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Ortopedista do CREB revela os mitos e das verdades da relação entre o sutiã e a dor nas costas

Ortopedista do CREB revela os mitos e das verdades da relação entre o sutiã e a dor nas costas

É verdade que o uso de sutiã pode prevenir problemas na coluna? Ele pode melhorar a postura da mulher, como muita gente acredita que sim? “Um dos mitos mais comuns é a ideia de que o sutiã certo pode realmente melhorar sua postura ou prevenir dores nas costas. Usar sutiã não evita dores nas costas nem melhora a postura de uma mulher Os benefícios de usar um sutiã são simplesmente estéticos”, garante o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo

E quando um sutiã está mal ajustado no corpo da mulher? Isso pode causar dor nas costas? “Mulheres que apresentam hipertrofia mamária, ou seja, aumento das mamas, sofrem dores na coluna dorsal e no pescoço. Algumas mulheres encontram marcas na pele causadas pela alça do sutiã e atribuem a esse fato a dor que sentem. Na verdade, a dor ocorre, mas na verdade por causa do peso do tecido mamário que sobrecarrega a coluna vertebral”, revela ele.

Segundo o ortopedista do CREB, para prevenir a dor na coluna associada a hipertrofia mamária é necessário fortalecer a musculatura da coluna vertebral. Ele afirma que uma ótima opção de tratamento é o RPG, disponível na clínica. O Dr. Márcio é enfático: independente dos mitos e das verdades, ao menor sinal de dor na coluna, é preciso procurar um especialista para avaliação do quadro e prescrição do tratamento correto.


Reumatologista do CREB explica como mulheres na pós-menopausa podem se prevenir da osteoporose

Reumatologista do CREB explica como mulheres na pós-menopausa podem se prevenir da osteoporose

Nos primeiros cinco anos de menopausa em geral as mulheres perdem 20% da massa óssea. Por isso, a prevenção dessa perda é muito importante porque prevenir perda de massa óssea é prevenir fraturas. “Fraturas de quadril, por exemplo, aumentam significativamente a morbidade e a mortalidade e diminuem a qualidade de vida em mulheres na meia-idade, podendo levar à morte”, destaca a reumatologista Isis Reis, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ela, é muito importante que as mulheres nestas condições sempre consultem um médico especialista para orientação adequada. Sobre a prevenção, ela indica uma alimentação balanceada, com uma dieta rica em cálcio. “O consumo adequado de cálcio na dieta, presente principalmente em laticínios, é fundamental. Os intolerantes a esse tipo de alimento podem suplementar o cálcio artificialmente na forma de comprimidos”, ressalta ela.

A média do CREB destaca que é preciso realizar atividade física regularmente e se expor ao sol – nos horários adequados – para que se mantenha os níveis satisfatórios de vitamina D. “Há também o tratamento medicamentoso, que deve ser sempre prescrito pelo médico especialista. Existem várias classes de medicamentos, dentre os quais os bisfosfonatos, que são recomendados como primeira opção para mulheres com osteoporose que tenham função renal adequada. Outras opções são os medicamentos biológicos e nas formas de osteoporose grave e ou fraturas por fragilidade, quando devemos considerar os agentes anabólicos”, explica a Dra. Isis.


Osteoporose: possibilidade é maior para quem tem gordura visceral

As estatísticas mostram que mulheres que estão abaixo do peso têm um risco maior de ter osteoporose. Por isso, por muito tempo, acreditou-se que a gordura na barriga protegeria contra a doença. Mas estudos científicos indicam que a gordura, especialmente a gordura visceral, localizada entre os órgãos na cavidade abdominal, aumenta o risco de osteoporose.

Um destes estudos científicos avaliou a densidade mineral óssea e o índice de massa corporal (IMC) de 50 mulheres obesas com idade média de 30 anos. As voluntárias fizeram uma tomografia computadorizada para medir a perda óssea e a uma ressonância magnética para avaliar a quantidade de gordura na medula de seus ossos. A quantidade de gordura na barriga das mulheres também foi medida.

  • Esse estudo mostrou que em geral quanto maior a gordura visceral das mulheres, menor era a densidade mineral óssea. Nenhuma voluntária tinha osteoporose, mas algumas delas tinham uma densidade mineral óssea abaixo do normal e estavam com osteopenia, um estágio anterior a osteoporose. As mulheres obesas com mais gordura visceral também tinham gordura na medula óssea, o que sugere que essa gordura nos ossos os torna mais fracos – explica o ortopedista Bernardo Stolnikci, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Segundo ele, no Brasil mais de 10 milhões de pessoas são acometidas pela doença, caracterizada pela diminuição da massa óssea, com consequente enfraquecimento e fragilidade do osso e, portanto, maior possibilidade de fraturas. O Dr. Bernardo pontua que uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, tem osteoporose e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fatura, em menos de um ano.

  • Os principais fatores de risco da doença são: ser mulher; ter pele e/ou olhos claros; ser baixa e/ou magra; quem não toma leite ou ingira pouco alimento com cálcio; pessoas sedentárias; quem toma pouco sol; quem tem parente que sofre da doença; quem tem asma (bronquite), artrite ou alergia; fumantes; quem ingere muito café e bebida alcoólica; quem tem menopausa precoce por cirurgia ou não; quem usa antiácidos, anticonvulsivantes, certos diuréticos, heparina e/ou corticóides; e quem tem problema de tireoide – afirma ele.


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