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Abril Verde: Todos juntos pela saúde e segurança no trabalho

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Se você passa várias horas por dia trabalhando sentado em uma mesa, provavelmente experimentou a dores nas articulações, as quais podem estar relacionadas a má postura.

Se você desempenha alguma atividade no trabalho que requer o uso articular repetitivo, a prevenção do dano articular é a melhor forma de prezar pela sua segurança no trabalho.

A Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador. O Abril Verde é um movimento de iniciativa popular com participação espontânea que chama a atenção da sociedade brasileira para a adoção de uma cultura permanente de prevenção de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

Doenças ocupacionais

Em relação as doenças ocupacionais, o termo Lesões por Esforços Repetitivos (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) é bastante difundido, já que traduz quadros clínicos de origem ocupacional e tem relação direta com condições inadequadas de trabalho.

A prevalência dos problemas do ombro relacionados ao uso articular repetitivo é de aproximadamente 60%. A dor na coluna vertebral é bastante prevalente na população em geral, sendo a segunda causa mais comum de consultas médicas no mundo. Cerca de 80% da população experimentarão algum episódio de dor na coluna ao longo da vida. No Brasil, a prevalência da dor na coluna, encontra-se em torno de 63%. A prevalência da epicondilite ou tendinite do cotovelo varia de 1% a 3% na população, e dependendo do tipo da atividade de trabalho atinge até 29,3%, em especial aquelas que envolvem trabalho braçal intensivo.

Dentre as articulações mais acometidas, principalmente temos as dos membros superiores, tais como ombros, cotovelos, mão e punhos, que estão relacionadas ao uso articular repetitivo durante o trabalho desempenhando no home office. A maior ocorrência é para a região do ombro/braço, 39,40%, seguida da região do punho/mão, 18,30%, e pescoço com 17,20%. 

Nos membros superiores, as lesões do ombro decorrente do movimento repetitivo incluem as tendinites e bursites. Levam a dor de intensidade variável, podendo resultar em restrição do movimento.

Existem várias causas de dor articular nas mãos e punhos, resultante do uso articular repetitivo dessas articulações dentre elas:

Síndrome do túnel do carpo

Esta condição caracterizada pela compressão do nervo do punho, denominado nervo mediano. Essa compressão é decorrente do espessamento de tendões na região do punho e resulta em dor, dormência, formigamento ou fraqueza na mão ou no punho. Muitas vezes os sintomas se iniciam à noite, interrompendo o sono do paciente.

Tendinite

É a inflamação de tendões, resultando em dor nas mãos e punhos agravada pelo movimento. Está associada ao movimento repetitivo das articulações e geralmente não resulta em inchaço articular.

No cotovelo, o uso repetitivo resulta na tendinite do cotovelo, também chamada de epicondilite. O sintoma mais comum e a dor, que se localiza no cotovelo, sendo agravada pelo movimento e geralmente não se observa sinais de inchaço articular. A dor pode se irradiar para o antebraço e se houver sensação de dormência ou formigamento no membro superior, pode denotar o comprimento da inervação periférica.

Dor na coluna

Além das articulações dos membros superiores, a coluna vertebral também é bastante acometida. A dor na coluna cervical, popularmente denominada de pescoço, é bastante prevalente podendo irradiar para os membros superiores e estar associados a outros sintomas, tais como a dor de cabeça. A coluna lombar também é acometida, resultando em dor local, agravada pelo movimento. Muitas vezes pode irradiar para os membros inferiores. 

Pessoas portadoras de desvios posturais, tais como a escoliose, estão mais propensas a dores na coluna durante longos períodos no home office. A escoliose pode levar a dor e desconforto na coluna e deve ser avaliada o quanto antes pelo médico para o tratamento adequado. Escoliose é o desvio lateral da coluna vertebral, frequentemente encontrada em adolescentes. Aproximadamente 3 milhões de casos da doença são diagnosticados nos Estados Unidos a cada ano.

Existem dicas e truques para configurar seu ambiente de trabalho para se obter uma boa postura e ergonomia. Quando se trata de boa ergonomia, trata-se realmente de se posicionar adequadamente para evitar lesões musculoesqueléticas.


