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Osteoporose acomete 10 milhões de pessoas no Brasil

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Osteoporose acomete 10 milhões de pessoas no Brasil

A osteoporose é uma patologia extremamente prevalente no mundo. Estima-se que 200 milhões de pessoas apresentam esta doença (só no Brasil são 10 milhões de pacientes acometidos). Nos Estados Unidos, por exemplo, são contabilizadas anualmente duas milhões de fraturas, levando a diminuição da qualidade e expectativa de vida do indivíduo. Soma -se aos indicadores epidemiológicos o protagonismo nos casos de fraturas patológicas do idoso.

“Os fatores de riscos são, em sua grande maioria, modificáveis, como, por exemplo, tabagismo, sedentarismo, história familiar, falta de exposição ao sol. O ortopedista é um profissional importante neste cenário, podendo atuar na prevenção, diagnóstico e tratamento”, afirma o ortopedista Bruno Vargas, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Prevenção da osteoporose

O Dr. Bruno diz que para a prevenção da doença a orientação é prática regular de atividade física, inventário do cálcio na dieta, exposição ao sol e dinâmica diária para evitar quedas da própria altura. Ele pontua que há um exame, disponível no CREB, chamado densitometria óssea, que é utilizado para diagnóstico da doença (ao lado da história clínica e avaliação do paciente). “Além da orientação preventiva e o diagnóstico precoce, o médico pode ainda lançar mão de reposição de vitaminas e minerais, medicações antirreabsortivas, terapia hormonal e periodização de exercícios físicos”, complementa ele.


Pessoas de meia-idade devem se prevenir contra a osteoporose

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A população de idosos no Brasil deve dobrar de tamanho nos próximos 15 anos, chegando a 32 milhões de brasileiros. As pessoas de meia-idade, no entanto, devem estar muito atentas a uma doença silenciosa, que é implacável com pessoas da terceira idade, principalmente mulheres: a osteoporose, uma doença que apresenta queda da qualidade e da quantidade da massa óssea. “Mais de 30% das mulheres na pós-menopausa e 15% dos homens acima de 50 anos são acometidos pela doença no Brasil. Se não bastasse, a osteoporose é, hoje, a principal causa de fraturas por baixo impacto, especialmente em mulheres na pós-menopausa e em idosos, e pode levar a complicações sérias como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, conseqüentemente, deterioração da qualidade de vida”, alerta Eduardo Sadigurschi,  fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

As principais recomendações do médico do CREB para pessoas de meia-idade, que buscam a prevenção, são: exercício físico regular e uma alimentação balanceada, rica em cálcio. “Praticar exercícios de forma regular eleva a densidade mineral óssea e diminui o risco de fraturas. Quando os músculos são contraídos, há estímulos à formação óssea. No caso de pessoas idosas, os exercícios são fundamentais, pois dão força e auxiliam na prevenção de quedas, que podem ser fatais. Os exercícios também melhoram o equilíbrio, o padrão da marcha e a consciência espacial. Os exercícios de impacto, que devem ser realizados cuidadosamente, e de fortalecimento muscular apresentam resultados positivos e devem ser realizados durante 30 minutos, pelo menos três vezes por semana”, ensina o Dr. Eduardo Sadigurschi.

Em relação à alimentação, o fisiatra e reumatologista defende uma dieta adequada de calorias, cálcio e vitamina D.  “Mulheres na pós-menopausa  devem consumir cerca de 1000 mg a 1500 mg de cálcio a cada dia. Um  iogurte desnatado, um copo de leite, uma fatia e meia de queijo contêm cerca de 300 mg de cálcio cada. A suplementação de vitamina D também é recomendada, sendo muito importante a exposição regular ao sol para a síntese da vitamina D no organismo”, diz ele, ressaltando que o CREB disponibiliza para seus pacientes um folder onde há dica de como obter essa quantidade de cálcio através da alimentação.

Outra dica do médico é a realização de um exame chamado densitometria óssea, considerada o método padrão-ouro para avaliar riscos de fratura. Cerca de 70% dos fatores de risco para osteoporose são influenciados pela genética. Mas os outros 30% estão relacionados a fatores ambientais e estilo de vida. “As mulheres tendem a sofrer de osteoporose mais cedo, por conta da baixa hormonal na fase da menopausa, que faz com que percam massa óssea em média dez anos antes dos homens. Este exame – a densitometria óssea – é muito importante pois detecta a possibilidade de fratura de quadril e da coluna vertebral nas pessoas em um horizonte de dez anos. Com os resultados deste exame, é possível fazer um intenso trabalho de prevenção”, finaliza.


Osteoporose acomete dez milhões de brasileiros

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A osteoporose é uma doença silenciosa. Muitas vezes, a pessoa descobre que é portadora da doença apenas após uma fratura. Mas os números da osteoporose são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), somente no Brasil há dez milhões de...

A osteoporose é uma doença silenciosa. Muitas vezes, a pessoa descobre que é portadora da doença apenas após uma fratura. Mas os números da osteoporose são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), somente no Brasil há dez milhões de pessoas acometidas pela doença. No mundo são 200 milhões de mulheres portadoras da doença, o que causa nove milhões de fraturas anualmente nos cinco continentes, ou seja, uma fratura a cada três segundos, segundo a International Osteoporosis Foundation (IOF). A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) projeta para 2020 um quadro de 140 mil pessoas com fraturas osteoporóticas de quadril ao ano. Hoje, são 121.700 fraturas anuais.

A osteoporose tem uma incidência de até 73% em mulheres com mais de 80 anos

“Esses números gigantescos de refraturas poderiam ser menores se as pessoas procurassem o médico regularmente e fizessem os exames necessários. A densitometria óssea, por exemplo, é um exame que indica a condição da osteoporose com dez anos de antecedência”, afirma o ortopedista Bernardo Stolnicki, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – e coordenador do Prevrefrat, Programa de Prevenção da Refratura da clínica. Segundo ele, a incidência da doença varia de 14% a 29% em mulheres com mais de 50 anos e pode alcançar até 73% em mulheres com mais de 80 anos. Em mulheres com mais de 50 anos, o risco de fratura do colo do fêmur é de 17,5% e da coluna, de 16%. A presença de uma fratura vertebral dobra o risco de futuras fraturas vertebrais.



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