Osteoporose: Prevrefrat CREB acompanha pacientes para evitar a refratura
Nada menos do que dez milhões de brasileiros são acometidos pela osteoporose, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, esse número salta para mais de 200 milhões de mulheres portadoras da doença, o que causa nove milhões de frat...
Nada menos do que dez milhões de brasileiros são acometidos pela osteoporose, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, esse número salta para mais de 200 milhões de mulheres portadoras da doença, o que causa nove milhões de fraturas anualmente nos cinco continentes, ou seja, uma fratura a cada três segundos, segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF). A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), por sua vez, projeta para 2020 um quadro de 140 mil pessoas com fraturas osteoporóticas de quadril ao ano. Hoje, são 121.700 fraturas anuais.
Os números impressionam e demonstram a importância do tema. No dia 14 de novembro, o programa Bem-Estar, da Rede Globo, dedicou seus blocos ao assunto. Falou-se sobre os exames que calculam o risco de fraturas e osteoporose, falou-se sobre a osteopenia, doença que vem antes da osteoporose propriamente dita e, ainda, apresentou os cuidados que deve se ter em uma casa onde moram idosos, para que eles não fiquem expostos ao perigo de quedas e, consequentemente, fraturas.
Diagnóstico Frax
– Há um diagnóstico chamado Frax, criado pela Organização Mundial de Saúde, que calcula o risco de fratura nos próximos dez anos. O paciente responde a um questionário, com idade, sexo, peso, histórico de fraturas na família, hábitos de vida, entre outros itens, e diante das respostas temos um gráfico de risco. A partir daí, é indicada a realização de um exame chamado densitometria, rápido, indolor, não invasivo, que aponta até dez anos antes a osteoporose. Com esse diagnóstico rápido, podemos iniciar o tratamento e prevenir quedas e fraturas – explica o ortopedista Bernardo Stolnicki, coordenador do Prevrefrat, programa de prevenção da refratura do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Tudo o que foi falado no programa do Bem-Estar é apresentado no Prevrefrat, um programa com chancela da ANS (Agência Nacional de Saúde), que acompanha o paciente com osteoporose, oferecendo amplo apoio ao tratamento. “O Prevrefrat CREB consiste em diagnosticar adequadamente a causa da fratura por fragilidade, estabelecendo diretrizes e parâmetros de tratamento, acompanhamento e monitoração dos resultados, num ambiente multidisciplinar. A osteoporose é uma doença que atinge homens e mulheres, geralmente depois dos 50 anos de idade, e que se caracteriza pelo aumento da fragilidade óssea e consequente maior propensão a fraturas. Estatísticas revelam que em todo o mundo, uma fratura osteoporótica ocorre a cada três segundos e que uma em cada três mulheres com mais de 50 anos terão fraturas osteoporóticas, assim como um em cada cinco homens durante suas vidas. Uma fratura que ocorre por um pequeno trauma é o indicador mais forte de risco de futura fratura. Se isso ocorreu, é porque o osso está frágil. Um paciente com fratura por baixo trauma têm quase quatro vezes maior risco para fraturas futuras. Pacientes com uma fratura vertebral terá novas fraturas vertebrais em até três anos. De todas as fraturas, a mais devastadora é a do quadril, por apresentar taxa de mortalidade elevada nos primeiros 12 meses após a fratura. O custo social e econômico das fraturas é bastante elevado”, explica o Dr. Bernardo.
Os pacientes de osteoporose acompanhados pelo Prevrefrat recebem todo tipo de informação sobre alimentação, dicas de prevenção de acidentes, orientação sobre exercício físico regular e apoio ao tratamento propriamente dito. O CREB oferece, por exemplo, duas piscinas especialmente construídas para a prática de hidroterapia, muito adequada à terceira idade e pacientes com osteoporose. Oferece, também, um moderno e completo estúdio de pilates terapêutico. O Prevrefrat CREB tem como objetivo reduzir a refratura, tratando quem já teve uma fatura prévia. Adotamos protocolos consagrados de diagnóstico e tratamento de pacientes com fraturas por fragilidade óssea. A aplicação destes protocolos por nossos especialistas no CREB, nossa planta física e a eficiência nos serviços auxiliares indispensáveis ao programa conferem excelentes resultados na diminuição da incidência de fraturas subsequentes”, garante ele.
Atividade física e boa alimentação ajudam na qualidade de vida da terceira idade
Doenças como osteoporose, artrite, artrose, questões neurológicas e ortopédicas, agravadas pelo sobrepeso e sedentarismo, trazem problemas no dia a dia para os idosos, que já sofrem com a perda natural da elasticidade e do tônus muscular do corpo. At...