TOC começa a ser utilizada com sucesso em pacientes diabéticos do tipo II

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Os resultados da Terapia por Ondas de Choque – TOC – no tratamento das dores do sistema músculo esquelético apresentam índices excelentes em todo o mundo, chegando de 75% a 85% de sucesso em pacientes que não obtiveram melhoria com outros tratamentos. Tais resultados fazem da TOC uma referência no tratamento de, por exemplo, bursites, fasciíte plantares, tendinite de ombros e esporão de calcâneo, entre outros.

A TOC, porém, vem ampliando sua gama de atuação e começa a ser utilizada para outras patologia, com muito sucesso. É o caso da aplicação em pacientes diabéticos do tipo II, portadores de feridas crônicas não cicratizáveis. “No Congresso Mundial de Ortopedia, associado ao Congresso da Sociedade Internacional de Terapia por Ondas de Choque, que aconteceu no ano passado, em Toronto, no Canadá, foi relatada a experiência com estudos documentados que comprovaram um resultado muito positivo após a aplicação de em média 15 sessões da TOC. Essas feridas estão localizadas principalmente nas pernas ou nos pés e com a TOC conseguiu-se uma grande redução das feridas e até casos de cicatrização”, explica o fisiatra e reumatologista Antônio Rodrigues d’Almeida, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Pioneiro na utilziação da TOC no Rio de Janeiro, o CREB já tem casos documentados de sucesso do uso da terapia em pacientes com diabetes II. “Atendemos a quatro pacientes que apresentavam quadro de pés diabéticos. E após 15 sessões da TOC a resposta foi muito positiva, com redução acentuada das feridas e granulação de cicatrização. Um paciente tinha uma ferida na perna, com 18 centímetros em seu maior diâmetro e 2 centímetros de profundidade. Ao término das sessões, a ferida ficou com 6 centímetros em seu maior diâmetro e apenas 0,5 centímetro de profundidade, meio granulado, sendo encaminhado o paciente para enxerto de pele. Este caso está documentado fotograficamente”, conta o médico.

O Dr. Antônio Rodrigues d’Almeida pontua que o tratamento da TOC é feito em consultório médico, por médico capacitado, geralmente em três sessões, de 20 a 30 minutos cada. Na maioria dos casos, a eficácia da TOC é percebida logo após as duas primeiras aplicações. Não há internação e também minimiza o uso crônico de medicações, reduzindo efeitos colaterais e os gastos com medicamentos.

– O uso da TOC em pacientes com diabetes tipo II continua sendo estudado no mundo inteiro e certamente apresentará evoluções – acredita ele.


Estudo revela que homens acima de 65 anos, quando estão utilizando estatina, realizam menos atividade física

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Um recente estudo publicado na Jama Internal Medicine revelou que homens acima de 65 anos, quando estão utilizando estatina, realizam menos atividade física. A estatina é um medicamento utilizado para o controle de colesterol, e a população estudada...

Um recente estudo publicado na Jama Internal Medicine revelou que homens acima de 65 anos, quando estão utilizando estatina, realizam menos atividade física. A estatina é um medicamento utilizado para o controle de colesterol, e a população estudada pelos pesquisadores era formada por participante de um programa para avaliação de fratura osteoporótica, onde a realização de atividade física é fundamental para o ganho de massa óssea.

Apenas no Brasil, dez milhões de pessoas sofrem com a osteoporose, uma doença silenciosa, que enfraquece os ossos e, exatamente pela fragilidade dos ossos, aumenta consideravelmente a probabilidade de fraturas. Realizar exercícios físicos, optar por uma dieta rica em cálcio e tomar banho de sol regularmente são atitudes fundamentais para prevenir a doença, diz Haim Maleh, professor de Reumatologia da UFRJ e Fisiatra e Reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

– Um dos fatores determinantes na fixação do cálcio é o chamado efeito piezo elétrico, que é a troca de cargas positivas e negativas entre a superfície e a patê interna do osso. Obtemos esse efeito quando ocorre a estimulação do osso. E isso pode ser gerado através de exercícios, como acontece com o fortalecimento muscular. É preciso haver sempre um acompanhamento profissional. A prevenção é sempre o melhor caminho. E a melhor forma de prevenir a osteoporose é praticar exercícios regulares, ter uma alimentação rica em cálcio e tomar sol sempre que possível – afirma o Dr. Haim Maleh.



Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:

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  • COPACABANA:   Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
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