Acupuntura é recomendada para pacientes com doenças reumáticas
Sociedades de reumatologia defendem o uso da acupuntura para pacientes com doenças reumáticas.
O tratamento pode fortalecer o sistema imunológico do paciente a partir das estimulações provocadas pelas agulhas. A acupuntura promove a indução de processos regenerativos e a normalização de funções do organismo, além do controle da dor, melhora da rigidez e ganhos de função articular, ressaltam os especialistas.
Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e com muita experiência em doenças como, por exemplo, a fibromialgia, o Dr. Sergio Rosenfeld concorda. “Já sabemos que a acupuntura, uma prática chinesa milenar, ameniza aspectos físicos e emocionais, ajudando muito no combate, por exemplo, à dor do paciente. São feitas estimulações de locais anatômicos e terminações nervosas na pele e tecidos, e o cérebro recebe essas mensagens, desencadeando efeitos anti-inflamatórios e analgésicos, atuando diretamente na dor”, explica o médico do CREB.
O Dr. Sérgio ressalta que a acupuntura não deve substituir o tratamento médico, sendo mais um componente a ser adotado. E que deve ser realizada a partir da orientação do médico, e por um profissional especializado e experiente. “As doenças reumatológicas atacam o sistema musculoesquelético do paciente, comprometendo suas articulações, principalmente. A acupuntura alivia a dor e é muito bem-vinda para pacientes, por exemplo, com fibromialgia, artrose, artrite reumatóide e gota, entre outras. Dessa forma, podemos ajudar a devolver ao paciente e qualidade de vida perdida, porque ninguém fica feliz sentindo dores”, finaliza ele.
Dores no corpo aumentam no inverno
A Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) define a dor como uma resposta resultante da integração central de impulsos dos nervos periféricos, ativados por estímulos locais bem como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão real ou potencial. Mas definitivamente é uma experiência pessoal, já que a intensidade da dor é vivida diferentemente por cada um.
Segundo o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – com a chegada do inverno, a queixa de dores são mais freqüentes, principalmente em articulações e ossos. “No frio, a musculatura permanece em constante reação de defesa, realizando uma contração involuntária com o objetivo de aumentar a temperatura. Dessa forma, poderá ocorrer deficiências no suporte sanguíneo, causando diminuição do metabolismo, encurtamento das fibras musculares, diminuição da massa e da força muscular, limitação articular, alterações biomecânicas, ou seja, maior dificuldade do corpo de fazer certos movimentos, além de alterações posturais”, explica o médico.
A circulação de sangue no corpo é prejudicada com as baixas temperaturas, que provocam constrição vascular, acrescenta o Dr. Haim Maleh. “A necessidade de aquecimento da musculatura provoca contrações deixando algumas partes do corpo mais doloridas. Nas articulações, o líquido sinovial, fica mais espesso com o esfriamento do corpo, pode limitar os movimentos e gerar incômodos”, relata ele, ressaltando que as dores provocadas pelo frio são mais intensas em pessoas sedentárias, que têm os músculos mais enfraquecidos e encurtados.
– A artrite e a artrose, por exemplo, são doenças comuns que geralmente se agravam com a chegada do frio. A prática de exercícios regulares é muito importante e não deve ser interrompida no inverno. É muito comum que isso aconteça, por exemplo com que pratica natação e evita a piscina em dias frios. Neste caso troque a atividade por outra, como caminhar, por exemplo. Mas ao menor sinal de dor frequente, consulte um especialista – finaliza.
Dores nos pés são mais comuns do que se pensa
Sentir dor no pé é muito mais comum do que se imagina.
Sentir dor no pé é muito mais comum do que se imagina. O problema é que muitas vezes a pessoa acha que a dor é fruto de uma pisada em falso, ou um mal jeito qualquer e acha que o problema está resolvido. “A dor no pé é um alerta de que há algo errado. E é preciso investigar o que está acontecendo, para que se possa tratar e resolver o problema”, explica a Dra. Flávia Junqueira, ortopedista especialista em pés do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.
Segundo a médica do CREB, há um exame indolor, sensível na identificação de problemas e de fácil realização chamado Avaliação Tridimensional do Movimento, que deve ser feito quando o paciente sente dores no pé. Esse exame entre outras informações , determina as áreas de maior pressão no pé e ajuda à orientar o tratamento. “Alterações na forma de pisar levam a um maior desgaste do joelho e com isso maior possibilidade de artrose, por exemplo. Pé chato, cavo, com apoio maior para dentro ou para fora, podem gerar dor, desconforto, sensação de queimação nos pés e devem e ser tratados. Essas alterações podem ser avaliadas e tratadas com bons resultados”, garante ela.
Avaliação Tridimensional do Movimento deve ser feita quando o paciente sente dores no pé
A Dra. Flávia pontua que pessoas com Osteopenia ou com osteoporose devem ter maior atenção à marcha e ao equilíbrio para evitar quedas; “Alterações da marcha e do equilíbrio são importantes fatores para aumentar a queda e com isso ocasionar mais fraturas em pessoas idosas. Mas é sempre bom lembrar que a correção das alterações nos pés é possível e ajuda a evitar danos nas articulações acima como joelhos, quadris e coluna vertebral. Ao menor sinal de dor nos pés, um especialista deve ser consultado. E quanto mais cedo, melhor”, finaliza ela.
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