Doenças como osteoporose, artrite, artrose, questões neurológicas e ortopédicas, agravadas pelo sobrepeso e sedentarismo, trazem problemas no dia a dia para os idosos, que já sofrem com a perda natural da elasticidade e do tônus muscular do corpo. Atividades cotidianas que seriam simples, como segurar uma panela de feijão pelo cabo, muitas vezes tornam-se um grande sacrifício, alterando, e muito, a qualidade de vida destas pessoas.
“A terceira idade traz maturidade, experiência, vivências, mas também afeta muito o nosso corpo e nossa saúde. É um processo natural. Anos e anos de má postura, por exemplo, trazem efeitos acumulativos que vão prejudicar muito o funcionamento musculoesquelético do idoso. As doenças degenerativas também impactam, e muito, sobre a postura, porque desencadeam mecanismos de compensação. Quando uma pessoa sente dor e desconforto a partir de um movimento, ele altera o alinhamento postural para compensar aquela sensação ruim, Isso é um movimento natural do nosso corpo, como uma defesa. Isso acaba comprometendo as demais articulações”, explica Eduardo Sadigurschi, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Sedentarismo
O Dr. Eduardo diz que sempre é possível recuperar boa parte da qualidade de vida perdida. Consultar um médico regularmente é muito importante, diz ele, para que haja um acompanhamento constante. “Antes de mais nada, a pessoa da terceira idade precisa deixar o sedentarismo de lado. É preciso praticar atividade física regular, obviamente que adequada à pessoa. O médico irá orientá-la. Uma excelente opção é o pilates terapêutico, que traz inúmeros benefícios, é prazeroso e o praticante faz dentro de suas possibilidades. Outra possibilidade é a hidroginástica, ou a hidroterapia. A atividade física moderada constante, ao longo da vida, ajuda a adiar essa degeneração, natural na terceira idade. Fortalece os músculos, realinha a postura, promove o alongamento e traz consciência corporal. Ao lado da prática de exercícios físicos regular, é preciso, também, cuidar da alimentação. É preciso se alimentar de forma saudável. Essas são duas condições básicas para se ter uma melhor qualidade de vida na terceira idade”, explica o médico do CREB
Por meio dos raios de sol que nosso organismo obtém vitamina D
O Sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo.
Afinal, é por meio dos raios do tipo ultravioleta B que nosso organismo obtém a vitamina D e, com ela, melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos. “A vitamina D produzida na pele é a principal fonte dessa vitamina para o corpo, pois os alimentos ricos em vitamina D, como peixes e fígado, não fornecem a quantidade necessária diariamente desse nutriente”, explica o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia, e coordenador do CREB Prevrefrat (Programa de Prevenção da Refratura do CREB).
Idosos precisam tomar banho de sol diariamente
Segundo ele, para produzir vitamina D de forma segura, é preciso tomar banho de sol por pelo menos 15 minutos por dia, sem usar protetor solar. No caso de pessoas de pele morena ou negra, esse tempo deve ser de 45 minutos a 1 hora por dia, pois quanto mais escura a pele, mais difícil é a produção de vitamina D. “O banho de sol deve ser feito ao ar livre, com o máximo de pele exposta e sem barreiras como vidros de carros ou protetor solar, para que os raios UVB atinjam diretamente a maior quantidade de pele possível. Bebês e idosos também precisam tomar banho de sol diariamente para prevenir deficiências em vitamina D. Deve-se ter especial atenção com os idosos, pois eles precisam de pelo menos 20 minutos ao sol para produzir quantidades adequadas dessa vitamina”, explica o médico do CREB.
Melhor horário para tomar Sol
O melhor horário para tomar sol, indica o Dr. Bernardo, é quando a sombra do corpo é menor que a própria altura, pois a posição do sol também influencia na produção da vitamina D. Ou seja, normalmente depois das 10h da manhã e antes das 16:30h, mas deve-se evitar a exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia, entre 12h e 15h. “Idosos e pessoas que não podem tomar sol com frequência são indicados a usar suplementos de vitamina D. Ou seja, nesta temporada quanto mais banhos de sol tomar, menos medicamentos serão necessários. Deve-se aproveitar o banho de sol para uma saudável caminhada”, complementa.
O médico pontua que as principais consequências da deficiência de vitamina D são o enfraquecimento ósseo; a osteoporose em adultos e idosos; a osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças; dor e fraqueza muscular; e diminuição de cálcio e fósforo no sangue. De acordo com ele, o diagnóstico de deficiência em vitamina D é feito por meio de um exame de sangue chamado 25(OH)D, onde os valores normais são maiores que 30 ng/ml.
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