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Entenda o que é a Síndrome do Túnel do Carpo

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A Síndrome do túnel do carpo é uma condição resultante da compressão e irritação do nervo mediano no pulso e as principais causas estão relacionadas a traumas repetitivos no trabalho

"Os principais indícios dessa doença são dor, formigamento, dormência e fraqueza nos dedos e polegares. Por este motivo profissionais que atuam como operadores de caixa em supermercados e aqueles que passam o dia digitando, por exemplo, são suscetíveis a desenvolver essa síndrome. No entanto, existem fatores predisponentes, como obesidade, gravidez, artrite, diabetes e hipotireoidismo", explica a Dra. Renata Rosenfeld, especialista em Ortopedia do CREB - Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

A Dra. Renata destaca que os pacientes afetados por essa síndrome também podem sentir dores no braço e no ombro, além de experimentar a sensação de inchaço nos dedos. "A capacidade de segurar objetos pode ser comprometida, tornando-se uma tarefa difícil de ser realizada. Em alguns casos, até mesmo a coordenação motora pode ser afetada. Se não for devidamente tratada, a síndrome pode se estender por meses ou até anos", ressalta a médica do CREB.

O tratamento, de acordo com ela, varia de acordo com a gravidade do caso e pode incluir o uso de medicamentos, fisioterapia e aplicação de compressas de gelo. "Caso você apresente esses sintomas, procure imediatamente um médico, especialmente se trabalha com as mãos o dia todo, como digitadores, por exemplo. Para prevenir, evite flexionar excessivamente os pulsos e faça alongamentos na região", finaliza a Dra. Renata.


Alimentação como forma de prevenir osteoporose

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Alimentação rica em cálcio e novos medicamentos no tratamento da osteoporose

 O Brasil contabiliza, hoje, mais de 20 milhões de pessoas com osteoporose, doença que é caracterizada pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea. Tais números tornam a osteoporose um problema de saúde pública, que preocupa cada vez mais as autoridades e a classe médica. Se não bastassem tais números, mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos são acometidos por esta doença no país. A osteoporose é, de fato, a principal causa de fraturas por baixo impacto, especialmente em mulheres na pós-menopausa e em idosos, e pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, consequentemente, deterioração da qualidade de vida.

A boa notícia é que há novidades no tratamento da osteoporose. Há novas medicações injetáveis, subcutâneas que facilitam a adesão. “Essas medicações podem ser ministradas a cada seis meses, em alguns casos até uma vez ao ano, sem grandes efeitos colaterais”, explica a ortopedista Dra Letícia Morelli, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo. Segundo ela, outra discussão muito importante é sobre o consumo de cálcio e vitamina D, nutrientes essenciais para a saúde do osso. “Recomenda-se que se consuma, em média, quatro porções por semana. Essas porções podem conter, por exemplo, dois copos de leite, um iogurte e queijo. Mas no Brasil a média de consumo é de menos de uma destas porções. Uma alimentação rica em cálcio é fundamental no tratamento da osteoporose”, avisa ela.

– A principal fonte de cálcio é láctea, ou seja, todos derivados do leite. Mas vegetais verdes também devem ser consumidos, principalmente os verdes escuros, como o espinafre e os brócolis. E peixe também é uma boa fonte de cálcio – explica o médico, pontuando que existe um exame, chamado densitometria óssea, que funciona como uma espécie de radiografia do corpo, possibilitando prever o risco de fratura do paciente pelos próximos 10 anos.


Portadores de psoríase podem ser acometidos pela artrite psoriásica

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Portadores de psoríase podem ser acometidos pela artrite psoriásica

Portadores de psoríase, que se caracteriza pelo aparecimento de lesões avermelhadas e descamativas, que acometem principalmente joelhos, cotovelos, nádegas e o couro cabeludo, podem vir a ser acometidos também pela artrite psoriásica. Na maior parte das vezes, primeiro o paciente é acometido pela psoríase, mas isso não é determinante porque alguns pacientes desenvolvem a artrite antes das lesões de pele.

Não há estatísticas exatas, mas acredita-se que entre 5% a 40% das pessoas que têm psoríase desenvolvem dor e inflamação nas articulações, sintomas da artrite psoriásica. “A psoríase é uma doença inflamatória da pele. Em geral, causa lesões avermelhadas espessas, provoca coceira, dor e descamação também. Em 85% dos casos, as pessoas com artrite psoriásica manifestam lesões na pele antes dos problemas nas articulações, típicos de uma artrite”, explica o Dr. Marcos Vinícius de Jesus, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

O Dr. Marcos Vinícius faz questão de confirmar que psoríase no couro cabeludo e na região das nádegas e umbigo (formas investidas de psoríase) estariam relacionadas com o maior risco de desenvolvimento da artrite psoriásica.

Sintomas da artrite psoriásica

O Dr. Marcos Vinícius acrescenta que a artrite psoriásica pode trazer dor, edema e rigidez articular e que as articulações das mãos e pés e a articulação da bacia e coluna lombar também podem ser afetadas, o que provoca dor lombar. Ele revela que estudos e estatísticas apontam que em torno de 40% das pessoas afetadas tem ao menos um familiar próximo de primeiro grau com psoríase ou artrite psoriásica.

“A artrite psoriásica atinge igualmente homens e mulheres e é mais comum de se manifestar entre os 30 e 50 anos. Mas também pode acometer crianças e adolescentes, embora isso não seja tão comum assim”, informa o reumatologista do CREB.

A importância do tratamento da artrite psoriásica

O Dr. Marcos Vinícius alerta que ao menor sinal dos sintomas, o paciente deve procurar um reumatologista experiente porque a artrite psoriásica pode evoluir para deformidades irreversíveis. “O tratamento deve ser individualizado, levando-se em conta as estruturas acometidas. Utilizamos medicamentos específicos, como anti-inflamatórios não-hormonais e drogas remissivas, tais como os imunobiológicos”, diz.

O diagnóstico, segundo ele, é feito por meio da avaliação do histórico clínico, observação das lesões na pele e pode-se solicitar exame de ultrassonografia articular para confirmar a artrite. “Não há cura para a doença, mas o tratamento medicamentoso e o uso da fisioterapia ajudam muito na melhoria da qualidade de vida do paciente”, finaliza.



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