de fraturas por baixo impacto, principalmente em mulheres na pós-menopausa e em idosos, e pode trazer complicações bem mais sérias, como dores crônicas, dificuldade para locomoção e a piora da qualidade de vida.

É um erro acreditar que trata-se de uma doença exclusiva da terceira idade e das mulheres

“A osteoporose tem como consequência o enfraquecimento dos ossos, tornando-os vulneráveis a pequenos traumas. Trata-se de uma doença assintomática, ou seja, sem sintomas, lenta e progressiva. Dizemos que é uma doença silenciosa porque muitas vezes só é diagnosticada quando ocorre uma fratura, especialmente nos ossos do punho, colo do úmero e no quadril”, explica a reumatologista Isis Dutra Marques, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ela, é um erro acreditar que trata-se de uma doença exclusiva da terceira idade e especificamente das mulheres. A doença atinge ambos os sexos e embora aparece predominantemente na terceira idade, não é exclusiva dessa faixa etária. A Dra. Isis, especialista em Densitometria Clínica pela ISCD (EUA), recomenda que as pessoas de meia idade façam um exame chamado densitometria óssea. “Este exame é muito importante porque consegue detectar a possibilidade de fratura de quadril nas pessoas em um horizonte de dez anos. Com os resultados deste exame, é possível fazer um intenso trabalho de prevenção”, explica ela, pontuando que é fundamental manter uma dieta rica em alimentos com cálcio, é preciso fazer exercício físico regularmente, assim como exposição o sol para ativação da Vitamina D.

A reumatologista acrescenta que o CREB mantem um programa de prevenção de refraturas – o Prevrefrat CREB – que tem ajudado muito no tratamento de pessoas com osteoporose. “É importante acrescentar, ainda, que temos protocolos de reabilitação que incluem cuidados com a marcha e o equilíbrio, inclusive para a incontinência urinária também, pois é muito comum o paciente levantar da cama durante a noite para urinar e, por falta de controle, pode cair e se acidentar. Temos toda a preocupação com sua marcha e seu equilíbrio”, finaliza ela.


Tratamento da osteoporose é efetivo, garante pesquisa inglesa

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A conceituada revista inglesa The Lancet publicou uma pesquisa, realizada na Inglaterra, sobre um amplo trabalho sistemático de rastreamento no risco de fraturas, com mulheres idosas. Essa pesquisa concluiu a efetividade do tratamento no caso de risc...

A conceituada revista inglesa The Lancet publicou uma pesquisa, realizada na Inglaterra, sobre um amplo trabalho sistemático de rastreamento no risco de fraturas, com mulheres idosas. Essa pesquisa concluiu a efetividade do tratamento no caso de risco de fraturas no quadril. De acordo com a The Lancet, nada menos do que 12.483 mulheres foram identificadas e convidadas a participar da pesquisa e desse total, 6.233 foram escolhidas aleatoriamente a participar e fazer o diagnóstico de osteoporose. O tratamento pra a doença foi indicado para 898 mulheres (14%) destas 6.233 voluntárias.

No Brasil temos mais de 10 milhões de pessoas acometidas por esta doença

Os pesquisadores ingleses acompanharam o grupo por um ano inteiro, e apurou-se que que o uso do medicamento para osteoporose foi maior neste grupo do que no grupo de controle, ou seja, 15% comparado a 4% do grupo de controle. Segundo a The Lancet, “a absorção também foi muito maior neste grupo (78% em 6 meses). Em contra partida, Este rastreio não diminuiu a incidência de fraturas relacionadas a osteoporose e nem de fraturas em geral. O único tipo de fratura que teve redução foi as fraturas de quadril. Além disso, não há evidências de que este tratamento gere diferença na mortalidade, níveis de ansiedade ou mesmo na qualidade de vida do paciente”.

– A pesquisa mostra que há uma maior efetividade em fazer screening populacional e tratar a osteoporose. No Brasil temos mais de 10 milhões de pessoas acometidas por esta doença. A osteoporose é uma doença silenciosa, pois muitas vezes é diagnosticada apenas quando acontece uma fratura. É preciso começar a prevenir desde cedo e tratar o quanto antes, evitando fraturas. Esse é o trabalho que fazemos no Prevrefrat CREB – Programa de Prevenção a Refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – afirma o coordenador deste programa, o ortopedista Bernardo Stolnicki.



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