CONTEÚDO CREB SOBRE SAÚDE

News | Viva sem dor

Artrose sem atalhos: Ciência, responsabilidade e os limites das Novas Terapias

Envie a um amigo:

A dor crônica tem um preço alto, e não apenas para quem a sente.

Para o paciente, é a limitação do dia a dia, a dificuldade de subir uma escada, de dormir, de trabalhar. Para o médico, é o desafio de alinhar expectativas com evidências em um mercado saturado de promessas. Para as operadoras de saúde, é o custo crescente de procedimentos que nem sempre entregam o resultado que prometem.

A artrose está no centro desse paradoxo. E entender esse cenário é essencial para todos os envolvidos.

Uma doença complexa num mercado de soluções simples

A artrose não é apenas "desgaste de cartilagem". É uma doença multifatorial que envolve processos inflamatórios, alterações ósseas e desequilíbrios biomecânicos que se desenvolvem ao longo de anos. Tratá-la exige uma abordagem igualmente complexa.

O problema é que o mercado não vende complexidade. Vende milagre.

Nos últimos anos, multiplicaram-se as promessas de "regeneração articular", "reversão do envelhecimento da cartilagem" e "cura definitiva", conceitos que, até o momento, não encontram sustentação robusta na literatura científica. Pacientes vulnerabilizados pela dor são expostos a um ecossistema que mistura ciência emergente, marketing agressivo e interpretações distorcidas de evidências. E médicos, operadoras e sistemas de saúde arcam com as consequências dessa confusão.

O que a ciência realmente diz, e o que ela ainda não provou

Suplementos como glucosamina, condroitina e colágeno tipo II são amplamente consumidos e frequentemente indicados como "condroprotetores". Metanálises de alto nível, porém, mostram efeitos modestos, sem evidência consistente de modificação estrutural da doença. Podem beneficiar alguns pacientes, mas não justificam as promessas amplas que costumam acompanhá-los.

Fitoterápicos como cúrcuma, arnica e garra-do-diabo apresentam propriedades anti-inflamatórias em estudos, mas a tradução desses efeitos para benefício clínico concreto permanece limitada e heterogênea. São alternativas mais seguras que os anti-inflamatórios tradicionais, especialmente nos pacientes mais idosos, e por isso são amplamente utilizados mesmo com baixa comprovação científica.

No campo das terapias injetáveis, a discussão ganha mais peso clínico e financeiro. A viscossuplementação com ácido hialurônico apresenta resultados variáveis nas metanálises, mas já está validada nos principais algoritmos de tratamento das sociedades de Ortopedia, Reumatologia e do estudo da cartilagem. Na prática clínica, reduziu o encaminhamento de pacientes à cirurgia, o que representa um ganho real de eficiência para as operadoras.

O plasma rico em plaquetas (PRP) vem ganhando espaço como alternativa biológica: obtido do próprio sangue do paciente, concentrado por centrifugação e infiltrado na articulação, apresenta resultados comparáveis à viscossuplementação, especialmente em casos leves a moderados. No entanto, a grande heterogeneidade nos protocolos e técnicas limita a previsibilidade dos resultados. Em muitos casos, o benefício não ultrapassa os tratamentos tradicionais estabelecidos e não se mantém a longo prazo.

Combinações de PRP e ácido hialurônico vêm sendo estudadas, com algumas metanálises sugerindo melhora superior em dor e função em relação ao uso isolado de cada um. Ainda assim, nenhuma dessas abordagens configura evidência de regeneração estrutural consistente. São tratamentos que aliviam sintomas, não que revertam a doença.

No topo da "cadeia de promessas" estão as terapias com células-tronco. Obtidas da medula óssea ou do tecido adiposo, oferecem sinal de benefício potencialmente superior ao PRP e ao ácido hialurônico em alguns desfechos. Mas seguem pertencendo, em grande parte, ao campo da pesquisa: variabilidade metodológica elevada, risco de viés e ausência de padronização impedem seu uso amplo e rotineiro. São procedimentos mais invasivos, realizados frequentemente em centro cirúrgico, muitas vezes associados a cirurgias minimamente invasivas, o que aumenta significativamente a complexidade e o custo.

O problema não é a ciência em construção. É quando ela é vendida como ciência consolidada.

Muitas dessas intervenções não são necessariamente ineficazes. O problema está na forma como são apresentadas. Há uma diferença fundamental entre "ter algum potencial benefício" e "ser uma solução comprovada". A primeira pertence ao campo da pesquisa séria. A segunda, ao marketing.

Para o paciente, essa confusão gera expectativas frustradas e gastos desnecessários. Para o médico, compromete a credibilidade e a relação terapêutica. Para a operadora, representa custo sem retorno clínico consistente.

O que realmente funciona, e por que é menos glamouroso

Enquanto o debate sobre novas terapias avança, o que permanece no topo da evidência científica continua sendo menos vendável: perda de peso, fortalecimento muscular, reabilitação articular, hidroterapia e fisioterapia individualizada.

Não prometem milagres, mas entregam resultados reais, consistentes e reproduzíveis. Essas medidas estão no topo dos algoritmos de tratamento das principais diretrizes globais. Do meu ponto de vista, deveriam ser indicação obrigatória de todo médico que se propõe a tratar artrose, antes, durante e junto de qualquer outra abordagem.

