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Artrite reumatoide: tratamentos modernos podem devolver qualidade de vida perdida

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A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que afeta duas vezes mais mulheres na faixa entre 50 e 70 anos do que os homens. Ainda não se conhece totalmente o que causa essa doença, mas é possível diminuir os sintomas, preserv...

A Artrite Reumatoide é uma doença inflamatória crônica e autoimune, que afeta duas vezes mais mulheres na faixa entre 50 e 70 anos do que os homens. Ainda não se conhece totalmente o que causa essa doença, mas é possível diminuir os sintomas, preservar a capacidade funcional do paciente e devolvê-lo sua qualidade de vida perdida. “A artrite reumatoide atinge o tecido conjuntivo das articulações, principalmente na coluna vertebral, ombros, quadris, joelhos, tornozelos e punhos. Mas também pode afetar o coração, o pulmão e os rins. O paciente pode ter a doença em uma ou várias articulações, e pode, ainda, ser simétrica, quando atinge simultaneamente duas articulações, como ambos joelhos”, explica o professor da UFRJ e coordenador de Reumatologia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, o Reumatologista Haim Maleh.

Segundo O Dr. Haim, para se fechar o diagnóstico da doença, o paciente precisa apresentar pelo menos quatro dos sete critérios definidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, por ao menos um mês e meio: rigidez matinal nas articulações ao acordar, durante ao menos uma hora; artrite em ao menos três diferentes articulações, simultaneamente; artrite nas mãos e punhos; artrite simétrica; nódulos subcutâneos; fator reumatoide positivo no exame de sangue; e alterações típicas de artrite reumatoide nos raios-x de mãos e punhos. “No início do quadro, esses critérios podem não aparecer. Por isso, ao sentir dores nas articulações é preciso consultar um médico Reumatologista ou Fisiatra”, alerta o médico.

A experiência do CREB no tratamento da artrite reumatoide

O CREB tem tido experiências extremamente positivas, demonstrando que é possível devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. Há uso de medicamentos específicos e tratamento não medicamentoso, que inclui exercício físico orientado, fisioterapia e, no caso daqueles que estão acima do peso, orientação nutricional. No CREB, ressalta o Dr. Haim, utiliza-se protocolos que incluem o RPG, a acupuntura, hidroterapia e pilates. “A fisioterapia é muito importante no tratamento. A melhora da função muscular e articular e o aumento da força e da flexibilidade são fundamentais no tratamento e, para isso, contamos no CREB com reabilitação específica em nossas piscinas aquecidas”, explica ele.

O Dr. Haim diz que o pilates é uma excelente opção para pacientes com artrite reumatoide. A prática de pilates traz aumento da força no centro do corpo, melhora o equilíbrio, a postura, previne dores, trabalha a coordenação motora e, o que é melhor, pode ser feito por qualquer pessoa, de qualquer idade. “Trabalhamos com alongamentos e alinhamento corporal, por meio dos exercícios do pilates. Quando conseguimos eliminar as dores, os exercícios de pilates podem progredir, no tempo do paciente. A atividade nos traz uma consciência corporal muito importante. O objetivo do pilates é restaurar a mobilidade articular, diminuir a retração muscular e reeducar a postura do paciente”, finaliza o médico.


Bursite trocantérica é tratada com medicamentos e fisioterapia

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Uma das causas mais comuns de dor no quadril é a bursite trocantérica, uma inflamação de qualquer uma das bursas trocantéricas. É o fisioterapeuta Vitor Gomes dos Santos, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo,...

Uma das causas mais comuns de dor no quadril é a bursite trocantérica, uma inflamação de qualquer uma das bursas trocantéricas. É o fisioterapeuta Vitor Gomes dos Santos, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, quem explica. “A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocânter maior, a parte do fêmur proximal que é saliente lateralmente no quadril. Todo indivíduo tem quatro ou mais bursas trocantéricas em cada quadril. Estas bursas funcionam como se fossem um ‘saco vazio’ sobre as proeminencias ósseas, facilitando o deslizamento de tendões e fáscias sobre o osso. Bursite trocantérica é uma causa comum de dor no quadril e os pacientes frequentemente sofrem limitação nas suas atividades físicas e dormem com dificuldade”, diz ele.

