Reumatismo é coisa séria. E deve ser tratado por um médico reumatologista
Existem mais de 100 doenças reumáticas e a maioria delas começa com uma simples dor nas juntas, que pode ser uma tendinite, um problema de coluna ou mesmo uma artrite reumatóide. E, ainda assim, muita gente prefere acreditar que trata-se de “uma dorzinha passageira” e não procura a ajuda de um médico reumatologista. O problema é que aquela “dorzinha passageira” as vezes não passa e, mais do que isso, acaba por se transformar em um problema de saúde mais sério.
E é justamente para evitar esse tipo de situação que a Sociedade Brasileira de Reumatologia está divulgando a campanha “Reumatismo é coisa séria”. O objetivo é divulgar o rol de doenças e conscientizar a população a procurar um médico reumatologista. “Trata-se de uma campanha muito oportuna. Os sintomas dos mais diferentes tipos de reumatismo podem se confundir entre si, bem como com dores comuns no dia-a-dia das pessoas. Apenas um especialista está apto a diagnosticar o paciente. Se a pessoa sentir dor nas articulações e/ou músculos, dor na coluna vertebral, rigidez articular e edema nos músculos, tendões e articulações deve procurar um médico reumatologista”, explica o reumatologista do CREB, Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, Dr. Arnaldo Libman, também membro da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Segundo o reumatologista do CREB, há mais de cem tipos diferentes de doenças reumáticas, que comprometem ossos, cartilagens, articulações e músculos e a maioria começa com uma pequena dor e inflamação nas articulações. “Exatamente por confundir o início de uma doença reumática com uma pequena dor cotidiana, o paciente não procura o médico e a doença acaba sendo diagnosticada tardiamente. Isso não é bom porque o tratamento deve começar o quanto antes”, explica o Dr. Arnaldo Libman.
O médico do CREB aproveita para eliminar alguns mitos. Por exemplo: reumatismo não é uma doença de idosos. Segundo o Dr. Arnaldo Libman, uma grande parte das mais de cem doenças reumáticas atinge pessoas de todas as idades, inclusive jovens e crianças. “A artrite reumatóide juvenil acomete, por exemplo, adolescentes com menos de 16 anos de idade e apresenta sintomas como rigidez matinal e dificuldade no andar”. A mulher jovem ou mais madura sofre com a fibromialgia e o idoso com artrose e osteoporose. Outro mito que ele elimina é de que o reumatismo seria uma doença sazonal, ou seja, cujos sintomas aumentariam na época de frio. “Não é verdade. O reumatismo aparece em qualquer época do ano”. O Dr. Arnaldo lembra que as várias formas de reumatismo têm tratamento e através de diversos protocolos de reabilitação e tratamento medicamentoso o paciente pode ficar muito bem e ter uma qualidade de vida muito melhor.
Lombalgia aguda e crônica: é preciso consultar um especialista
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 85% da população mundial sofre, sofreu ou irá sofrer dores na coluna
De fato, dores na região lombar são as que mais afetam as pessoas, perdendo apenas para a dor de cabeça. A lombalgia é a dor ou sensação de peso, ou mesmo de queimação na região lombar, ou próximo das nádegas, e pode irradiar para as pernas e nádegas, provocando dormências e formigamento, até mesmo nos pés. Ao menor sinal de dor na região, é preciso consultar um especialista para tratamento.
“A região lombar se localiza entre a última costela e o início da nádega. Não é nada incomum sentirmos dor nessa região. Muitas vezes, trata-se de um mal jeito, uma noite mal dormida, um esforço excessivo, mas também pode ser indicativo de algum problema maior. A dor lombar pode indicar uma inflamação, uma infecção, hérnia de disco, alguma doença abdominal ou pulmonar ou mesmo uma artrose. É preciso procurar um especialista, porque quando mais cedo tratamos problemas na coluna, melhores resultados alcançamos”, explica o Reumatologista e Fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia – e Professor de Reumatologia da UFRJ, Haim Maleh.
Tipos de Lombalgia
Segundo Maleh, existem, basicamente, dois tipos de lombalgia: lombalgia crônica e lombalgia aguda. “A lombalgia aguda é mais comum nos jovens, e aparece normalmente após um esforço físico extra. Dura menos de duas semanas, embora possa chegar a quatro ou seis semanas, em casos mais graves. Já a lombalgia crônica é mais comum em pessoas com mais idade e permanecem mais longamente.
A lombalgia aguda surge a partir de uma inflamação das estruturas da região lombar, provavelmente após uma queda, impactos diretos, má postura ou excesso de exercício físico. Já a lombalgia crônica nem sempre tem sua causa direta definida, mas questões genéticas, tabagismo, obesidade e falta de exercício físico ajudam a explicá-la.
