Como o fisioterapeuta pode contribuir na atenção primária
A atenção primária à saúde deve estar no centro das ações e que são responsáveis pelo diagnóstico preciso e na análise das informações, que através da estratificação, coordena a jornada do paciente não só ao tratamento inicial da afecção na fisiotera...
Por Mauricio Garcia
Nesse atual momento que estamos vivendo, vale observar quais foram as lições que esta pandemia nos trouxe. Seria um desperdício que a humanidade passasse por este choque de comportamentos e atitudes, sem que houvesse um aprendizado.
No que diz respeito à saúde, é certo que esta pandemia mostrou que nenhum sistema de saúde no mundo, estava preparado para enfrentar os desafios que foram apresentados, e que algo deve ser feito na busca de um novo modelo de assistência através de um novo olhar sobre os cuidados integrados. É necessária uma nova mentalidade dos pacientes, dos gestores do segmento de saúde e das operadoras de saúde, entendendo que o primeiro contato deve estar focado na atenção primária.
A atenção primária à saúde deve estar no centro das ações e que são responsáveis pelo diagnóstico preciso e na análise das informações, que através da estratificação, coordena a jornada do paciente não só ao tratamento inicial da afecção na fisioterapia, mas introduzi-lo num fluxo de atenção à doença com iniciativas de programas de prevenção que contemplam desde a educação, acompanhamento, até a reabilitação.
A falta de recursos e infraestrutura e do desconhecimento dos gestores quanto ao papel da fisioterapia, cria uma oportunidade que deve ser melhor explorada, pois existe um papel fundamental do fisioterapeuta, na educação em saúde, demonstrando a importância desses cuidados através de uma nova dinâmica do setor com inovação, tecnologia e avanços na telessaúde. Neste contexto, é essencial que as operadoras de saúde estejam receptivas à essa mudança de paradigma, pois é uma mudança cultural e que já vem acontecendo com perspectivas infinitas.
O desafio está aí para ser enfrentado e solucionado, e as ferramentas estão disponíveis com modelos de tecnologia que permitem a gestão e monitoramento dos pacientes, tornando a atenção mais humanizada e resolutiva, baseadas em indicadores de qualidade quanto aos desfechos clínicos, custo-efetividade e experiência do paciente, reduzindo a segmentação entre os setores público e privado.
Consumir vitamina D ajuda a prevenir risco de fraturas
Consumir mais de 20µg (microgramas) de vitamina D ao dia pode reduzir em até 30% o risco de fraturas. É o que garante um estudo realizado em Zurique, na Suíça, com 31 mil pessoas, entre as quais 91% eram mulheres, com média de idade de 76 anos. “Essa pesquisa só confirma o que já se sabia: a vitamina D é uma grande aliada contra o risco de faturas e, por isso, deve ser regularmente ingerida, principalmente por idosos. Pacientes portadores de osteoporose incluem a vitamina D em sua dieta”, explica o Dr. Bernardo Stolnicki, ortopedista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A própria Associação Americana de Médicos, dos EUA, tem recomendado que médicos receitem à pacientes com osteoporose a ingestão desta dose de Vitamina D. Já a Sociedade Americana de Estudos do Metabolismo Ósseo (ASBMR), também dos Estados Unidos, recomenda a ingestão de 30µg diárias. “A ingestão de cálcio é fundamental no tratamento da osteoporose. Seja através de uma alimentação balanceada e rica neste elemento ou mesmo por meio de comprimidos, o paciente deve consumir 1 mil miligramas de cálcio diariamente. Mas também deve-se receitar ao paciente a vitamina D. “A vitamina D é muito importante na mineralização óssea. É ela quem leva o cálcio para o osso, é a condutora. E hoje sabemos que pacientes idosos que tomam vitamina D melhoram o tônus muscular e o equilíbrio”, explica ele.
A Osteoporose, uma doença caracterizada pela perda de massa óssea e enfraquecimento dos ossos, torna as pessoas mais vulneráveis a fraturas, especialmente no punho, no quadril e na coluna. Segundo o Dr. Bernardo, o tratamento prevê medicação específica, dieta balanceada, prática de exercício físico e banho de sol. “Se a pessoa tem a tendência de ter a doença, não poderá evitá-la. Mas poderá retardá-la, buscando uma melhor qualidade de vida. Realizar exercícios físicos regularmente, tomar sol sempre e buscar uma dieta rica em cálcio são atitudes fundamentais na prevenção. Realizar um exame chamado densitometria óssea também ajuda muito em um tratamento de prevenção”, finaliza o médico do CREB.
Magnésio com ácido málico pode ser benéfico no tratamento da fibromialgia
A associação do magnésio com o ácido málico pode ser benéfica no tratamento da fibromialgia, atuando como miorrelaxante. É o que estabelece um estudo desenvolvido por especialistas na Universidade de San Antonio, do Texas, EUA. Já outro estudo do conceituado Pain & Strees Center norte americano avaliou o uso do ácido málico com a vitamina B6, que também apresentaria resultados favoráveis no tratamento da doença. “Ainda não existem comprovações claras de que a ingestão desses nutrientes possa ser absorvida adequadamente pelo organismo, repondo suas deficiências. Quanto à associação do magnésio com o ácido málico, beneficia os músculos doloridos, enrigecidos e a fadiga muscular”, avalia Sérgio Rosenfeld, reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o médico do CREB, o magnésio é responsável pela queima do açúcar e por reações que dão origem a compostos energéticos. “Os portadores de fibromialgia em geral apresentam deficiência de magnésio,mineral que ajuda no relaxamento dos músculos. A reposição desse mineral tem sido utilizada em muitos estados dolorosos, especialmente em cefaléias, com bons resultados. O magnésio também pode ajudar no sono e em espasmos ou cãibras”, explica o Dr. Sérgio. Especialistas também garantem que a performance física melhora com a suplementação de magnésio, através de liberação de energia para a contração muscular. Mas há efeitos colaterais. O reumatologista aponta a irritabilidade intestinal e diarréia. “Para minimizar esses efeitos, é recomendado utilizar o magnésio quelado”, explica ele.
Quanto ao ácido málico, é um nutriente diretamente envolvido com o ciclo de produção de energia e o metabolismo de carboidratos. “Se o ácido málico não for suficiente, o corpo não pode produzir glicose, o combustível principal para o cérebro”, ressalta o médico. Na natureza, aponta o Dr. Sérgio, o ácido málico é encontrado em frutas e verduras, principalmente na maçã.
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