Algumas pesquisas sugerem que não é somente a inflamação da bursa que causaria dor. As bursas trocantéricas, prossegue Vitor, possuem pequenos nervos em seu interior que irritados ou comprimidos podem causar dor. “Outras doenças podem evoluir com dor na região trocantérica, como a ruptura dos tendões abdutores. Por estes motivos, alguns autores têm sugerido o nome síndrome da dor trocantérica lateral em substituição a bursite trocantérica”, ilustra ele.

O fisioterapeuta explica que essa inflamação é causada por movimento exagerado dos tendões e fáscias sobre o trocânter maiore que a pressão direta pode causar ou agravar os sintomas. “Com a evolução da inflamação, a bursa progressivamente perde a sua função deslizante e engrossa suas paredes. Os pacientes com bursite trocantérica frequentemente apresentam uma ou mais das seguintes condições: doença na coluna lombar; diferença de comprimento entre os membros inferiores; doença na articulação sacroilíaca; artrose do joelho e entorse do tornozelo. Acredita-se que estas anormalidades possam alterar a marcha e consequentemente irritar a bursa trocantérica”, enumera.

A bursite trocantérica causa dor na lateral do quadril e na coxa, podendo causar dificuldade para caminhar. A pressão direta sobre a bursa aumenta a dor e é difícil deitar sobre o lado afetado. Por todas estas manifestações, a bursite trocantérica pode prejudicar o sono, evitar a realização de atividades físicas e reduzir significativamente a qualidade de vida. Vitor pontua que o médico poderá solicitar raio-x para excluir o diagnóstico de algumas outras doenças e que ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser muito úteis no auxílio do diagnóstico.

A boa notícia e que o tratamento não cirúrgico da bursite trocantérica alcança resultados satisfatórios na maioria dos pacientes, incluindo o uso de medicações, fisioterapia e infiltrações. “A cura da bursite trocantérica pode ser difícil de ser alcançada em alguns casos, o que não significa que não haverá melhora dos sintomas com o tratamento. Mas temos tido excelentes resultados no CREB. A fisioterapia associa medidas locais de temperatura com exercícios de alongamento dos tecidos que fazem pressão sobre a bursa.

Alterações na marcha e função muscular também podem ser corrigidas pela fisioterapia em alguns casos. O uso do Ultrassom, estimulação elétrica percutânea (TENS) ou terapias por ondas de choque (TOC) podem eventualmente ser indicados. A Terapia por Ondas de Choque oferece excelentes resultados para esses casos, melhorando em muito a dor. No CREB, temos a possibilidade de também indicar a hidroterapia assistida para esses pacientes, ajudando a melhorar a dor e a mobilidade”, finaliza ele.


Fisioterapia utiliza eletroterapia contra a dor

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Muito utilizada nos tratamentos fisioterápicos, a eletroterapia consiste na utilização de correntes elétricas terapêuticas como solução de vários problemas de saúde. “Existe uma diversidade de correntes que podem ser utilizadas na eletroterapia, cada...

Muito utilizada nos tratamentos fisioterápicos, a eletroterapia consiste na utilização de correntes elétricas terapêuticas como solução de vários problemas de saúde. “Existe uma diversidade de correntes que podem ser utilizadas na eletroterapia, cada qual com suas particularidades próprias. Mas todas elas tem um objetivo de recuperar a capacidade funcional e morfológica dos tecidos”, explica o fisioterapeuta Cícero Eduardo P. de Barros, do staff de reabilitação do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.

Cícero explica que há vários tipos de aparelhos de eletroterapias, como por exemplo ultrassom, laser e microondas. O ultrassom é utilizado principalmente contra artrite, artrose, bursite, ciática, contraturas musculares, neurites, osteítes, reumatismos, torcicolos, lombalgias, edemas, hematomas e fibroses e aderências. “Em nossos protocolos no CREB para pacientes com essas queixas, lançamos mão também da hidroterapia, acupuntura analgésica, RPG e o pilates, o que traz grande benefício para esses pacientes. Com a integração diagnóstica médica e fisioterapêutica, costumamos obter melhor resultado”, diz.



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