Para as operadoras, são também as intervenções com melhor custo-efetividade e maior impacto na redução da sinistralidade a longo prazo.

O papel de cada um nessa equação

A artrose não tem cura milagrosa. E talvez o maior risco não esteja na doença em si, mas na ilusão coletiva de que ela já foi resolvida por algo que ainda não foi suficientemente comprovado.

Cabe ao paciente buscar informação qualificada e desconfiar de promessas absolutas. Cabe ao médico manter o rigor científico mesmo sob pressão de expectativas e de mercado. Cabe à operadora de saúde estruturar protocolos de cobertura baseados em evidência, protegendo o paciente, valorizando o médico criterioso e gerindo recursos com responsabilidade.

Doenças crônicas exigem abordagens contínuas, baseadas em ciência e construídas sobre confiança. Não atalhos. Não narrativas rápidas. Não soluções fáceis para problemas complexos.

por Rodrigo Kaz
Ortopedista, especialista em joelho e Diretor Médico do CREB - Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia.


Psoríase está associada a dor na coluna lombar

Envie a um amigo:

Sintomas mais comuns da Psoríase

É muito comum que pacientes acometidos pela psoríase apresentem lesões avermelhadas e descamativas, que aparecem em especial nos joelhos, nos cotovelos, nas nádegas e no couro cabeludo. Mas também é comum que sintam dor, edema e rigidez muscular na coluna, principalmente dor lombar, e isso pode indicar um quadro de artrite psoriásica.

“A psoríase é uma doença inflamatória de pele, mas muitas vezes o paciente desenvolve uma artrite psoriásica. Em geral, primeiro o paciente é acometido pela psoríase e, depois, pela artrite psoriásica, mas isso não é absoluto porque muitas vezes pacientes desenvolvem a artrite antes mesmo das lesões na pele”, explica o Dr. Marcus Vinícius de Jesus, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.

Psoríase associada a artrite psoriásica

O Dr. Marcus Vinícius pontua que as estatísticas não são exatas, mas apontam que cerca de 40% dos pacientes acometidos pela psoríase desenvolvem sintomas da artrite psoriásica. “Em 85% dos casos, as pessoas com artrite psoriásica manifestam lesões na pele antes dos problemas nas articulações das mãos e pés, típicos de uma artrite”, aponta ele.

O reumatologista do CREB acrescenta que a psoríase no couro cabeludo e nas regiões das nádegas e do umbigo provocam um maior risco de desenvolvimento da artrite psoriásica. “A artrite psoriásica pode provocar dor, edema e rigidez articular, afetando as articulações das mãos e dos pés, além da bacia e da coluna lombar. A dor lombar é muito característica da doença e pode acompanhar a inflamação articular das mãos e punhos ”, revela ele.

Tratando a artrite psoriásica

Ao menor sinal de dor, edema e rigidez articular nas regiões das mãos, pés, bacia e coluna lombar o paciente deve procurar imediatamente um especialista, alerta o Dr. Marcus Vinícius. “A artrite psoriásica pode evoluir para deformidades irreversíveis. Por isso quanto antes iniciarmos o tratamento, melhor”, pontua o médico do CREB.

O reumatologista explica que o tratamento é individualizado porque leva-se em conta as estruturas acometidas. Além de medicamentos específicos, a fisioterapia é muito importante para devolver ao paciente a qualidade de vida perdida. “O diagnóstico é feito por meio de histórico clínico, observação das lesões e podemos solicitar exame de ultrassonografia articular para confirmar a artrite psoriásica. É importante deixar claro que a doença não tem cura, mas podemos, sim, devolver ao paciente a qualidade de vida perdida”, garante.


Artrose do quadril: dor pode irradiar para a coxa e joelho

Envie a um amigo:

Artrose do quadril: dor pode irradiar para a coxa e joelho

A artrose do quadril, também conhecida como coxartrose, é uma doença degenerativa da articulação coxofemoral. Segundo o ortopedista Alexandre Blanc, do CREB – Centro de Reumatologia, Ortopedia e Fisioterapia – a doença é mais comum após os 50 anos, acometendo mulheres e homens.

“Alguns fatores como obesidade, doenças reumatológicas, doenças do quadril na infância e sequelas de fraturas aumentam a incidência da artrose no quadril.”, esclarece o médico do CREB. Segundo ele, após o correto diagnóstico feito por um especialista, o tratamento pode ser feito com auxílio de fisioterapia, hidroterapia, acupuntura e infiltração do quadril com ácido hialurônico.

Sintomas da artrose no quadril

O ortopedista do CREB explica que pacientes acometidos pela coxartrose queixam-se de dor, que pode iniciar na virilha e irradiar para coxa e joelho, além de sentirem limitação de movimentos, que ocorre de forma progressiva.“Atividades como caminhar, cruzar as pernas e amarrar sapatos tornam-se cada vez mais difíceis para estas pessoas”, garante ele.



Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:

  • BARRA DA TIJUCA:   Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
  • BOTAFOGO:   Rua Voluntários da Pátria, 408
  • COPACABANA:   Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
  • LEBLON:   Av. Ataulfo de Paiva, 355
  • MÉIER:   Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier

Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:

  • SANTO AMARO:   Av. Santo Amaro, 5702
  • INTERLAGOS:   Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
  • TATUAPÉ:   Rua Apucarana, 1619