O médico ressalta que o tipo e grau da lombalgia e as características do paciente indicarão o melhor tratamento. É fundamental um correto diagnóstico para que o tratamento possa ter o melhor resultado, o que é possível. O tratamento pode ser medicamentoso e utilizar de protocolos que incluem hidroterapia, RPG, Pilates e acupuntura, crioterapia compressiva e eletroterapia, serviços oferecidos pelo CREB, que dispõe, por exemplo, de duas piscinas próprias para hidroterapia e estúdio de Pilates. “As dores da lombalgia são incômodas mesmo e podem deixar a pessoa sem condições de andar e praticar suas atividades diárias, mas o tratamento correto irá trazer alívio para o paciente”, garante.
Dor lombar: causas, tratamentos e dicas para alívio
Uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública, entidade ligada à Fiocruz, revela que 36% dos brasileiros sentem dores nas costas regularmente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) é ainda mais radical: 80% de todos habitantes da terra já sentiram, sentem ou sentirão dores de coluna. “São inúmeras as causas de dores na coluna. Pode aparecer por conta de uma lesão, uma noite maldormida, excesso de exercício físico, estresse ou por conta de problemas mais sérios, como a presença de tumores. Mas o fato é que uma das maiores fontes de problemas na coluna é simplesmente a má postura que temos no nosso dia a dia. Por isso as estatísticas são tão elevadas”, explica o ortopedista Márcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
A dor lombar – a chamada lombalgia – é um dos principais problemas de coluna e por aqui é a principal causa de afastamento do trabalhador de seu emprego. Segundo as estatísticas, são mais de 100 mil trabalhadores afastados anualmente por conta de dor lombar. “Dor nas costas é algo tão comum que as pessoas acham que basta tomar um analgésico ou um anti-inflamatório qualquer, e pronto. A automedicação é um crime, deve ser evitada a qualquer custo. Quando sentimos dor lombar, por exemplo, é sinal de algo está errado com a saúde de nossa coluna. Um especialista deve ser consultado imediatamente. Pode ser algo mais sério, que precisa ser tratado. E quanto mais cedo o fizermos, melhor”, avisa o ortopedista do CREB.
Causas da dor lombar
Os principais sintomas da dor lombar são dores e sensação de peso e de queimação na região lombar, perto das nádegas, podendo irradiar para as pernas. “A região lombar está localizada entre a última costela e o início das nádegas. Um mau jeito, uma noite maldormida, muito esforço ou até mesmo estresse podem explicar a dor lombar, mas ela pode ser fruto de uma inflamação, uma infecção, uma hérnia de disco ou mesmo consequência de alguma doença abdominal ou pulmonar, ou, ainda, artrose. Somente um especialista poderá diagnosticar e apontar o motivo”, esclarece o Dr. Márcio.
O médico do CREB explica que há dois tipos de lombalgia, a lombalgia aguda e a lombalgia crônica. “A aguda é mais comum entre jovens, aparecendo em geral após um grande esforço físico, como um treino exagerado, por exemplo. Ela surge a partir de uma inflamação das estruturas da região lombar. Já a crônica é mais comum entre pessoas mais velhas e permanece mais longamente. Questões genéticas, tabagismo, obesidade e falta de exercício físico ajudam a explicar a lombalgia crônica”, explica.
Tratamento e dicas para alívio
O tratamento é individualizado, medicamentoso e no CREB utiliza-se de protocolos que podem incluir hidroterapia, RPG e acupuntura, além de fisioterapia. “Também podemos lançar mão da crioterapia compressiva e da eletroterapia, que trazem ótimos resultados”, acrescenta o Dr. Márcio. Ele afirma que a lombalgia tem cura e o tratamento traz respostas excelentes.
Alguns cuidados precisam ser adotados no dia a dia para evitar a dor lombar. “Quem trabalha sentado o dia inteiro, por exemplo, precisa se levantar a cada 50 minutos e dar uma pequena caminhada. Fazer alguns alongamentos também ajudam demais na prevenção. Já aqueles que trabalham direto em pé precisam se sentar de tempo em tempo”, diz. Todo treino precisa de aquecimento no início e alongamentos no final e estar atento à postura o dia inteiro também é fundamental. “Carregar peso em excesso faz muito mal. Tem gente que passa o dia para cá e para lá com uma mochila pesadíssima sobre os ombros. Ao pegar algo do chão, sempre curve as pernas, evitando sobrecarregar a coluna, ainda mais quando é algo pesado que precisa levantar. Ver TV largado no sofá também não é saudável para a coluna. Sentar corretamente é melhor. Mas ao menor sinal de dor, a dica é procurar imediatamente um especialista”, finaliza o Dr. Márcio.
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