Tratamento da osteoporose tem novidades
Caracterizada pela diminuição da massa óssea, com conseqüente enfraquecimento e fragilidade do osso, a osteoporose tem índices alarmantes: uma em cada quatro mulheres, após a menopausa, desenvolvem a doença e uma a cada cinco mulheres que já tiveram fratura sofrerão outra fratura, em menos de um ano. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas têm osteoporose e, no mundo, esse número chega a 200 milhões.
Realizado em outubro, em São Paulo, o 2º Congresso Brasileiro de Densitometria, Osteoporose e Osteometabolismo apresentou duas novidades que estão alcançando excelentes resultados no tratamento da osteoporose. “São duas novidades terapêuticas. Uma refere-se à quantidade de vitamina D recomendada àqueles que estão se tratando da doença. A outra é a utilização de uma nova substância, um sal mineral , que não só contribui com o aumento da massa ósseo, como também evita sua diminuição. As estatísticas demonstram um avanço considerável no tratamento da doença com a utilização destas duas novas práticas”, explica o médico reumatologista e fisiatra do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Eduardo Sadigurschi, que participou do congresso e trouxe as novidades para a clínica.
Segundo o médico do CREB, agora utiliza-se o dobro da dosagem até então padrão de Vitamina D para pacientes em tratamento. “Há um consenso entre médicos e pesquisadores de que a população brasileira, de um modo geral, tem baixa concentração de vitamina D. Se pesquisarmos a quantidade desta vitamina em 100 homens e mulheres com mais de 50 anos, 90% ou mais apresentarão hipovitaminose D. Com uma dosagem maior, os resultados são ainda melhores. Falando de uma forma resumida e simples, a vitamina D faz o transporte do cálcio do sangue para o osso. Aumentando sua dose, aumentamos esse transporte, alcançando resultados mais efetivos”, explica ele
– É preciso salientar, entretanto, que é fundamental tomar banho de sol. Pois são os raios ultra-violetas que ativam a vitamina D. A melhor hora para pegar sol, sem dúvidas, é cedo, pela manhã. Também ressalto que os resultados são ainda melhores quando o paciente pega sol em movimento. É preciso se exercitar, caminhar enquanto pega sol – acrescenta o médico
A outra novidade é a utilização de um novo medicamento. “Trata-se de um sal mineral que tem duas vitais funções: ajuda a aumentar a massa óssea, estimulando a formação do osso, e combate a perda do cálcio do osso, ou seja, atua nas duas pontas – fortalecendo e prevenindo. Os resultados são muito bons”, garante o Dr. Eduardo. Segundo ele, além destas duas novidades, o tratamento contra a osteoporose inclui, dependendo do caso, medicamento, dieta específica orientada pelo médico, com reforço de alimentos ricos em cálcio, exercício, hidroterapia, Pilates, RPG e fisioterapia.
Os aspectos psicológicos da enurese
Enurese é o hábito involuntário de urinar durante o sono, mais conhecido como “xixi na cama”.
Até 5 anos, esse comportamento é considerado normal, mas após os 7 anos, crianças com enurese noturna devem ser tratadas. “A enurese pode ser considerada um problema biocomportamental, pois, além do processo físico de molhar-se, é um comportamento inadequado não provocado por uma condição clínica, como uma doença ou o uso de remédios. Sendo assim, muitas vezes associa-se a diversos fatores emocionais, comportamentais e de relacionamento”, explica a fisioterapeuta Waleska Rocha, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia.
Muitos pais acreditam que seus filhos molhem a cama por terem o sono pesado. De fato, crianças enuréticas podem ser mais difíceis de acordar do que outras crianças, mas não há diferença no padrão de sono entre um grupo e outro.
“Às vezes, atribui-se a causa do problema a fatores emocionais. É sabido que o estresse provoca mudanças fisiológicas. Situações estressantes como divórcio dos pais, nascimento de um irmão, perda de um ente querido, ou uma forte ansiedade podem levar a criança a voltar a molhar a cama, mesmo após já ter obtido o controle. Um outro fator complicador da enurese é o medo do escuro ou de levantar à noite, ao ponto de impedir a ida ao banheiro. Contudo, já foi observado que crianças enuréticas, ao dormir fora de casa, mantêm-se secas a noite inteira. É um fenômeno cujo funcionamento não se compreende inteiramente. Assim sendo, requer-se dos familiares compreensão diante da situação”, observa Waleska.
Ao tratar a enurese, espera-se uma melhora no ajustamento social da criança
Alguns fatores psicossociais podem estar associados ao xixi na cama. Por exemplo, a enurese tende a ser mais frequente em ambientes sociais menos favorecidos. “Crianças enuréticas geralmente são altamente impactadas pela sua condição, passando por isolamento social, humilhação, estresse, ansiedade, medo da exposição e sensação de imaturidade. Com isso, espera-se que, ao tratar a enurese, haja também uma melhora no ajustamento social da criança, na relação familiar e na própria percepção da criança ou adolescente sobre si mesmo”, finaliza a fisioterapeuta, pontuando que o CREB dispõe dos mais modernos recursos de fisioterapia urológica, que alcança excelentes resultados no tratamento da enurese.
Bico de papagaio tem tratamento, com grandes chances de melhora
Localizado próximo das articulações das vértebras, o osteofito é uma formação óssea anormal. Mais conhecido como bico de papagaio, pode produzir fortes dores na região afetada, podendo haver até mesmo a limitação de movimentos. Esta doença acomete pr...
Localizado próximo das articulações das vértebras, o osteofito é uma formação óssea anormal. Mais conhecido como bico de papagaio, pode produzir fortes dores na região afetada, podendo haver até mesmo a limitação de movimentos. Esta doença acomete principalmente pessoas acima dos 50 anos, mas isso não quer dizer que jovens e adultos não tenham bico de papagaio.
O bico de papagaio é uma artrose
O bico de papagaio tem esse nome popular porque a formação óssea parece com o bico da ave. Segundo o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – “tal deformação é resultado de uma ausência da cartilagem que funciona como amortecedor entre os ossos. Com o passar dos anos, pode gerar uma má formação, que pode ser visível ou mesmo palpável. O bico de papagaio é uma artrose. Essa deformação óssea pode reduzir movimentos das articulações, provocar fortes dores, sensação de queimação nas costas e um incômodo frequente. Em alguns casos, dependendo da localização, pode ocasionar dormência ou formigamento nos membros superiores ou inferiores, e mesmo zumbido, tonteira e lacrimejamento”.
O reumatologista do CREB pontua que as principais causas do bico de papagaio são: má postura, sobrepeso, sedentarismo e falta de cuidados com a coluna vertebral. “A boa notícia é que há tratamento, com grandes chances de melhora. Ao menor sinal de dor, é preciso procurar um médico”, finaliza o Dr. Eduardo.
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